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Web reacende debate sobre Roacutan; veja o que o remédio pode causar

A lista de efeitos indesejados é extensa e cabe ao médico, junto com o paciente, avaliar riscos e benefícios

Por: Redação

O Roacutan, remédio indicado para o tratamento da acne severa que não melhora com o uso de outros tratamentos, voltou a ficar no centro das discussões e está entre os assuntos mais comentados no Twitter nesta terça-feira, 29. Vários usuários da rede social estão dividindo suas experiências com o uso do medicamento.

O tema entrou em alta após um rapaz dizer que a amiga teve depressão e perdeu 22 kg após começar a usar o medicamento.

“Minha amiga tomou, entrou e depressão, perdeu 22 quilos, tentou matar a irmã com faca e pão, virou evangélica e depois saiu da igreja, tudo em 11 meses. Mas hoje está lindíssima, sem uma marca no rosto”, escreveu.

A publicação – talvez com um toque de exagero – viralizou. De fato, o medicamento pode ocasionar efeitos colaterais que exigem acompanhamento médico constante. Ele também só pode ser usado com prescrição de um médico após avaliar risco e benefício.

Mas, afinal, o que de verdade o Roacutan pode provocar?

A lista de efeitos colaterais do Roacutan é grande e esse é um dos principais motivos que fazem com que alguns pacientes rejeitem o tratamento. Entre os efeitos causados pelo medicamento estão o ressecamento da pele e dos lábios, queda de cabelo e até depressão.

De acordo com a bula do remédio, os efeitos adversos são geralmente reversíveis, com a alteração da dose ou interrupção do tratamento, mas alguns podem persistir após a suspensão da medicação.

roacutan
Crédito: Reprodução/Wikipedia Lista de efeitos colaterais do Roacutan é extensa

Veja a lista completa dos efeitos indesejados descritos na bula:

Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Anemia;
  • aumento nas plaquetas ou diminuição da contagem plaquetária (trombocitopenia);
  • elevação da taxa de sedimentação;
  • blefarite (inflamação na borda da pálpebra);
  • conjuntivite, irritação ocular, ressecamento ocular;
  • elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas;
  • fragilidade cutânea, prurido (coceira na pele);
  • ressecamento da pele e dos lábios;
  • mialgia (dores musculares);
  • dores articulares;
  • lombalgia (dor na região lombar);
  • aumento de triglicérides e colesterol séricos, diminuição de HDL.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Nneutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue);
  • dor de cabeça;
  • ressecamento da mucosa nasal;
  • hematúria (presença de sangue na urina);
  • proteinúria (presença de proteína da urina).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Depressão;
  • reações alérgicas da pele;
  • hipersensibilidade sistêmica;
  • alopecia reversível (queda temporária de cabelos e pelos).

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Infecções bacterianas locais ou sistêmicas por microrganismos gram-positivos (Staphylococcus aureus);
  • linfadenopatia (crescimento de um ou mais gânglios, especialmente dos situados no pescoço, axilas e virilha);
  • diabetes mellitus;
  • células brancas na urina;
  • hiperuricemia (aumento dos valores do ácido úrico no sangue);
  • aumento da pressão intracraniana;
  • alterações comportamentais, tentativa de suicídio, suicídio, convulsões, tontura, insônia, letargia (temporária e completa da sensibilidade e do movimento) parestesia, desmaio;
  • distúrbios visuais, catarata lenticular, visão turva, distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação), intolerância a lentes de contato, opacidade da córnea, distúrbios da adaptação ao escuro (visão noturna diminuída), ceratite, fotofobia, papiledema como sinal de hipertensão intracraniana benigna;
  • redução da audição em algumas frequências e zumbido;
  • broncoespasmo (particularmente em pacientes com uma história prévia de asma);
  • colite (inflamação do cólon), ileíte (inflamação do íleo) e hemorragia gastrointestinal;
  • náusea, diarreia grave, doença inflamatória intestinal, como doença de Crohn.
  • Pacientes tratados com Roacutan®, especialmente aqueles com altos níveis de triglicérides, apresentam risco de desenvolver pancreatite (pancreatite fatal raramente relatada);
  • Hepatite;
  • palpitação, taquicardia;
  • exantema (manifestações na pele características de uma doença infecciosa e contagiosa com presença de febre);
  • acne fulminante, piora da acne (ocorre no início do tratamento e persiste durante várias semanas);
  • dermatite facial;
  • distrofia ungueal (modificação na forma e função da unha);
  • hirsutismo (desenvolvimento exagerado de pelos);
  • granuloma piogênico (com formação de pus),
  • paroníquia (infecção da pele que fica ao redor das unhas da mão ou do pé);
  • sudorese (aumento de suor);
  • hiperpigmentação da pele;
  • fotossensibilidade;
  • aumento na formação de tecidos de granulação;;
  • Hiperosteose (hipertrofia do tecido ósseo), artrite, calcificação dos ligamentos e tendões, redução na densidade óssea, fechamento epifisário (parte dos ossos longos relacionada ao crescimento) prematuro, tendinite;
  • glomerulonefrite (inflamação dos glomérulos dos rins);
  • vasculite (inflamação da parede dos vasos) (por exemplo, granulomatose de Wegener);
  • vasculite alérgica, inchaço e cansaço.

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Tags: #Tratamento