Estudo identifica novos fatores genéticos de risco para depressão
Maior estudo sobre o transtorno utilizou dados de 5 milhões de pessoas de 29 países
Cientistas identificaram quase 300 variantes genéticas até então desconhecidas relacionadas à depressão em um estudo que envolveu uma ampla amostra de aproximadamente 5 milhões de pessoas.
A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade de Edimburgo e do King’s College de Londres, mas contou com mais de 300 pesquisadores, incluindo brasileiros. Eles analisaram os dados genéticos de 680 mil indivíduos diagnosticados com depressão e 4 milhões que não apresentavam a condição, abrangendo 29 países, sendo o Brasil um deles.
Esse tipo de estudo examina o DNA e os marcadores genéticos para identificar possíveis associações entre determinadas variantes e uma condição específica, como a depressão.
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No total, os pesquisadores identificaram 697 variantes genéticas relacionadas, sendo 293 delas descobertas inéditas.
O estudo relacionou 308 genes específicos a um risco maior de depressão, de acordo com as descobertas publicadas na revista Cell.
As variantes genéticas identificadas foram ligadas a neurônios em várias regiões do cérebro, incluindo áreas que controlam as emoções. As descobertas oferecem uma nova visão sobre o impacto da depressão no cérebro e apresentam possíveis novos alvos para tratamento, segundo os especialistas.

Por que este estudo é inovador?
Pesquisas anteriores sobre a genética da depressão envolveram principalmente populações brancas e mais ricas, negligenciando a maior parte do mundo. Mas, ao incluir uma amostra mais diversa, os autores conseguiram identificar novos fatores de risco.
No total, 100 das diferenças genéticas até então desconhecidas foram identificadas especificamente porque pessoas de ascendência africana, leste-asiática, hispânica e sul-asiática foram incluídas no estudo.
Embora cada fator de risco genético para depressão seja muito pequeno, o impacto cumulativo para indivíduos com múltiplas variantes de DNA pode aumentar o risco, concluiu o estudo.
Detalhes do estudo
O estudo calculou que 308 genes estavam associados a um risco maior de depressão. Os pesquisadores então examinaram mais de 1.600 medicamentos para ver se eles tinham impacto nesses genes.
Além dos antidepressivos, o estudo identificou que a Pregabalina, usada para dor crônica, e o Modafinil, usado para narcolepsia, também tinham efeito nesses genes e, portanto, poderiam ser potencialmente usados para tratar a depressão. No entanto, mais estudos e ensaios clínicos seriam necessários para explorar o potencial desses medicamentos em pacientes com depressão, disseram os autores.