A cidade italiana que voltou a vender casas por 1 euro reabre as inscrições; veja os requisitos para conseguir a sua
Programa em Farini aceita interessados de fora, impõe reforma obrigatória e recoloca no radar o custo real de um endereço simbólico
Casas por 1 euro voltaram ao noticiário com a reabertura das inscrições em Farini, no norte da Itália. A proposta parece simples, comprar um imóvel barato e até pensar em morar na Europa, mas o edital envolve reforma, manutenção e prazos que mudam bastante o cálculo para quem sonha com essa mudança.
Quem pode entrar na disputa por um imóvel barato em Farini?
Farini publicou em 10 de março de 2026 o aviso que permite comprar imóveis pelo valor simbólico de 1 euro, com o objetivo de requalificar e repovoar o vilarejo. Segundo a prefeitura, podem apresentar manifestação de interesse pessoas não residentes e também organizações do terceiro setor ligadas à comunidade local.
Na prática, isso amplia o alcance do programa para estrangeiros e para quem busca um imóvel barato fora dos grandes centros. O ponto central não é só a compra, e sim a capacidade de assumir obra, regularização e uso futuro da propriedade, seja para moradia, cohousing, turismo, comércio ou atividade artesanal.
Quais requisitos pesam mais antes de assinar?
O preço simbólico costuma ser o menor item da conta. Em Farini, o interessado precisa aceitar a obrigação de reformar e manter o edifício em ordem, condição básica para receber a casa por 1 euro. Isso faz diferença para quem associa o programa apenas à ideia de morar na Europa com investimento mínimo.
Antes de avançar, vale olhar os pontos que mais pesam nesse tipo de seleção:
- envio da manifestação de interesse no formato exigido pelo município
- compromisso formal de reforma do imóvel barato
- capacidade financeira para obra, taxas e escritura
- plano de uso do imóvel, residencial ou econômico
- disposição para lidar com regras urbanísticas e prazos locais

Por que a Itália insiste nesse modelo de repovoamento?
A Itália mantém esses projetos porque muitos povoados perderam moradores, atividade econômica e conservação do casario antigo. Em Farini, a própria prefeitura diz que o programa busca riqualificar, repovoar e tornar o país mais atrativo e funcional, usando imóveis decadentes como ponto de partida para reativar a malha urbana.
Esse raciocínio vai além do apelo turístico. Quando um imóvel barato volta a ter uso, entram em cena reforma, contratação de mão de obra, circulação no comércio local e recuperação de ruas históricas. Para quem pensa em morar na Europa, isso ajuda a entender que a casa por 1 euro faz parte de uma política de revitalização, não de uma promoção imobiliária isolada.
Quais custos e cuidados costumam surpreender quem quer morar na Europa?
Quem mira a Itália por causa de um imóvel barato geralmente se concentra no anúncio e esquece a etapa mais cara, a execução. Entre escritura, projeto, mão de obra, eventuais adequações estruturais e manutenção, o gasto real pode ficar muito acima do valor simbólico da compra.
Os itens que mais exigem atenção costumam ser estes:
- estado estrutural da casa por 1 euro
- necessidade de engenheiro, arquiteto ou técnico local
- custos cartoriais, tributários e de registro
- prazo para concluir a reforma exigida pelo município
- distância de serviços, transporte, escola e saúde
Vale tratar a casa por 1 euro como oportunidade real?
Vale, desde que a leitura seja menos romântica e mais documental. Farini aceita interessados de fora e reabriu o processo com foco claro em recuperação urbana, o que recoloca a Itália no mapa de quem busca morar na Europa por outro caminho. Ainda assim, casas por 1 euro exigem caixa para obra, tolerância à burocracia e visão de longo prazo sobre a rotina no interior.
Para quem procura um imóvel barato, a oportunidade existe, mas o requisito decisivo não é encontrar a oferta, e sim sustentar a reforma até o fim. Nesse mercado, morar na Europa começa menos com a chave na mão e mais com cronograma, orçamento, licenças e disposição para transformar uma estrutura antiga em moradia viável.