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Casal de lésbicas divide gestação em procedimento inédito

Gestação conjunta só foi possível graças a uma técnica nova de fertilização in vitro

Por: Redação | Comunicar erro

As americanas Ashleigh e Bliss Coulter conseguiram um feito médico histórico depois de ambas conseguirem carregar em suas barrigas o mesmo bebê durante a gestação. Para isso, o casal de lésbicas, que vive no norte do Texas, nos Estados Unidos, foi submetido a um revolucionário tratamento de fertilidade in vitro.

No procedimento, os óvulos foram retirados de Bliss, 36, e fertilizados no laboratório com esperma de um doador. Depois, o embrião foi introduzido nela, que agiu como uma incubadora durante os primeiros cinco dias, usando um dispositivo de plástico.

Só então, o embrião foi retirado da primeira mãe e introduzido no útero de Ashleigh, 28,  que o carregou até o fim da gestação.

casal de mães com o bebê no colo
Crédito: reprodução/FacebookCasal de lésbicas usou fertilização in vitro para conseguir feito inédito

O bebê, chamado Stetson, nasceu saudável. “Ninguém sabia que era possível, mas funcionou magnificamente”, contou Bliss.

bebê na cama
Crédito: reprodução/FacebookBebê Stetson foi gerado pelas duas mães

O método de fertilização in vitro chamado fração recíproca sem esforço, atualmente é oferecido apenas pela médica Kathy Doody, especialista em fertilidade há 29 anos, responsável pelo procedimento em Bliss e Ashleigh.

O método envolve a fertilização de um óvulo com o esperma de um doador em um dispositivo chamado cápsula INVOcell.

Feita de poliestireno, essa cápsula pode guardar o espermatozoide e o óvulo, e ser inserida na vagina em condições perfeitas para a fertilização, com temperatura, níveis de dióxido de carbono e ambiente ideais. Comparada à fertilização convencional, essa técnica envolve mais riscos de perder o bebê.

Normalmente, esse método de fertilização  envolve a mesma mulher doando seus óvulos e depois carregando o embrião. O caso de Bliss e Ashleigh é inédito porque os óvulos e embrião vieram de uma mãe e foram colocados na outra. “O que torna isso tão especial é que é a primeira vez que duas mulheres carregam a gravidez de seu filho juntas”, disse a médica Doody ao Daily Mail.

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