O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou nesta terça-feira, 13, que a pasta estuda um acordo para acabar com a venda de refil de refrigerantes em redes de fast-food.  A ação faz parte de um plano para reduzir o consumo de sódio e conter o avanço da obesidade no país, que também prevê a proibição de saleiros em mesas de restaurantes.

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Caso não haja acordo, o ministério deve enviar um projeto ao Congresso 

“O saleiro já é proibido em alguns países. Temos que avaliar se temos a capacidade de fazer pactos”, disse o ministro afirmando que procurará os responsáveis pelos setores de restaurantes para negociar.

No caso dos refrigerantes, caso não seja concretizado um acordo, o ministério deve enviar um projeto ao Congresso para efetivar a proibição desse tipo de oferta.

“Isso para nós é um problema muito grave a ser resolvido. Vamos manter a tentativa de um acordo voluntário, senão partiremos para uma ação restritiva, afirmou Barros segundo matéria da Folha.

As duas propostas foram apresentadas hoje em evento do ministério para divulgar os resultados da quarta etapa de um acordo firmado com a indústria para diminuir a quantidade de sódio em alimentos industrializados.

O projeto teve início em 2011 e, desde então já foi contabilizada a retirada de 17 mil toneladas de sódio  dos alimentos. Ainda assim os parâmetros estão abaixo da meta, que prevê retirar do cardápio dos brasileiros 28,5 mil toneladas do componente até 2020.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Edmundo Klotz, admite que poderá haver dificuldades para atingir essa meta. “Mas será feito”, afirma.

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Foco agora é reduzir sódio em pães, biscoitos, massas e bolos industrializados

Na quarta etapa, a indústria deve reduzir o sódio de alimentos como pães, massas e bisnaguinhas.

O grande desafio, segundo Claudio Zanão, presidente da Associação das Indústrias de Biscoitos, Massas, Pães e Bolos Industrializados, é fazer essas alterações sem que os produtos percam seu sabor. “Não esqueçam da expressão ‘comida de hospital’, que ninguém vai comer”, diz.