Exposição ‘Afríquia: o artista como colecionador’
Um prato cheio para quem ama arte: a nova mostra abre o baú de memórias do fundador do espaço para revelar segredos de suas viagens ao continente africano
As conexões profundas, estéticas e espirituais entre o Brasil e o continente africano ganham uma homenagem histórica no coração de São Paulo. O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abre as portas para a exposição inédita “Afríquia: o artista como colecionador”.
Sob a curadoria de Gabrielle Nascimento, a mostra mergulha no acervo íntimo de seu lendário fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), revelando como sua sensibilidade de artista moldou um dos patrimônios culturais mais importantes das Américas.
O percurso é composto por mais de 200 peças que vão muito além das tradicionais molduras. O público vai encontrar um tesouro que mistura esculturas majestosas, pinturas, fotografias históricas, documentos guardados há décadas, livros, discos e tecidos tradicionais.
O grande destaque fica por conta das raras manifestações de matriz iorubana, como as impressionantes máscaras Gelede e Egungun, além de produções contemporâneas vindas da Nigéria e do Benim, que quebram estereótipos e aproximam o público da modernidade africana.
O nome da exposição é um aceno direto à história: celebra a série de xilogravuras Suíte Afríquia, criada por Emanoel em 1977 após sua icônica viagem à Nigéria para o FESTAC 77 — momento divisor de águas que transformou sua produção artística e deu o pontapé inicial em sua coleção.
Instalada no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do Parque Ibirapuera, a atração fica em cartaz até setembro e oferece dia de visitação gratuita para quem quiser colar no meio da semana.
Sobre a Exposição ‘Afríquia: o artista como colecionador’:
Datas e horários
De 26/06/2026 a 13/09/2026 (Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo)
Horário: Terça-feira a domingo, das 10h às 17h
Acessibilidade
Local acessível para cadeirantes