Herpes genital: sintomas, tratamento e prevenção

O tratamento pode ajudar nos sintomas, mas essa doença não tem cura

Por: Redação

Infecção comum e sexualmente transmissível, o herpes genital é caracterizado por dor e feridas na pele.

O vírus é mais comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, como bolhas ou erupções, mas também é possível contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando não há lesões visíveis ou pelo contato com a saliva.

dicionário destacando o vocábulo herpes
Crédito: IStock/@nicoolayCausada pelo vírus da herpes simples, a doença pode afetar tanto homens como mulheres

Ter mais de um parceiro sexual e transar sem camisinha são considerados fatores de risco para a infecção pelo vírus da herpes.

Herpes oral e herpes genital

Há algumas diferenças entre os dois tipos de herpes:

  • Vírus da herpes simples tipo 1 

Normalmente associado a infecções dos lábios, da boca e da face, esse é o vírus que muita gente tem contato na infância.

O HSV1 frequentemente causa feridas nos lábios e no interior da boca, como afta, e pode ser transmitido por meio de contato com a saliva infectada.

A maioria das crianças que são infectadas por herpes oral ao receber beijos de amigos ou parentes.

ferida de herpes simples na boca de uma mulher
Crédito: IStock/@Elitsa DeykovaA infecção cruzada dos vírus de herpes do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital
  • Vírus da herpes simples 2 (HSV-2)

Já o HSV-2 é transmitido por contato sexual e provoca coceira e bolhas ou mesmo úlceras e feridas genitais.

Mas é importante ficar atento porque algumas pessoas com HSV-2 não apresentam quaisquer sinais de lesões, o que pode espalhar a infecção.

A infecção cruzada dos vírus do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contato oral-genital. Isto é, pode-se pegar herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Sintomas

Os sintomas do herpes genital muitas vezes não se manifestam com clareza, mas pode acontecer da pessoa presenciar alguns sintomas característicos, todos após alguns dias de uma relação sexual com ou sem camisinha.

Mesmo com camisinha? Sim! Isso porque é possível contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada que não esteja protegida pelo preservativo.

Entre os sintomas mais comuns, são frequentes dores e irritação que surgem de dois a dez dias após uma relação sexual, manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.

feridas de herpes genital nas costas de uma pessoa
Crédito: IStock/@MumemoriesMesmo com camisinha, é possível ser infectado pelo vírus da herpes quando há contato com partes que o preservativo não protege.

As úlceras (feridas), que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar, são bastante comuns no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero. Feridas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.

Nos primeiros dias após o contágio do herpes genital, a pessoa infectada pode apresentar sintomas muito parecidos com os da gripe também, como apetite reduzido, febre, mal-estar geral e dores musculares nos membros inferiores.

  • Crises sintomáticas 

Uma vez presente, o vírus do herpes genital se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer “dormente” por muito tempo. Esse período adormecido é chamado de latência.

Após uma primeira crise, outras podem aparecer semanas ou meses depois. A partir da segunda, é comum que as crises sejam menos graves e de menor duração. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.

Diagnóstico e tratamento

Um exame físico muitas vezes pode bastar para o diagnóstico do herpes genital, mas o médico pode solicitar alguns outros exames para ter certeza do diagnóstico:

  • Cultura de vírus: este procedimento consiste na coleta de uma amostra da ferida em questão. Um laboratório analisa e dá o resultado.
  • Exame de reação de polimerase em cadeia: conhecido como PCR (sigla em inglês), este exame analisa o DNA do paciente por meio de uma amostra da ferida presente na genitália. A partir do DNA, o médico pode dizer se há presença de vírus causador do herpes genital ou não.
  • Exame de sangue: simples, este exame diz se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes.
mulher com as mãos protegendo a vagina
Crédito: IStock/@DoucefleurImportante: se você for diagnosticado com herpes genital, converse com seu(s) parceiro(s) para que ele possa realizar os exames também e assim reprimir o contágio, caso ele tenha outros parceiros, e começar o tratamento o quanto antes

Falando em tratamento, o herpes genital não tem cura. Mas fica tranquilo porque os remédios ajudam a evitar a recorrência da doença e impedem que ela cause complicações mais graves ou se espalhe pelo corpo.

O tratamento é feito por meio de medicamentos antivirais, que aliviam a dor e o desconforto causados durante uma crise, curando as feridas mais rápido.

O acompanhamento médico é imprescindível também para não transmitir herpes para outras pessoas e controlar as crises.

Por isso, faça exames recorrentes e ao menor dos sintomas, procure um posto de saúde mais próximo.

Prevenção

Assim como outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (HPV, HIV, Gonorreia) para prevenir o contágio do vírus do herpes genital é importante o uso da camisinha durante o sexo.

camisinhas masculina e feminina dispostas lado a lado
Crédito: IStock/@LalocracioA camisinha ainda é o melhor método preventivo de ISTs

Entretanto, o método não é 100% eficaz, nesse caso, porque é possível contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada que não esteja protegida pelo preservativo, como virilha, nádegas, saco escrotal, etc.

  • Responsabilidade

Outra forma em frear o contágio é a responsabilidade socio-afetiva. Se você tem herpes, deve conversar com seu(s) parceiro(s) sexual(is) e deixar ele(s) avaliarem o risco envolvido.

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