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Sedentarismo aumenta risco de morte prematura em até 500%

Estudo revela que falta de exercícios físicos mata mais que o hábito de fumar

Você costuma se exercitar? Se a resposta for não, é bom considerar adotar exercícios físicos na sua rotina. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Fundação Clínica de Cleveland, nos Estados Unidos, o sedentarismo aumenta risco de morte prematura em até 500%. O artigo científico foi divulgado no periódico JAMA Network Open. 

Além disso, o estudo também observou que aqueles que mantinham uma rotina mínima de exercícios enfrentaram um aumento de 390% no risco de morte, quando comparados àqueles que se exercitavam regularmente. O risco de mortalidade foi duas vezes maior entre os indivíduos que não se exercitaram em comparação com aqueles que tiveram insuficiência renal em diálise.

Os pesquisadores também concluíram que levar um estilo de vida inativo pode ser mais prejudicial do que hábitos de vida tóxicos, como tabagismo, e condições médicas que incluem diabetes e até doenças cardíacas.

No estudo, pacientes passaram por testes na esteira
Créditos: nd3000/istock
No estudo, pacientes passaram por testes na esteira

Para o estudo, os pesquisadores examinaram os dados de 122.007 pacientes que foram submetidos a testes em esteira. Esse teste foi realizado entre 1991 e 2014. Eles então calcularam todas as causas de mortalidade em relação aos benefícios dos exercícios, considerando idade, sexo, altura, peso, Índice de Massa Corpórea (IMC), medicamentos e outras doenças.

O estudo revelou que aqueles que tiveram resultados ruins em relação ao teste de esteira tiveram um resultado pior quando compararam a todas as taxas de mortalidade com aqueles que tinham hipertensão, diabetes ou fumavam.

Para o cardiologista da Clinica Cleveland e um dos autores do estudo, Dr. Wael Jaber, os resultados foram surpreendentes. “Nunca vimos algo tão claro como este estudo e tão objetivo”.

Dr. Jaber e sua equipe veem as descobertas como a maneira perfeita de motivar os indivíduos, não importando sua idade ou sexo, a se manterem ativos. “Não há nível de exercício ou aptidão que o expõe ao risco”, afirmou. “Podemos ver pelo estudo que pessoas que se exercitam demais ainda têm menor mortalidade”.

Sedentarismo no mundo

Os dados desse estudo são especialmente preocupantes porque recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que 1,4 bilhão de pessoas em todo o mundo não praticam atividades físicas suficiente. De acordo o relatório, no Brasil, a inatividade afeta 47% da população.

Os resultados foram obtidos a partir de 358 questionários populacionais feitos em 168 países, somando um total de 1,9 milhão de indivíduos participantes. Todos tinham no mínimo 18 anos de idade.

Os níveis recomendados de atividade física para uma pessoa manter-se saudável são de pelo menos 150 minutos de exercício com intensidade moderada ou 75 minutos com intensidade vigorosa por semana.

Assista ao vídeo da OMS sobre os riscos do sedentarismo: