Neste domingo, 10, o curador da exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", Gaudêncio Fidelis, reclamou da postura do Santander Cultural de cancelar sua mostra em Porto Alegre por conta das obras de cunho sexual. As informações são da "Folha de S. Paulo".

Créditos: Fredy Vieira/Santander Cultural/Facebook

O cancelamento da exposição foi acusado de censura por muitas pessoas

Segundo ele, o banco "infringiu as regras mais básicas de direito, de respeito e de consideração aos artistas presentes" e não o consultou sobre a decisão.

Em um comunicado, o Santander disse que "isso não faz parte de nossa visão de mundo, nem dos valores que pregamos. Por esse motivo, encerramos antecipadamente a mostra", que estava prevista para ser exibida até o dia 8 de outubro.

Todo o transtorno começou na última quarta-feira, 6, após a mostra ter sua inauguração há 26 dias e vídeos com as obras de Adriana Varejão e de Bia Leite viralizarem na internet.

Segundo a "Folha", manifestantes do grupo MBL (Movimento Brasil Livre) disseram que a exposição tem caráter zoófilo na obra "Cena de Interior 2" por retratar a relação sexual de duas pessoas com um animal.

A artista explicou que a pintura revela práticas históricas ou baseadas em narrativas literárias coletadas em suas viagens e que o intuito é "jogar luz sobre coisas que muitas vezes existem escondidas. É um aspecto do trabalho, a reflexão adulta".

Nesta segunda-feira, 11, o banco Santander pediu "sinceras desculpas a todos aqueles que enxergaram o desrespeito a símbolos e crenças na exposição 'Queermuseu'" e que vão abrir mão do benefício fiscal, já que a mostra foi feita com R$ 800 mil vindos da Lei Rouanet.

Leia a reportagem na íntegra.

Mas afinal, o que estava exposto na 'Queermuseu' do Santander?