Shows e exposições com entrada Catraca Livre, programe o seu dia.

Acontece neste domingo, dia 18, um dos shows mais aguardados do Festival Outubro Independente no CCJ, o americano Prefuse 73. Outra destaque fica para a apresentação do Pequeno Cidadão no CCSP.

O Ano da França no Brasil traz algumas das melhores exposições que estão em cartaz na cidade: Bresson no Sesc Pinheiros, Matisse na Pinacoteca e os belos cartazes da Maison du livre et de l’affiche, de Chaumont, no Tomie Ohtake.

Confira abaixo todos os destaques que o Catraca Livre selecionou para você:


Pequeno Cidadão se apresenta no CCSP
Depois de shows no Sesc Itaquera e no Sesc Pinheiros, o grupo Pequeno Cidadão se apresenta de graça no Centro Cultural São Paulo, CCSP, às 17h. O trabalho foi realizado pelos  artistas Arnaldo Antunes, Taciana Barros, Edgard Scandurra e Antônio Pinto que se juntou para fazer músicas para seus próprios filhos. Leia mais

Prefuse 73 faz show no Centro Cultural da Juventude
Se você gosta de hip hop e de música eletrônica, não pode perder a apresentação do americano Guillermo Scott Herren, nome por trás do projeto Prefuse 73. O artista é o destaque do Outubro Independente, projeto idealizado pelo Centro Cultural da Jeventude e que neste ano está na programação de diversos equipamentos culturais da cidade. O show acontece às 19h e é necessário retirar ingresso com uma hora de antecedência. Leia mais

Circo e Banda Sinfônica juntos no Memorial
A Banda Sinfônica Jovem do Estado - grupo ligado a Tom Jobim – Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) - apresenta o espetáculo “O Nosso Circo Místico” no Memorial da América Latina, às 19h. No repertório do espetáculo, canções de Chico Buarque e Edu Lobo feitas para o balé O Grande Circo Místico. Leia mais

Centro Cultural Rio Verde recebe o Estúdio Muda
Projeto idealizado pela produtora Muda Cultural, o Estúdio Muda, traz neste domingo, 18, às 20h, mais uma gravação ao vivo. Desta vez o convidado é o cantor e compositor Zé Maria, da velha guarda do G.R.C.E.S. Unidos do Peruche. Leia mais


Matisse na Pinacoteca
A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, pela primeira vez no Brasil, exposição com cerca de 80 obras entre pinturas, esculturas, desenhos, fotos, documentos e livros ilustrados de Henri Emile Benoit Matisse. Leia mais

Um cenário para Cora Coralina no Museu da Língua Portuguesa
"Cora Coralina foi uma artista que levou muito tempo para ser descoberta pelos brasileiros. Ela tem um trabalho peculiar que precisa ser conhecido”, afirma Daniela Thomas, quem assina – ao lado de Felipe Tassara – o cenário da próxima exposição do Museu da Língua Portuguesa, “Cora Coralina – Coração do Brasil”. A mostra começa no próximo dia 29 e deve permanecer por, aproximadamente, quatro meses. Leia mais

“Maestro das palavras”, Paulo Leminski no Itaú Cultural
O Itaú Cultural inaugurou a terceira edição do projeto Ocupação, dedicada ao poeta, romancista, compositor e tradutor Paulo Leminski. O curador da exposição Ocupação Paulo Leminski: Vinte Anos em Outras Esferas é Ademir Assunção. Em seu blog, Ademir escreveu sobre Leminski. Leia mais

Histórias em Quadrinhos Africanas no Ibirapuera
São Paulo – A inédita Exposição Picha, com obras de roteiristas e desenhistas de 16 países do Continente Africano será apresentada no Museu Afro Brasil, de 15 de outubro a 08 de novembro. Picha reúne originais de desenhos, álbuns, revistas e publicações de jornais e revistas, e ainda um importante banco de dados com  informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Leia mais

O fotógrafo Henri Cartier-Bresson
A mostra de fotografias do artista francês, com curadoria do editor Robert Delpire, está no Sesc Pinheiros e inclui imagens realizadas em 23 países durante mais de 50 anos, entre 1926 e 1979 e está organizada em dois espaços da unidade. Leia mais

Cartazes de Chaumont no Tomie Ohtake
Mais de 70 cartazes de designers gráficos, a maioria franceses, fazem parte da nova exposição do Tomie Ohtake. A mostra fica em cartaz até o dia 22 de novembro e tem curadoria de Christelle Kirchstetter – do pólo de grafismo Pôle de Graphisme – em parceria com o designer brasileiro Rico Lins. Leia mais

Exposição: como a indústria do fumo enganou você
Começou nesta quinta-feira, 15, a exposição “Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas” que fica em cartaz até dia 26, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Leia mais

Exposição Picha destaca universo das Histórias em Quadrinhos Africanas

da Redação
São Paulo – A inédita Exposição Picha, com obras de roteiristas e desenhistas de 16 países do Continente Africano será apresentada no Museu Afro Brasil, de 15 de outubro a 08 de novembro. Picha reúne originais de desenhos, álbuns, revistas e publicações de jornais e revistas, e ainda um importante banco de dados com  informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Além dos artistas africanos, participam da mostra o norte-americano David Brown, que virá ao Brasil especialmente para participar da programação do evento e o cartunista brasileiro e co-curador da exposição, Maurício Pestana, apresentando semelhanças e diferenças dos desenhos afro-descendentes destes dois países, junto com seus pares na África. A curadoria é da professora e pesquisadora de Histórias em Quadrinhos, Dra. Sonia M. Bibe Luyten.
No dia 14, às 20h,  no auditório do Museu Afro Brasil, haverá abertura com uma Mesa de Debates sobre o tema da exposição,  com as presenças de David Brown, Maurício Pestana e do pesquisador Nobuyoshi Chinen, da Universidade de São Paulo (USP), contando com a mediação de Sonia Luyten. Capacidade 150 pessoas.
Os principais nomes do universo dos HQs africanos foram selecionados para esta mostra. São obras que refletem em sua maioria cenas do cotidiano e a realidade sócio-política dos países daquele Continente. Estão na mostra produções de Farid Boudjellal (Argélia); Hecto Sonon (Benin); Barly Baruti (Congo); Pat Masioni (Congo); Pahé (Gabão); Ramón Esono Ebalé (Guiné Equatorial); Adjim Danngar (Chade); Didier Kassaí (Rep. Central Africana); Frank Odoi (Quênia); Marghuerite Abouet (Costa do Marfim); Kola Fayemi (Nigéria); Bob Kanza (Congo); Mohammed Nadrani (Marrocos); Dwa (Madagascar); Jean-Claude Ngmuri (Ruanda); Tayo Fatunia (Nigéria); TT Fons (Senegal); Themba Siwela (Africa do Sul); Karlien de Villiers (Africa do Sul).
Em 2008, Picha foi exposta no Museu Africano de Holanda e em Lagos, na Nigéria. Este ano, a mostra participou do Festival de Histórias em Quadrinhos Nostrum, em Palma de Mallorca, na Espanha, onde ficou entre os meses de maio e junho. A iniciativa é da NCDO, organização holandesa que promove o desenvolvimento de cooperação internacional, sediada nos Países Baixos e conta com a colaboração da Fundação Príncipe Claus, da Holanda.
O Universo das HQs africanas
Picha na língua Swahili, ou suali, quer dizer “desenho” e é uma corruptela da palavra inglesa “picture”, imagem.
Os quadrinhos africanos estão indo muito bem. Há desenhistas africanos ativos em todo o continente. Há muitos Festivais de Histórias em Quadrinhos e muitas revistas e álbuns sendo publicados. No Senegal, por exemplo, há um seriado de televisão muito popular baseado em um personagem de quadrinhos: Goorgoorlu.   A vida de Mandela foi descrita em quadrinhos na África do Sul e muitas revistas estão usando as Histórias em Quadrinhos para alertar os soldados sobre os perigos da AIDS na Etiópia.  É muito surpreendente notar como as Histórias em quadrinhos refletem a realidade (política) africana. Para se falar também de coisas mais leves e alegres é preciso recorrer a subterfúgios. A famosa série de quadrinhos Aya de Ypougon, de Marguerite Abouet, da Costa do Marfim, é uma novela gráfica, tendo como foco o amor, brigas e adultério.  Mas este quadrinho tem como cenário os tranquilos anos 1970 do país, quando a guerra civil da Costa do Marfim ainda estava muito longe de acontecer.
Na África, as Histórias em Quadrinhos podem ser produzidas por um baixo custo, não é necessário ter diploma universitário e são facilmente acessíveis sob o ponto de vista de comunicação.  Estes três fatores são favoráveis para um continente com uma infra-estrutura artística limitada. Existe, no entanto, um problema: os quadrinhos precisam ser distribuídos para poderem ser lidos e, muitas vezes, não existem canais para fazer isso. Além disso, apesar dos quadrinhos serem um produto barato, ainda é oneroso para o poder aquisitivo dos leitores africanos.

São Paulo – A inédita Exposição Picha, com obras de roteiristas e desenhistas de 16 países do Continente Africano será apresentada no Museu Afro Brasil, de 15 de outubro a 08 de novembro. Picha reúne originais de desenhos, álbuns, revistas e publicações de jornais e revistas, e ainda um importante banco de dados com  informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas.