Sua rotina vai mudar completamente após descobrir como tratar o seu tipo de cacho do jeito certo

O mistério por trás dos números e letras na classificação profissional dos fios

Identificar corretamente o tipo de cacho é um passo importante para entender o comportamento natural dos fios, reduzir o frizz e escolher produtos que realmente façam diferença na rotina. Em muitos casos, o que parece ser “cabelo difícil” é apenas um cabelo tratado com técnicas inadequadas à sua curvatura; ao reconhecer o padrão de cachos, torna-se mais simples ajustar finalização, frequência de hidratações e até o corte.

Os cabelos cacheados e crespos costumam ser agrupados em famílias de curvatura que vão do ondulado ao afro estruturado
Os cabelos cacheados e crespos costumam ser agrupados em famílias de curvatura que vão do ondulado ao afro estruturadoImagem gerada por inteligência artificial

Como funciona a classificação dos tipos de cacho?

Os cabelos cacheados e crespos costumam ser agrupados em famílias de curvatura que vão do ondulado ao afro estruturado. Dentro de cada categoria, há variações que indicam se o cacho é mais aberto, médio ou bem fechadinho, o que ajuda a definir foco em definição, volume ou nutrição intensa.

Essa forma de classificação ficou conhecida a partir do sistema criado pelo cabeleireiro americano Andre Walker. Ele organizou os cabelos em números (de 1 a 4) e letras (de A a C), facilitando a comunicação entre profissionais, marcas e consumidoras na hora de indicar cortes, técnicas e produtos específicos.

Como identificar o tipo de cacho no dia a dia?

Para reconhecer o tipo de cacho, recomenda-se observar o cabelo em seu estado mais natural possível. Isso significa fios limpos, sem escova alisadora, sem chapinha e sem excesso de creme ou gel que modifiquem a forma real.

De maneira geral, a classificação mais usada considera três grandes grupos: ondulados (tipo 2), cacheados (tipo 3) e crespos/coily (tipo 4). Dentro de cada grupo, letras como A, B e C indicam se o cacho é mais aberto ou mais miúdo.

  • Tipo 2 – ondulado, com ondas em “S”, sem formar espirais completas.
  • Tipo 3 – cachos em espiral, bem definidos, com maior ou menor abertura.
  • Tipo 4 – crespo ou afro, curvatura bem fechada e alto encolhimento.

Quais são as principais características de cada tipo de cacho?

A expressão tipo de cacho está ligada ao diâmetro da espiral, à textura do fio e ao quanto o cabelo encolhe quando seca. Mesmo em uma única cabeça, é comum existir mais de um padrão de curvatura, por isso a observação por mechas é tão útil.

A seguir, uma visão geral dos padrões mais conhecidos entre cacheados e crespos, que auxilia na escolha de produtos, técnicas e cortes adequados para cada curvatura.

  1. 3A – cacho largo: espirais grandes, mais soltas, com aspecto de ondas bem definidas; tende a ter brilho natural maior e frizz moderado.
  2. 3B – espiral médio: cachos de tamanho intermediário, bem marcados, com volume evidente; costuma precisar de definição e controle de frizz.
  3. 3C – cacho fechado: espirais menores e bem juntinhas, com bastante volume e fator de encolhimento mais alto.
  4. 4A – crespo em mola: curvatura bem fechada, espiral visível, mas com mais encolhimento e tendência forte ao ressecamento.
  5. 4B e 4C – crespo super fechado: fio em zigue-zague ou em mini espirais, com muito volume, encolhimento intenso e maior necessidade de hidratação e nutrição.

Como cuidar de cada tipo de cacho na rotina diária?

O cuidado diário muda conforme o grau de curvatura, o nível de porosidade e a oleosidade natural do couro cabeludo. Em geral, fios cacheados e crespos perdem água com facilidade, por isso se beneficiam de cronogramas capilares que intercalam hidratação, nutrição e reconstrução.

Para cachos tipo 3, a prioridade costuma ser definição, leveza e controle de frizz; para crespos tipo 4, o foco recai sobre nutrição intensa, selagem das pontas e prevenção de quebra, com óleos vegetais, manteigas e leave-ins mais encorpados.

  • Cachos tipo 3: géis leves, cremes de textura média e técnicas como fitagem ou “praying hands” para manter o desenho da espiral.
  • Crespos tipo 4: uso frequente de óleos, manteigas e proteção noturna para reduzir quebra e ressecamento.

Como funciona a técnica de finalização COG?

Quem tem cabelo crespo ou cacheado convive naturalmente com mais ressecamento, pois a oleosidade demora a chegar às pontas devido ao formato espiralado dos fios. Nesses casos, a finalização ganha protagonismo para preservar água e definição por mais tempo.

A técnica COG (Creme, Óleo, Gel) associa creme para pentear, óleo vegetal e gel ou gelatina em camadas, garantindo desembaraço, hidratação, selagem e definição duradoura. Ela também é ótima para transição capilar, ajudando a texturizar a parte alisada.

A técnica COG garante hidratação e definição duradoura para fios crespos.
A técnica COG garante hidratação e definição duradoura para fios crespos.Imagem gerada por inteligência artificial

Para quem a finalização COG é indicada?

A finalização COG oferece ótimos resultados em cabelos dos tipos 3B e 3C, com cachos mais acentuados, e também nos de curvatura 4A, 4B e 4C, que são os crespos. Por reter mais hidratação, é aliada importante para fios porosos, mantendo as cutículas mais seladas.

O método favorece quem sente dificuldade em manter o formato dos cachos por mais de um dia, aumentando a durabilidade do penteado e deixando o cabelo visualmente mais alinhado e definido.

Passo a passo como aplicar a técnica de finalização COG

Para realizar a técnica, é preciso ter em mãos os três produtos: creme para pentear, óleo vegetal e gel ou gelatina sem álcool. A dosagem deve ser ajustada ao resultado desejado, evitando pesar o fio. Quer ver como essa mistura se comporta nos fios? A @eimabs preparou uma demonstração rápida ensinando a aplicar o combo de creme, óleo e gelatina para um resultado impecável. Dê o play e aprenda com ela:

@eimabs

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Como dosar produtos e escolher ativos na técnica COG?

A quantidade de cada item define o efeito visual da finalização: mais volume pede menos creme e pouco gel; mais definição pede maior dose de creme e gel. O óleo, em geral, não deve ultrapassar cerca de uma colher de chá por aplicação.

Na escolha de ativos, priorize cremes com glicerina, ácido hialurônico, mel, pantenol ou xilitol; escolha óleos 100% vegetais, como semente de uva, abacate, jojoba ou coco, e géis sem álcool para evitar ressecamento.

Quais cortes combinam melhor com cada tipo de cacho?

O corte de cabelo influencia diretamente na forma como o tipo de cacho aparece. Camadas bem distribuídas podem controlar o volume, destacar a curvatura e evitar o efeito triangular, enquanto cortes retos tendem a pesar nas pontas.

Para cachos tipo 3, camadas médias ou longas ajudam a distribuir o volume e manter movimento; para fios tipo 4, formatos arredondados e volumosos valorizam o desenho natural do crespo, equilibrando o volume na cabeça.

  • Camadas suaves: ideais para balanço e definição sem perder muito comprimento, comuns em 3A e 3B.
  • Formato arredondado: muito usado em crespos, realça o volume superior e reduz o peso nas laterais.
  • Franja cacheada ou crespa: deve ser cortada a seco, respeitando o encolhimento natural para manter harmonia.