Beber água do jeito errado prejudica sua hidratação no verão e você precisa saber o motivo
O cálculo exato que ninguém te contou sobre o consumo de água
Verão e hidratação formam uma dupla inevitável. Em dias quentes, o corpo perde água com mais rapidez, especialmente pelo suor, o que afeta disposição, concentração e bem-estar físico. A água participa de funções vitais como transporte de nutrientes, regulação da temperatura, eliminação de resíduos e manutenção da pressão arterial, por isso é importante entender como manter uma boa hidratação e filtrar mitos que circulam há anos.

Qual é a quantidade ideal de água para a hidratação no verão?
Falar sobre ‘hidratação no verão’ exige olhar para além da simples contagem de copos de água. Como a demanda do corpo muda de acordo com fatores como peso, idade, clima, vestimentas e exercícios, regras genéricas como ‘8 copos por dia’ servem apenas como um ponto de partida, e não como uma norma rígida.
Uma diretriz prática é ingerir em torno de 35 ml de líquidos por quilo de peso corporal por dia para adultos saudáveis, o que significa cerca de 2,45 litros para uma pessoa de 70 kg. Esse valor é um ponto de partida, que deve ser ajustado de acordo com o clima, o esforço físico, o perfil alimentar e as condições de saúde individuais.
Para entender melhor como esse cálculo se aplica na prática e por que a individualidade é tão importante, o médico @drmarcialpereira explica detalhadamente como ajustar sua meta de hidratação. Confira as orientações no vídeo abaixo:
Quais são os principais mitos sobre hidratação no calor?
Os mitos sobre hidratação surgem com força a cada verão, especialmente em relação à quantidade fixa de água para todas as pessoas. Outro equívoco é acreditar que só é preciso beber quando se sente sede, o que pode ser arriscado em exercícios prolongados ou em altas temperaturas, quando a percepção de sede diminui.
Muitos também supõem que bebidas esportivas são sempre a melhor opção, quando em treinos leves ou moderados, com menos de uma hora, a água costuma ser suficiente. É importante lembrar que “quanto mais água, melhor” nem sempre é verdade: excesso de líquidos em pouco tempo pode diluir os sais minerais do sangue e causar mal-estar.
Como reconhecer uma boa hidratação no dia a dia?
Entre os indicadores mais simples está a cor da urina, que, quando semelhante à “limonada clara”, costuma indicar boa hidratação. Por outro lado, urina muito escura sugere necessidade de maior ingestão de água, enquanto urina completamente incolor e persistente pode apontar consumo excessivo de líquidos.
Alguns sinais objetivos ajudam a monitorar a hidratação no calor e podem servir de guia para ajustar a ingestão de líquidos ao longo do dia:
- Frequência urinária: urinar várias vezes ao dia, em intervalos regulares.
- Pele e boca: ressecamento intenso e sensação de boca seca sugerem baixa ingestão.
- Nível de cansaço: fadiga e dificuldade de concentração podem indicar perda de líquidos.
- Rotina diária: distribuir água ao longo do dia, priorizar bebidas sem açúcar e incluir frutas ricas em água.
Quais escolhas práticas ajudam na hidratação no verão?
Ao falar de hidratação no calor, também é essencial considerar o papel da alimentação. Sopas frias, saladas, vegetais crus e frutas ajudam a complementar o volume de líquido diário, enquanto alimentos ricos em potássio, como banana e laranja, colaboram na reposição de eletrólitos em esforços prolongados.
Rotinas simples, como manter uma garrafa de água por perto, observar a cor da urina e ajustar a quantidade ingerida de acordo com o calor, costumam ser suficientes para a maioria das pessoas. Em casos de doenças crônicas, problemas renais ou cardíacos, a orientação profissional é indispensável para definir limites seguros, assim como limitar bebidas alcoólicas e muito açucaradas.

Por que a hidratação no verão exige atenção redobrada em idosos?
Com o avanço da idade, a sensação de sede diminui, o que aumenta o risco de ingestão insuficiente de líquidos. A hidratação de idosos no verão exige cuidado especial, recomendando-se, em geral, cerca de 30 ml de água por quilo de peso por dia, com ajustes individualizados em função de doenças crônicas e medicamentos.
A desidratação em idosos pode se manifestar por confusão mental, sonolência, tonturas, cansaço excessivo e maior risco de quedas, além de urina escura, boca seca e pele ressecada. Oferecer água, sucos naturais, água de coco e chás claros ao longo do dia, evitar bebidas alcoólicas e manter rotina de horários ajuda a prevenir quadros graves que exigem atendimento médico.
Como o cuidado com a terceira idade exige um olhar especializado, a médica @marcelapandolfi.geriatra explica de forma detalhada por que os idosos perdem a percepção da sede e quais sinais de alerta os cuidadores e familiares devem monitorar. Confira as orientações no vídeo abaixo:
Quais cuidados extras são necessários com idosos em dias de calor intenso?
Além da ingestão de líquidos, ajustes na rotina protegem idosos durante ondas de calor, como usar roupas leves e claras, evitar sol entre 10h e 16h e manter ambientes ventilados e arejados. A alimentação deve ser leve, com frutas, legumes e verduras ricos em água, como melancia, melão, pepino, alface e tomate.
Idosos acamados ou com mobilidade reduzida têm risco ainda maior de desidratação e aumento da temperatura corporal. Nesses casos, é fundamental mantê-los em locais frescos, oferecer líquidos com frequência, usar compressas frias em regiões estratégicas e trocar roupas e roupas de cama com regularidade, buscando serviços de saúde ao primeiro sinal de confusão, sonolência extrema ou piora súbita do estado geral.