Por que o autocuidado com as cutículas é a única forma de evitar infecções graves nas mãos
O escudo invisível que protege seu corpo contra invasores externos
A importância do autocuidado com as cutículas passou a chamar a atenção de dermatologistas e especialistas em saúde das unhas nos últimos anos. Em salões e em casa, ainda é comum retirar quase toda a pele ao redor das unhas em busca de um acabamento mais ‘limpo’, mas o excesso de remoção rompe uma barreira de proteção importante e pode favorecer inflamações, infecções e alterações no crescimento das unhas.

Autocuidado com as cutículas e qual é o papel dessa proteção?
A cutícula é um tecido fino que sela a região entre a pele e a unha, funcionando como uma barreira contra microrganismos que poderiam atingir a matriz ungueal. Esse “anel de proteção” impede a entrada de bactérias e fungos, reduzindo o risco de infecções e danos estruturais na unha em formação.
Além de proteger a raiz da unha, manter a cutícula íntegra ajuda a conservar a hidratação natural da pele ao redor dos dedos. Isso é essencial porque essa área sofre com água, produtos de limpeza e variações de temperatura, fatores que podem causar ressecamento, fissuras e dor.
Por que é importante evitar remover as cutículas em excesso?
Retirar completamente a cutícula deixa a raiz da unha exposta e facilita a entrada de agentes infecciosos, aumentando a chance de paroníquia. Instrumentos mal esterilizados, cortes profundos ou remoção repetida podem causar dor, vermelhidão intensa e, em casos graves, necessidade de tratamento médico.
Com o tempo, a agressão constante faz a pele crescer mais grossa e irregular, gerando um ciclo de retirada agressiva. Também podem surgir ondulações, estrias ou descolamentos na lâmina ungueal, reflexo de danos à matriz da unha e do comprometimento de sua formação saudável.
Quais são as consequências da remoção exagerada das cutículas?
Quando a remoção é exagerada, a unha e a pele ao redor ficam mais vulneráveis a inflamações e alterações estruturais. Isso não afeta apenas a estética, mas também a função da unha e o conforto diário ao tocar objetos ou realizar tarefas simples.
Nesse contexto, algumas consequências são especialmente frequentes e mostram como o dano pode ir além da superfície, exigindo mais atenção ao padrão de cuidados:
- Maior risco de infecções bacterianas e fúngicas;
- Inflamações recorrentes ao redor das unhas;
- Unhas fracas, quebradiças ou com deformações;
- Sensação de dor ou ardência constante na região;
- Aspecto ressecado e rachaduras na pele dos dedos.

Como praticar autocuidado com as cutículas no dia a dia?
Em vez de focar apenas em retirar a cutícula, recomenda-se um cuidado diário suave, voltado para hidratar, proteger e reduzir o excesso de pele sem machucar. Pequenas mudanças na rotina ajudam a manter as unhas bonitas e saudáveis, preservando a barreira natural do organismo.
Para ver na prática como transformar essa rotina em um momento real de carinho, a @laufogarolli preparou um tutorial impecável. Ela mostra o passo a passo de como manter as cutículas hidratadas e bem cuidadas sem complicação. Dá o play abaixo para conferir:
Remover cutícula faz mal e o que dizem os especialistas em 2026?
Dermatologistas e podólogos destacam que a remoção moderada e pontual tende a ser menos problemática, desde que feita com técnica adequada e instrumentos limpos. Ainda assim, a recomendação predominante é evitar a retirada completa e repetida da cutícula, priorizando o manejo e a preservação da barreira de proteção.
O foco deve ser hidratar, corrigir hábitos agressivos e procurar avaliação médica em caso de infecções recorrentes, dor ou deformações. O autocuidado com as cutículas envolve mais prevenção do que correção, permitindo conciliar estética com proteção da saúde das unhas de forma duradoura.