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Estado de emergência: Espanha entra na segunda onda de coronavírus

O confinamento noturno, entre 23h e 6h, está entre as medidas estabelecidas em todo o país e valerá para os próximos seis meses

Por: Redação
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Neste domingo, a Espanha declarou o segundo estado de emergência por uma nova onda do coronavírus. Pedro Sánchez, o primeiro-ministro, anunciou que a decisão vai valer para os próximos seis meses.

Em estado de emergência, Espanha entra na segunda onda de coronavírus
Crédito: Reprodução/TV GloboEm estado de emergência, Espanha entra na segunda onda de coronavírus

O confinamento noturno, entre 23h e 6h, está entre as medidas estabelecidas em todo o país (tirando as Ilhas Canárias).  Outras regiões têm permissão para aplicar outras restrições de movimento, como a proibição de reuniões com mais de 6 pessoas e o fechamento dos comércios.

A Espanha foi o primeiro país da União Europeia e o sexto do mundo a ultrapassar um milhão de casos de Covid-19.

No último sábado, 24, o país teve 231 novas mortes pelo vírus registradas, sendo a maior número desde 29 de abril, quando 224 pessoas vieram a óbito em decorrência do coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No auge da primeira onda por lá, 888 pessoas morreram em 30 de março.

Apesar de ser menos letal, os jovens são os mais infectados por esta segunda onda da pandemia do novo coronavírus. Porém, os especialistas alertam para um possível novo colapso de hospitais.

Uma segunda onda vindo por aí

Em seu pronunciamento, o ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, adivertiu que “semanas muito duras virão, o inverno (europeu) está chegando, a segunda onda não é mais uma ameaça, é uma realidade em toda a Europa”. Ele ainda afirma que está “aberto a todas as abordagens possíveis” contra o vírus.

A multiplicação do vírus voltou em julho, quando as autoridades abriram uma temporada de turismo, um dos principais setores da economia na Espanha.

Especialistas apontam que a desavença entre as administrações central e regional, e entre os partidos políticos, sobre o escopo das decisões a serem aplicadas em face da recuperação também prejudicaram a resposta.

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