Com mais de 30 metros de altura, e quase 200 pés de largura na base e pode ser mais antiga que muitos monumentos; agora a NOAA acredita que esse coral Maug pode possuir pistas para o futuro dos recifes

Cientistas da NOAA encontraram um colossal coral milenar nas Ilhas Marianas que pode mudar o futuro marinho para sempre

02/05/2026 20:36

Pesquisadores da NOAA fizeram uma descoberta impressionante nas profundezas das Ilhas Marianas, revelando um dos maiores e mais antigos corais do mundo. Esta estrutura colossal, que sobreviveu por milênios em condições extremas, oferece uma visão sem precedentes sobre a resiliência dos ecossistemas marinhos. Compreender como este organismo prospera perto de fontes vulcânicas de dióxido de carbono pode ser a chave para prever o futuro dos oceanos. Os dados coletados neste laboratório natural já estão redefinindo as estratégias de preservação para os próximos anos.

A estrutura colossal encontrada em um vulcão submerso revela a resistência extraordinária dos ecossistemas marinhos frente à acidificação dos oceanos.
A estrutura colossal encontrada em um vulcão submerso revela a resistência extraordinária dos ecossistemas marinhos frente à acidificação dos oceanos.Imagem gerada por inteligência artificial

Onde esse recife de coral gigante foi descoberto pelos pesquisadores?

A formação extraordinária encontra-se no interior da caldeira de Maug, um vulcão submerso localizado no Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas. Os cientistas realizaram medições complexas durante o Programa Nacional de Monitoramento de Recifes de Coral da NOAA no ano de dois mil e vinte e cinco. O local é considerado um laboratório natural único, pois abriga saídas de dióxido de carbono que tornam a água do mar ao redor naturalmente ácida.

Essa localização específica cria um contraste marcante entre áreas sem vida e ecossistemas altamente resilientes que conseguem se adaptar ao ambiente hostil. Para entender a dimensão dessa descoberta histórica, é importante observar alguns fatos fascinantes sobre o ambiente geológico onde o organismo calcário se encontra:

  • A área marinha protegida oferece condições ideais para estudos contínuos sobre a química oceânica.
  • As fontes vulcânicas locais imitam os níveis de acidez previstos para o futuro dos mares.
  • A profundidade e a segurança do mergulho exigiram métodos inovadores de exploração marinha.

Quais são as dimensões reais dessa estrutura marinha milenar?

As medidas desta colônia da espécie Porites rus impressionam até mesmo os maiores especialistas, superando em muito os recordes anteriores documentados na Samoa Americana. O organismo marinho atinge mais de trinta metros de altura, e a sua base abrange aproximadamente sessenta metros de largura. A área total coberta chega a cerca de quatorze mil e quinhentos pés quadrados, o que equivale ao tamanho de três quadras profissionais de basquete.

Este organismo de dois mil anos serve como um laboratório natural essencial para prever a adaptação da vida marinha às mudanças climáticas globais.
Este organismo de dois mil anos serve como um laboratório natural essencial para prever a adaptação da vida marinha às mudanças climáticas globais.Imagem gerada por inteligência artificial

Apesar de não produzir anéis de crescimento visíveis, os especialistas estimam que a colônia viva tenha mais de dois mil e cinquenta anos de idade. Para ilustrar a magnitude e a importância desse achado sem precedentes para a biologia, podemos destacar alguns números impressionantes sobre a estrutura biológica:

  • A colônia gigantesca é mais de três vezes maior do que o recordista anterior documentado.
  • O crescimento externo marinho estimado ocorre a uma lenta taxa de quatro décimos de polegada por ano.
  • O volume massivo do esqueleto calcário permite a preservação excepcional de dados climáticos centenários.

Como o dióxido de carbono afeta a sobrevivência da espécie?

O ambiente marinho próximo à caldeira de Maug libera grandes quantidades de dióxido de carbono, criando condições extremas que normalmente destruiriam as formações calcárias. Os pesquisadores notaram uma zona morta muito próxima às saídas de gás, revelando os fortes efeitos nocivos da acidificação natural da água. No entanto, o gigantesco bloco biológico prospera a poucas centenas de metros de distância do epicentro vulcânico ativo.

Esse contraste impressionante permite aos biólogos comparar as áreas afetadas pelo excesso de gás com regiões de águas normais em um mesmo local geográfico. A sobrevivência de uma colônia tão colossal nestas circunstâncias severas indica que certos organismos possuem mecanismos adaptativos notáveis. O achado serve como um guia essencial para compreender como a vida marinha pode resistir às intensas mudanças climáticas globais.

Qual é o próximo passo para proteger esse laboratório subaquático?

Os conservacionistas planejam realizar estudos ainda mais detalhados no local para determinar com precisão a idade exata e o histórico de crescimento dessa maravilha natural. A coleta de amostras do núcleo do esqueleto calcário fornecerá informações cruciais sobre a química da água ao longo dos últimos milênios. Um conselho consultivo especializado também trabalha ativamente para escolher um nome culturalmente apropriado em homenagem à herança indígena local.

Pesquisadores da NOAA que trabalham nas Ilhas Marianas mediram um colossal coral pedregoso dentro da cratera de um vulcão subaquático, e ele pode ter mais de 2.000 anos.
Pesquisadores da NOAA que trabalham nas Ilhas Marianas mediram um colossal coral pedregoso dentro da cratera de um vulcão subaquático, e ele pode ter mais de 2.000 anos. - Créditos: NOAA / NOAA Fisheries

Compreender a fundo essa resistência biológica extraordinária pode ajudar a salvar outros recifes em risco de branqueamento e de mortalidade em escala global. As respostas encontradas neste vulcão submerso guiarão novas e eficazes políticas de proteção ambiental para as costas ameaçadas pelo aquecimento excessivo. Desta forma, a imponente estrutura ancestral continuará sendo uma fonte vital de conhecimento inestimável para as futuras gerações de pesquisadores.

Referências: Colossal coral in the Mariana Islands is largest of its kind