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Conheça o banheiro de bolso que dispensa água e rede de esgoto

Catarinense usa tecnologia da fralda para criar um envelope absorvente onde se pode fazer xixi na hora do aperto e que é descartado em lixo comum

Por: Redação

Você certamente já passou por uma situação parecida: a bexiga cheia e aquela vontade louca de urinar, mas… onde? Geralmente acontece em shows ou grandes eventos sazonais como o Carnaval, ocasiões em que nem sempre um exército de banheiros químicos dá conta de tanto usuário apertado. É para essas horas que um empresário de Florianópolis inventou um banheiro  de bolso que dispensa instalação hidráulica e rede de esgoto e pode ser descartado em um lixo comum.

Conheça o banheiro de bolso que dispensa água e rede de esgoto

Conheça o banheiro de bolso que dispensa água e rede de esgoto. Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, presidente da GranBio e especialista em soluções sustentáveis. Saiba mais: https://www.facebook.com/bernardogradin

Sim, é isso mesmo: você usa esse banheiro e o joga fora em seguida e, além de tudo, ele será reabsorvido pelo ambiente em 24 meses, sem qualquer prejuízo ecológico.

Número 1, o banheiro portátil de bolso
Crédito: DivulgaçãoNúmero 1, o banheiro de bolso

Batizado de Número 1 – referência coloquial ao ato de fazer xixi –, o banheiro portátil de bolso obedece à lógica de um produto já muito conhecido no mercado. “Pense em um cachorro-quente que, no lugar do pão, tenha uma manta absorvedora como a das fraldas”, explica Flavio Boabaid, 58 anos, o inventor do aparato e dono de sua patente. “A salsicha seria o ‘pingolo’ do usuário, que, colocado ali dentro, pode urinar à vontade.”

A manta é envolvida por um saquinho plástico – similar àqueles em que o cachorro-quente é entregue –, e todo o conjunto pode ser descartado em um lixo convencional sem que cause a produção daquele odor característico do xixi.

Essa praticidade se deve aos materiais que compõem a manta – altamente absorvente, segundo Boabaid, e dotada de nanotecnologia contra cheiros – e o plástico envoltório, ambos biodegradáveis, assim como a fina linha de cola utilizada na sustentação do banheiro de bolso.

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O empresário trabalha em parceria com organizadores de grandes eventos, como a GTM Cenografia, que utilizará o Número 1 no próximo Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro deste ano, e também comercializa o banheiro portátil em pequenas quantidades, a R$ 4,50 a unidade.

Mas não se trata de um banheiro unissex: há uma pequena diferença entre o modelo masculino e o feminino, justamente no tamanho da abertura, que é maior no feito para elas.

Como surgiu a ideia do banheiro de bolso

Empresário teve a ideia de criar um banheiro portátil de bolso no Sambódromo da Marquês de Sapucaí
Crédito: Tom Wang/ShutterstockEmpresário teve a ideia de criar um banheiro de bolso no Sambódromo da Marquês de Sapucaí

Uma das grandes curiosidades sobre o Número 1 está no momento primeiro em que seu idealizador começou a concebê-lo. Pense em um lugar com muita gente, mas muita gente mesmo, em uma das circunstâncias mais comumente associadas à vontade de fazer xixi. Caso você tenha se lembrado do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, bingo! Foi desfilando pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense, em 2006, no Rio, que Boabaid sentiu na pele a necessidade que seu produto viria a suprir.

E ele não parou no Número 1: o empresário, na verdade, já desenvolveu uma linha de produtos que vai até o 5. A saber: o Número 2 consiste de uma manta de fralda encaixada em uma banqueta e que serve tanto para xixi como para fezes; o Número 3 faz uma adaptação da manta para um estrado de chão de banheiro, com funções bactericida, fungicida e germicida; o Número 4 é um spray contra odores no vaso sanitário.

O Número 5 configura uma espécie de caixa de argamassa a ser colocada no chão e com capacidade para volumes entre 30 l e 50 l. Ela foi feita para receber a urina de 150 a 200 pessoas em um evento; à medida que é preenchida com o xixi, a manta que a compõe se dilui, criando ao final uma bandeja de massa que pode ser utilizada como fertilizante ou transformada em biogás.

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Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, presidente da GranBio e especialista em soluções sustentáveis.