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Os sintomas da variante Ômicron, segundo associação médica sul-africana

Médica não vê agravamento dos sintomas nos primeiros casos identificados da variante

Por: Redação

Apesar de todas as incógnitas sobre a nova variante Ômicron, do coronavírus, os sintomas até agora observados nas pessoas infectadas parecem não apresentar formas mais agravadas. Segundo a médica Angelique Coetzee, presidente da Sama (Associação Médica da África do Sul), dores musculares, cansaço e mal-estar por 1 ou 2 dias foram as queixas mais relatadas.

Angelique foi quem diagnosticou os primeiros pacientes com a variante. Em entrevista ao Fantástico, ela disse que considera precipitadas as medidas restritivas que suspenderam os voos de países africanos.

“Precisamos observar a evolução do quadro clínico dos pacientes porque, por enquanto, só estamos observando sintomas leves”, afirmou.

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Crédito: BlackJack3D/istockSintomas clássicos da covid, como perda de olfato e tosse, não foram observados na variante Ômicron

Ainda segundo ela, os primeiros sete pacientes infectados pela variante que passaram por ela se queixaram de cansaço extremo, dores no corpo e de cabeça.

Eles não apresentavam tosse, nem perda de olfato, sintomas clássicos da covid-19.

A médica também disse que a Ômicron causou raras internações nos hospitais. A maioria dos pacientes está se  recuperando em casa.

Características da nova variante

A Ômicron surpreendeu os cientistas pelo número alto de mutações, o maior visto até agora. São 50 no total, com cerca de 32 só na proteína spike, parte do vírus utilizada para entrar nas células e alvo da maioria das vacinas contra a covid-19.

Justamente por conta desse número de mutações, a Ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação.

variante pior que a Delta
Crédito: LeArchitecto/istockVariante preocupa por conta do alto número de mutações

“A evidência preliminar sugere um risco aumentado de reinfecção com esta variante, em comparação com outras VOCs (variantes de preocupação)”, disse a OMS.

Ainda segundo a entidade, a variante foi detectada em taxas mais rápidas do que surtos anteriores de infecção, sugerindo que possa ter “uma vantagem de crescimento”.

Situação no Brasil

No Brasil, até o momento, não há nenhum caso da variante confirmado, porém as autoridades de saúde estao monitorando um homem que testou positivo para covid-19 depois de desembarcar em São Paulo vindo da África do Sul.

Ele está isolado e o caso foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz para sequenciamento do vírus. O resultado do exame deve sair nos próximos dias.

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