Como conseguir o liso perfeito com a chapinha preservando a vida do cabelo
Por que sua ferramenta de calor pode ser a maior inimiga do brilho
O uso da chapinha faz parte da rotina de beleza de muitas pessoas que desejam um visual mais alinhado e com brilho espelhado, seja para polir as pontas, reduzir o frizz ou uniformizar o acabamento, mas o modo de uso e a proteção aplicada é que determinam se os fios ficarão saudáveis ou sujeitos a danos ao longo do tempo, especialmente quando não há cuidado com temperatura, frequência e preparo prévio dos cabelos.

O que é chapinha e por que ela pode danificar o cabelo?
A chapinha, ou prancha alisadora, é um aparelho elétrico que aquece duas placas, geralmente de cerâmica, titânio ou turmalina, para alisar o cabelo por meio de calor e pressão. Ao deslizar o equipamento sobre a mecha, as cutículas são temporariamente “seladas”, deixando o fio alinhado, com menos volume e frizz, mas sujeito a estresse térmico constante.
Quando a temperatura ultrapassa o adequado para o tipo de fio, parte da água interna da estrutura capilar se perde rapidamente, gerando ressecamento progressivo. O calor excessivo pode ainda alterar proteínas como a queratina, tornando o cabelo mais rígido, poroso e propenso à quebra, sobretudo em fios finos, descoloridos ou quimicamente tratados.
Chapinha danifica o cabelo e quais erros agravam os danos?
A resposta para “chapinha danifica o cabelo” depende diretamente da forma de uso, e não do aparelho em si. Alguns hábitos, porém, aumentam muito o risco de dano, como regular a temperatura de forma inadequada, usar o equipamento em cabelos úmidos e aplicar calor diário sem intervalos de recuperação.
Entre os equívocos mais comuns que tornam o dano mais provável, destacam-se situações que fragilizam a fibra e acumulam agressões ao longo do tempo:
- Temperatura muito alta: ultrapassar o necessário para o tipo de fio aumenta o risco de ressecamento e quebra.
- Passar várias vezes na mesma mecha: repetir o movimento no mesmo ponto concentra calor e enfraquece a estrutura.
- Deslizar o aparelho em cabelos molhados: a água em ebulição dentro do fio provoca fissuras internas.
- Uso diário sem descanso: não dar intervalo impede a recuperação natural do cabelo.
- Falta de preparo prévio: não desembaraçar, não secar bem e não aplicar produtos adequados torna o processo mais agressivo.
Como regular a temperatura da chapinha de forma segura?
Regular a temperatura corretamente é um dos passos mais importantes para reduzir o risco de dano térmico. Cabelos finos, sensibilizados ou com química exigem menos calor, enquanto fios grossos e resistentes toleram temperaturas um pouco mais altas, sempre sem exageros e observando a resposta do cabelo durante o uso.
Uma orientação prática é manter cabelos finos ou descoloridos entre 150°C e 170°C, fios normais entre 170°C e 190°C e cabelos grossos até cerca de 200°C. Sinais como aspereza, cheiro de queimado ou pontas com aparência “esbranquiçada” indicam que o calor está excessivo e precisa ser imediatamente reduzido.

Como evitar que a chapinha danifique o cabelo no dia a dia?
Para quem não abre mão do visual liso, algumas medidas simples ajudam a minimizar o impacto térmico sem precisar abandonar a ferramenta. A principal é aplicar um bom protetor térmico antes de qualquer ferramenta de calor, criando um filme que reduz a perda de água e amortiza a ação da alta temperatura, em spray, creme ou sérum, conforme a textura do fio.
Outros cuidados importantes incluem secar bem o cabelo antes da chapinha, dividir em mechas finas, limpar as placas regularmente e estabelecer intervalos de uso. Complementar a rotina com hidratações e nutrições semanais ajuda a repor água e lipídios perdidos, mantendo o efeito liso com menos frizz e menor risco de que a chapinha se torne a principal causa de fios quebradiços e sem vitalidade.
Além dessas dicas fundamentais, vale conferir as recomendações de quem entende do assunto no dia a dia. A @leidirocha compartilhou um guia rápido que ilustra perfeitamente como proteger o cabelo e evitar a quebra, como você pode acompanhar a seguir: