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Escova progressiva mais ácida gera danos agressivos ao cabelo

Pesquisa constata que até o córtex – a estrutura mais interna da fibra capilar – sofre modificação

Por: Redação
mulher fazendo escova no salão
Crédito: Milkos/istockEstudo testou o uso de componentes ácidos no fio do cabelo

Um estudo realizado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP apontou que alguns ingredientes usados na formulação da escova progressiva são mais ácidos que o limão, que tem pH 2. Se por um lado essa característica garante maior durabilidade do efeito liso no cabelo, por outro, causa danos ainda mais graves à fibra capilar.

De acordo com a farmacêutica Alessandra Mari Goshiyama, que pesquisou o tema na dissertação de mestrado, as fórmulas mais ácidas garantem maior brilho e alisamento pois selam mais as cutículas, estruturas externas do fio de cabelo. Porém, provoca ressecamento e a quebra do fio.

No teste de penteabilidade, em que mechas passaram por um pente com diferentes resistências, as mechas tratadas com produtos mais agressivos se tornaram mais fracas e suscetíveis à quebra, pois perderam sua elasticidade natural. “O produto forma compostos não ideais no cabelo e modifica a alfa-queratina, aminoácido essencial da fibra capilar,” explicou a pesquisadora ao Jornal da USP.

Hoje, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização de químicos com pH 1, mas há pressão por parte da indústria para sua liberação.

Perigo do uso do formol

O uso indevido de formol, de acordo com a Anvisa, pode causar diversos males à saúde, como: irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência dos olhos e lacrimejamento, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz.

Exposições constantes podem causar boca amarga, dor de barriga, enjoo, vômito, desmaio, feridas na boca, narina e olhos e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traqueia e brônquios), podendo até levar a morte.

Para saber se um produto é registrado na Anvisa,  acesse este link.  É preciso ter em mãos uma das seguintes informações: número do processo ou número de registro, nome do produto, nome da empresa detentora ou CNPJ.

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