A verdade sombria por trás da múmia egípcia encontrada paralisada em um ‘grito eterno’ que intrigou o mundo
Exames de DNA e tomografias revelaram a identidade da múmia egípcia que parecia gritar e desvendaram a história do príncipe condenado por conspirar.
A famosa múmia que parece gritar revelou um dos episódios mais sombrios do Egito Antigo. Exames modernos indicam que o corpo pertence ao Príncipe Pentawere, envolvido em uma conspiração contra o próprio pai.

Quem era a múmia descoberta no Egito?
Durante décadas, a chamada múmia que grita intrigou pesquisadores por causa da expressão de dor preservada no rosto. O corpo foi encontrado no esconderijo real de Deir el-Bahari, no Egito, e apresentava características incomuns para a época.
Inicialmente identificada apenas como uma figura misteriosa, a múmia chamou atenção por não seguir os métodos tradicionais de preservação usados pela elite egípcia. Análises posteriores revelaram uma ligação direta com a família real.
Como os exames revelaram a identidade do príncipe Pentawere?
Estudos modernos com tomografia computadorizada e análises de DNA confirmaram que o corpo pertence ao Príncipe Pentawere, filho do faraó Ramsés III, que governou o Egito entre aproximadamente 1186 e 1155 a.C.
A descoberta confirmou suspeitas antigas baseadas em documentos históricos. O Papiro Judiciário de Turim relata que Pentawere participou de um plano para assassinar seu próprio pai e tomar o poder.
Por que a múmia de Pentawere possui uma aparência de sofrimento?
Os pesquisadores acreditam que a expressão de “grito eterno” está relacionada ao momento da morte. O príncipe teria sofrido asfixia ou uma morte violenta, mantendo a boca aberta devido ao intenso sofrimento físico.
A tomografia revelou sinais compatíveis com uma morte sob grande estresse. Diferentemente das múmias reais tradicionais, seu corpo parece ter sido preparado de maneira apressada e sem os cuidados reservados aos nobres.

Quais detalhes mostram que Pentawere recebeu uma punição após a conspiração?
A forma como o corpo foi encontrado indica uma possível tentativa de apagar sua importância após o crime contra Ramsés III. Ele não recebeu um processo de mumificação digno de um membro da realeza egípcia.
Entre as principais características que diferenciam essa múmia das demais estão:
- Ausência de óleos e resinas nobres: materiais caros normalmente usados em membros da família real não foram aplicados.
- Envoltório de pele de ovelha: considerado um material impuro pelos costumes religiosos egípcios.
- Falta de rituais funerários tradicionais: o corpo foi tratado de forma incomum para um príncipe.
Como aconteceu o complô contra Ramsés III?
Segundo registros históricos, Pentawere esteve envolvido em uma conspiração organizada dentro do palácio para eliminar Ramsés III. O plano ficou conhecido como uma das maiores disputas internas da história egípcia.
Após a descoberta da trama, os envolvidos foram julgados. O príncipe teria sido condenado a tirar a própria vida ou executado por enforcamento, recebendo depois um enterro sem honras.
O que a múmia de Pentawere revela sobre a justiça no Egito Antigo?
A descoberta da múmia mostra como a sociedade egípcia utilizava até mesmo os rituais funerários como forma de punição. Ser privado de uma preparação adequada significava perder parte da passagem simbólica para a vida após a morte.
Hoje, a múmia de Pentawere continua sendo uma das mais impressionantes descobertas arqueológicas do Egito, pois une tecnologia moderna, mistério e um antigo caso de traição familiar.