Com um anel de 27 quilômetros enterrado a até 175 metros de profundidade sob a fronteira entre a França e a Suíça, o maior acelerador de partículas do mundo é uma “cidade” subterrânea construída para levar a física ao seu limite

Detalhes sobre a estrutura subterrânea e o avanço tecnológico do maior colisor de partículas localizado na Europa

O imenso acelerador de partículas construído profundamente sob a Europa desafia a imaginação ao simular o início do universo. Compreender essa máquina fantástica revela como a humanidade tenta decifrar mistérios complexos que definem a nossa existência no vasto espaço.

Grande Colisor de Hádrons: a monumental máquina subterrânea que simula o início do universo.
Grande Colisor de Hádrons: a monumental máquina subterrânea que simula o início do universo. - Imagem gerada por IA

Qual é o tamanho real dessa estrutura subterrânea?

O Grande Colisor de Hádrons opera em um complexo circuito de dezessete milhas localizado na fronteira entre dois países europeus. Essa monumental estrutura fica enterrada em uma profundidade média de trezentos e vinte e oito pés sob o solo vizinho de Genebra.

A engenharia necessária para manter esse túnel em atividade exige soluções tecnológicas extremamente complexas. Para contextualizar a grandiosidade desse projeto científico inovador, apresentamos a seguir alguns dos principais aspectos estruturais que tornam esse laboratório subterrâneo uma verdadeira cidade tecnológica isolada.

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    Fronteira internacional: O anel principal cruza a divisa franco-suíça profundamente no subsolo.
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    Profundidade extrema: A infraestrutura alcança locais enterrados a cerca de quinhentos e setenta e quatro pés.
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    Extensão circular: O trajeto possui um formato semelhante a uma rodovia com dezesseite milhas de comprimento.

Como funciona o sistema de colisão de partículas?

Os ímãs supercondutores direcionam feixes de prótons em velocidades incríveis que alcançam quase a velocidade total da luz antes do impacto. Essas partículas circulam o anel mais de onze mil vezes a cada segundo dentro do sistema refrigerado do acelerador.

CERN planeja Futuro Colisor Circular de 90 km para expandir os limites da física de partículas.
CERN planeja Futuro Colisor Circular de 90 km para expandir os limites da física de partículas. - Imagem gerada por IA

Para possibilitar esse movimento veloz os componentes operam em temperaturas extremamente baixas inferiores ao espaço sideral externo. Esse resfriamento drástico garante a estabilidade necessária para que os experimentos ocorram de forma precisa nos quatro pontos principais de colisão.

Quais descobertas científicas foram realizadas no laboratório?

O maior feito desse acelerador ocorreu com a histórica descoberta do bóson de Higgs em julho de dois mil e doze. Esse achado crucial confirmou a última peça que faltava para validar o importante Modelo Padrão da física moderna.

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O enigma da massa elementar

Mecanismo revelado

A confirmação do bóson ajudou a desvendar a forma como diversas partículas elementares ganham massa no ambiente cósmico.

Apesar do avanço científico gigantesco, os pesquisadores admitem que o Modelo Padrão cobre somente uma fração minúscula de tudo o que existe.

Mesmo desvendando o bóson restam grandes mistérios sobre a composição detalhada do nosso universo. Além dessa grande conquista a máquina auxiliou na identificação de diversas estruturas subatômicas inéditas, destacando-se os elementos listados a seguir que expandem o nosso conhecimento físico.

  • Mais de setenta novos hádrons compostos foram identificados por meio das colisões de alta energia.
  • Essas novas partículas são formadas por quarks firmemente unidos através da força forte da natureza.
  • Os experimentos contínuos testam diretamente a maneira como a matéria se organiza em escalas microscópicas.

Qual será o futuro do acelerador na Europa?

A organização elaborou um relatório de viabilidade focado no Futuro Colisor Circular que pretende substituir o equipamento atual. Esse ambicioso projeto científico visa expandir as fronteiras do conhecimento e pesquisar componentes cósmicos que a tecnologia contemporânea ainda não consegue explicar detalhadamente.

Enterrado sob a fronteira franco-suíça, o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do CERN já é uma máquina que soa quase fictícia.
Enterrado sob a fronteira franco-suíça, o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do CERN já é uma máquina que soa quase fictícia. - Créditos: Maximilien Brice/CERN

A nova proposta conceitual apresenta dimensões monumentais planejadas para operar em fases distintas nas próximas décadas. Para compreender o impacto dessa futura instalação científica, detalhamos abaixo as principais características estruturais e os objetivos definidos para esse novo acelerador internacional.

  • Um anel planejado de cinquenta e seis milhas construído a seiscentos e campa e seis pés de profundidade.
  • A primeira etapa focará no estudo altamente preciso do bóson de Higgs utilizando elétrons e pósitrons.
  • A fase subsequente colidirá prótons com energia incrível de cem teraeletronvolts para buscar partículas pesadas.

Quanto custará esse novo projeto científico?

O custo estimado para a construção da primeira fase do novo colisor alcança quinze bilhões de francos suíços. Essa quantia expressiva cobrirá a abertura do túnel e toda a infraestrutura básica necessária para viabilizar as futuras pesquisas físicas na região.

Embora investidores privados já tenham prometido doações expressivas, a aprovação final dos Estados membros deve ocorrer apenas em dois mil e vinte e oito. Até lá os cientistas focam no desenvolvimento sustentável para mitigar a pegada ecológica desse colossal empreendimento tecnológico global.

Referências: CERN releases report on the feasibility of a possible Future Circular Collider – Home | CERN