O eclipse solar mais longo do século está chegando: o dia se transformará em noite e não ocorrerá novamente em mais de 152 anos

O fenômeno ocorre quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol.

O eclipse solar total de 2027 acontecerá em 2 de agosto e poderá deixar algumas regiões na escuridão por até 6 minutos e 23 segundos. Apesar de ser chamado de “o mais longo do século”, ele será, na verdade, o segundo eclipse total mais duradouro do século 21, atrás do fenômeno observado em 22 de julho de 2009.

A faixa de totalidade atravessará o sul da Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio.
A faixa de totalidade atravessará o sul da Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio. - Imagem gerada por IA

Por que o dia ficará escuro durante o eclipse?

O fenômeno ocorre quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol. Na faixa de totalidade, o disco lunar encobre toda a superfície visível do Sol, reduzindo rapidamente a luminosidade e criando uma breve aparência de noite em pleno dia.

Durante esses minutos, o céu ganha tons mais escuros, estrelas e planetas brilhantes podem aparecer e a temperatura tende a cair. A coroa solar, camada externa da atmosfera do Sol, também se torna visível ao redor da silhueta da Lua.

Onde o eclipse solar total de 2027 poderá ser visto?

A faixa de totalidade atravessará o sul da Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio. Segundo o trajeto previsto para o fenômeno, os melhores pontos de observação estarão em locais próximos à linha central da sombra lunar.

  • Sul da Espanha e território britânico de Gibraltar;
  • Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito;
  • Sudão e áreas próximas ao Mar Vermelho;
  • Arábia Saudita e Iêmen;
  • Partes da Somália antes de a sombra seguir pelo Oceano Índico.

Esse será realmente o eclipse mais longo do século?

Não. Os cálculos astronômicos indicam uma totalidade máxima de aproximadamente 6 minutos e 23 segundos em 2027. O recorde do século 21 pertence ao eclipse de 22 de julho de 2009, que alcançou cerca de 6 minutos e 39 segundos.

Mesmo assim, o evento de 2027 será excepcional. A duração da totalidade será a maior observada em terra firme desde 1991 e não será superada por outro eclipse sobre áreas continentais até 2114, o que explica a grande expectativa entre astrônomos e observadores.

A faixa de totalidade atravessará o sul da Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio.
A faixa de totalidade atravessará o sul da Europa, o norte da África e partes do Oriente Médio. - Imagem gerada por IA

Como observar o fenômeno sem colocar os olhos em risco?

Olhar diretamente para o Sol durante as fases parciais pode causar lesões graves na retina, mesmo quando grande parte do disco solar estiver encoberta. Óculos comuns, radiografias, filmes escuros e lentes improvisadas não oferecem a proteção necessária.

  • Use óculos para eclipses certificados e em boas condições;
  • Confira se as lentes não apresentam furos, riscos ou rasgos;
  • Coloque a proteção antes de olhar na direção do Sol;
  • Não observe por câmeras, binóculos ou telescópios sem filtros solares próprios;
  • Retire os óculos somente durante a totalidade completa e volte a colocá-los assim que o Sol reaparecer.

Por que o eclipse de 2 de agosto de 2027 será tão raro?

A duração incomum resulta de uma combinação precisa: a Lua estará relativamente próxima da Terra e parecerá grande o suficiente para cobrir o Sol, enquanto a Terra estará mais distante do astro, reduzindo ligeiramente o tamanho aparente do disco solar. A sombra lunar também cruzará regiões próximas ao equador, onde se deslocará com menor velocidade sobre a superfície.

Fora da estreita faixa de totalidade, grande parte da Europa, da África e do Oriente Médio verá apenas um eclipse parcial. Para quem estiver no caminho central, porém, o eclipse de 2 de agosto de 2027 produzirá mais de seis minutos de escuridão, coroa solar visível e mudanças perceptíveis na luz e na temperatura.