Cientistas descobrem estágios iniciais do mal de Parkinson

A esperança é que a descoberta ajude no diagnóstico precoce da doença

Por: Redação

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da University of Virginia School of Medicine, dos EUA, descobriram os estágios iniciais do Mal de Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa mais comum, depois do Alzheimer. O estudo foi publicado  no jornal Communications Biology.

Os cientistas já sabiam que o Parkinson  está ligado ao acúmulo no cérebro de agregados da proteína alfa-sinucleína. Agora, foi possível identificar a formação inicial dessas estruturas e também como elas se espalham pelo cérebro.

médica segurando a mão de paciente idoso
Crédito: :LPETTET/istockEstudo identifica o momento em que o Parkinson começa a desenvolver

Atualmente, o diagnóstico do Parkinson é clínico, feito tardiamente, quando o paciente já apresenta sintomas. A expectativa com essa descoberta é que seja possível fazer identificar a doença precocemente. Ainda não existe tratamento que cure ou atenue a doença, o cuidado é apenas paliativo.

Destruição de neurônios

Doenças neurodegenerativas são doenças em que ocorre a destruição progressiva e irreversível de neurônios, as células responsáveis pelas funções do sistema nervoso. Quando isso acontece, dependendo da doença, gradativamente o paciente perde suas funções motoras, fisiológicas e/ou sua capacidade cognitiva.

“A grande questão é saber qual é o alvo para poder desenvolver uma terapia, um medicamento. O nosso trabalho mostra, exatamente, a formação dos chamados oligômeros competentes”, disse um dos autores do trabalho o pesquisador pela UFRJ, Jerson Lima Silva. “Tem evidências que [os oligômeros] seriam o nosso melhor alvo”. De acordo com o pesquisador, o mal de Parkinson afeta mais de 5 milhões de pessoas no mundo.

A próxima etapa do estudo será o rastreamento de drogas que bloqueiem os oligômeros (estrutura proteica em forma de cadeia com baixo peso molecular), antes de partir para a segunda fase de testes em animais e seguir para os testes finais em humanos.

exame mostra a imagem de um cérebro
Crédito: Sudok1/istockMal de Parkinson destrói neurônios de maneira progressiva

Com informações da Agência Brasil.

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