Butantan cobra Anvisa por atraso que já afeta produção da vacina

A previsão era de iniciar a produção na 2ª quinzena de outubro, mas sem a liberação para a compra dos insumos o cronograma esta atrasado

Por: Redação
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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a cobrar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira, 28, pela aprovação da importação de matéria-prima para que o órgão do governo paulista comece a produção brasileira de 40 milhões de doses da CoronaVac, a vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

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Crédito: Divulgação/Governo do Estado de São PauloButantan cobra Anvisa por atraso que já afeta produção da vacina

De acordo com Dimas Covas, a demora pela liberação está atrasando o cronograma de fabricação do imunizante. O que era pra ter começado na segunda quinzena de outubro, agora, está previsto no mínimo para novembro. “Nossa previsão era iniciar a (fabricação da) vacina do Butantan na segunda quinzena de outubro. Foi solicitada para a Anvisa em 23 de setembro a autorização para importação da matéria-prima da China. Ainda não saiu. Esse atraso pode ter efeito na produção da vacina. Cada dia que aguardamos é um dia a menos de vacina”, afirmou o diretor do Instituto Butantan.

Dimas Covas informo, na sexta-feira passada, que pediu a liberação excepcional da importação da matéria-prima para a produção da vacina no último dia 23 de setembro. Na ocasião, após a cobrança, a Anvisa disse que pronunciaria sobre o caso em até cinco dias úteis, prazo que vence nesta semana.

“Temos a informação de que a questão entrou às 20h58 de ontem em circuito deliberativo (na Anvisa). Isso quer dizer que cinco diretores da Anvisa estão se posicionando sobre o tema nesse momento. Mas o término poderia ser até 5 de novembro”, afirmou Covas.

Segundo o diretor do Butantan, a fábrica do instituto está pronta para iniciar a produção da vacina, que só poderá ser aplicada na população, após autorização e registro da Anvisa.

“O Butantan tem trabalhado em necessidade da urgência da situação e do momento, desde o início quando começamos o processo de vacina. Esperamos que a Anvisa se pronuncie o mais rapidamente possível, autorizando que essa matéria-prima seja liberada para iniciar a produção no Brasil . Nossa fábrica está pronta e operacional, só aguardamos a autorização”, disse Dimas Covas.

A Anvisa já liberou a compra de 6 milhões de doses da Coronavac da China, mas sem autorização para comprar os insumos, quando todos os estudos estiverem prontos e em condições de registro, não teremos condições de produzir o imunizante no Brasil.