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Meditação orgástica: tudo o que você precisa saber sobre a prática

Prática voltada à sexualidade feminina combina atenção plena, toque e prazer

Por: Redação

Viajar pelo corpo através do pensamento, despertar uma potência e sentir sensações nunca antes sentidas. Essa é a proposta da meditação orgástica (OM), uma prática de bem-estar que combina atenção plena, toque e prazer.

Embora leve o nome de meditação, o transe sexual vai além e envolve masturbação. Mas apenas na mulher.

Como funciona?

A experiência é feita em parceria. Um dos conceitos desta prática pressupõe uma carícia clitoriana feita pela outra pessoa durante 15 minutos.

Deitada em um tapete de yoga e despida da cintura para baixo, a mulher é apresentada ao seu par, que pode ser um homem ou outra mulher.

meditação orgástica
Crédito: Reprodução/Vimeo Meditação orgástica combina atenção plena, toque e prazer

Sob a orientação de um instrutor, o parceiro usa uma luva de látex lubrificada para fazer carícias suaves na entrada da vagina da mulher.

Durante a prática pode ou não acontecer o orgasmo, mas esse não é o objetivo principal. A ideia é desfrutar da viagem, por meio das palavras e do toque, descobrindo a energia vital da vulva.

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Crédito: Victoria Borodinova/Pixabay Meditação orgástica pode intensificar o prazer feminino

Febre nos EUA

Nos Estados Unidos, existe uma empresa especializada neste tipo de meditação, a OneTaste. Sua fundadora é uma das pioneiras da técnica, a terapeuta norte-americana Nicole Daedone, que diz que a experiência libera tensões e ajuda a alcançar a plenitude e a felicidade.

Em suas conferências e oficinas, ela combina noções de sexo tântrico e meditação e reúne milhares de pessoas interessadas em se autoconhecer melhor se libertar do sentimento de vergonha ou constrangimento.

“Se você está acostumada a recorrer ao sexo ou masturbação para desestressar, então deveria ser capaz de reconhecer o poder que o orgasmo tem de relaxar e revigorar quem o alcança. Mas a nossa sociedade não nos ensina a turbinar esse potencial. Praticando a OM, você pode cultivar a energia do orgasmo e canalizá-la para o dia a dia com muita positividade” explica Daedone.

Assim como na meditação tradicional, na orgástica, a ideia é desviar dos inúmeros pensamentos que podem surgir. Só que em vez de direcionar a atenção para a respiração, a ideia é focar nas sensações do corpo.

Com o tempo de prática, a pessoa conseguirá estar mais presente no sexo, o que pode despertar o potencial orgástico do corpo e tornar a experiência melhor.

Embora ainda pouco difundida no Brasil, já existem centros holísticos e de Tantra que oferecem a prática por aqui. Mas antes de escolher experimentar essa meditação, é preciso pesquisar bem o local. A experiência certamente será melhor em um espaço seguro e sério.

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