Amazônia: 5 dicas para tornar sua viagem inesquecível

A maior floresta tropical do planeta abriga mistérios e belezas únicas

Por: Redação

“Grandeza”, essa é uma palavra que define bem o que é a Amazônia. Detentora de 20% da água doce do mundo, a floresta amazônica abriga cerca de 50% da biodiversidade mundial. Com oito milhões de quilômetros quadrados espalhados por nove países, o Brasil possui metade de toda a floresta, que nos fornece cerca de 45% da água subterrânea potável nacional.

Com árvores gigantes, cachoeiras paradisíacas e cavernas milenares, a Amazônia possui também o maior rio do mundo, o Rio Amazonas, que tem sua nascente na Cordilheira dos Andes e deságua no oceano Atlântico.

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Crédito: Rafael de AlmeidaPôr do sol no rio Amazonas

Devido a grandeza de sua fauna e flora, a Amazônia é um destino procurado por turistas de todo o mundo, e mais do que isso, tem uma importância vital para a Terra. Portanto, se você for o tipo de pessoa que planeja viajar para a região para jogar uma latinha de cerveja ou qualquer tipo de lixo na  floresta, o mais indicado seria você comprar uma passagem somente de ida para os confins do espaço sideral, o mais longe possível de nosso planeta. Agora, caso você queira conhecer com consciência esse lugar fascinante, saiba que essa viagem pode lhe fornecer experiências incríveis e um contato com a natureza cada vez mais raro nos dias atuais.

Confira abaixo cinco dicas para ter uma viagem especial pela imensidão da floresta amazônica brasileira.

Obs.: Devido ao trajeto desse roteiro, caso você for de avião, o mais indicado seria chegar por Manaus, no Amazonas, e voltar pelo aeroporto de Santarém, no Pará.

1-   Presidente Figueiredo

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Crédito: Rafael de AlmeidaVista da cachoeira da Onça, em Presidente Figueiredo, na Amazônia

Localizada no estado do Amazonas, Presidente Figueiredo abriga cerca de 106 cachoeiras (ao menos as que foram catalogadas).

Além disso, possui uma fauna muito presente por toda a região. É possível ficar no centro da cidade e apreciar o voo de tucanos e araras vermelhas, ou andar pelas ruas e de repente ter a agradável surpresa de ver macacos, que moram em árvores com mais de 30 metros de altura.

Para chegar em Figueiredo, o mais indicado é  partir de Manaus e de lá pegar um ônibus, no qual o valor é R$ 30,50. Na rodoviária também estão disponíveis alguns táxis, que em média custam R$ 35. A viagem demora uma hora e meia, e no caminho você já sente a mudança de ares.

Chegando em Figueiredo,  devido a distância das cachoeiras para a cidade, o ideal seria visita-las com um táxi ou moto-táxi, porém, para aqueles que têm mais disposição, nada impede de  fazer uma caminhada até as mais próximas. Seja qual for sua opção, não se esqueça de levar roupas leves, um tênis ou bota apropriada para trilhas e uma mochila com água e coisas para comer.

Confira abaixo alguns lugares que não podem ficar de fora de sua viagem para Presidente Figueiredo.

Caverna Refúgio do Maroaga

Dois destinos encantadores são a Caverna Refúgio do Maroaga e a Gruta da Judeia.

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Crédito: Rafael de AlmeidaVista por dentro da Caverna Refúgio do Maroaga

Para conhecê-las é obrigatório ter um guia, que normalmente ficam disponíveis em uma guarita na entrada da trilha que leva às cavernas. O valor cobrado varia de guia para guia, mas a média é de R$ 100 até cinco pessoas.

Para chegar até as cachoeiras você deve percorrer por uma trilha de aproximadamente 2,5 km. Aliás, esse é um dos pontos a ser destacado em uma viagem pela Amazônia, ela exige bastante do corpo. Após a caminhada repleta de histórias sobre a região e as árvores do local, se deslumbre com a beleza da entrada da Caverna do Refúgio do Maroaga.

A entrada da caverna possui uma queda d’água de 30 metros, ideal para se refrescar após a trilha. Dentro da caverna se estende mais de 400 metros de túneis e galerias, que se conectam e formam um labirinto de pedras. Por lá, é possível observar os morcegos ou ter a experiência peculiar de ficar na escuridão total.

Gruta da Judeia

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Crédito: Rafael de AlmeidaGruta da Judeia e sua piscina natural de águas dourada

Dando a volta pelo paredão rochoso milenar da Caverna do Refúgio do Maroaga, encontra-se a trilha que dá acesso a Gruta da Judeia.

Ao chegar na Gruta da Judeia você se deparará com diversas grutas encrustadas, que se abrem em uma grande galeria, e de cima, desce uma cascata que forma embaixo uma piscina natural de cor dourada. Legal, não?!

(Gruta da Judéia e sua piscina natural de águas dourada –  Presidentre Figueiredo – AM)

Se banhar na cascata e nadar na piscina natural, são experiências fantásticas, dignas de expulsar qualquer stress da cidade grande e substituí-lo pelo revigorante contato da natureza.

Cachoeira Iracema

No meio da floresta amazônica encontra-se uma cachoeira que mais parece que saiu de Valfrenda, o reino dos elfos do livro do Senhor dos Anéis. Com águas escuras, que se tornam douradas de acordo com o reflexo do sol, a Cachoeira da Iracema é um daqueles lugares no qual as fotos não conseguem contemplar a real beleza do lugar.

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Crédito: Rafael de AlmeidaA cachoeira da Iracema

Da cidade o indicado é ir de táxi, e já no caminho, composto por gigantescas árvores e pássaros, se encontra um espetáculo a parte.

Para entrar é necessário pagar R$ 10 em uma guarita na entrada da trilha que leva a cachoeira.

Após uma curta e agradável caminhada em companhia de pássaros, sapos e outros animais, você irá encontrar a fascinante Cachoeira da Iracema.

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Crédito: Rafael de AlmeidaCachoeira da Iracema

Na Cachoeira da Iracema é possível ter instantes relaxantes ao nadar em sua piscina natural, ou então, para aqueles que gostam um pouco mais de adrenalina, se jogar de um trapézio amarrado em uma árvore, e ter um mergulho para lá de refrescante.

Uma tarde de muita diversão em um local extremamente paradisíaco é o que lhe oferece a Cachoeira da Iracema. Infelizmente, nem todas as pessoas sabem se divertir, e entre tantos turistas, muitos deixam latas e anéis de cerveja pelo local, que além de estragar toda a beleza, pode ser ingerido pelos animais e causar problemas ambientais. Não seja esse tipo de pessoa!

Outras cachoeiras

Presidente Figueiredo é um lugar surreal, e possui mais de 100 cachoeiras. Outros lugares interessantes para se conhecer é a Cachoeira da Onça e a Cachoeira das Orquídeas, que ficam muito próximas a cidade, e com isso torna possível a visita na base da caminhada.

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Crédito: Rafael de AlmeidaCachoeira das Orquídeas

Outra opção interessante, é a Cachoeira do Urubuí, localizada no centro de Presidente Figueiredo, lá, é possível observar os tucanos e araras vermelhas que habitam o local.

Outras alternativas são as famosas Cachoeira do Santuário, a Cachoeira Natal e a Cachoeira do Mutum.

Embora pouco conhecido, visitar Presidente Figueiredo é uma experiência fantástica, e não por acaso foi escolhido como a primeira dica desse roteiro.

2-   Manaus

Rica em História e belos lugares, Manaus é um destino imperdível para quem quer fazer uma viagem pela Amazônia.

Seja no Teatro do Amazonas, o MUSA (Museu da Amazônia) ou o Palácio Rio Negro, a capital do Amazonas é rica em entretenimento para seus visitantes.

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Crédito: Rafael de AlmeidaVitórias-régias no – Museu da Amazônia, em Manaus

Um dos passeios indicados é a Ponta Negra, a praia mais famosa da cidade. Por lá é possível ver o pôr do sol tomando um delicioso açaí ou provando o tacacá, uma iguaria da culinária amazônica feita de tapioca, jambu, caldo de tucupi e camarão.

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Crédito: Rafael de AlmeidaAçaí na Ponta Negra

Para aqueles que querem uma praia mais selvagem, o indicado seriam a Praia da Lua e a Praia do Tupé.

Praia da Lua

Com areia branca e águas tranquilas, a Praia da Lua é uma praia localizada às margens do Rio Negro. Para chegar até lá, deve pegar uma lancha na Marina do Davi, localizada na Ponta Negra.

Aos finais de semana a praia é bastante visitada pelo manauaras, e possui uma estrutura considerável, com barracas que vendem bebidas e comidas típicas regionais.

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Crédito: Rafael de AlmeidaPraia da Lua, em Manaus

Praia do Tupé

Para chegar a Praia do Tupé, também se deve pegar uma lancha da Marina do Davi, porém, essas saem apenas nos domingos às 08 hrs e às 11 hrs.

Formada por águas calmas (porém profundas) é possível em um determinado ponto da praia nadar de uma margem a outra. Devido a isso, a Praia do Tupé se torna um destino imperdível para os amantes da natação, assim como para aqueles que querem apenas relaxar e brincar um pouco no rio.

Não tão frequentada como a Praia da Lua, a Praia do Tupé é literalmente  destinada a quem busca sombra e água fresca. Ideal para comer um jaraqui (peixe amazônico) na beira do rio e passar a tarde a observar os pássaros.

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Crédito: Rafael de AlmeidaAlmoço de jaraqui na Praia do Tupé

Passeio encontro das águas

Outro passeio muito conhecido que parte de Manaus, é o “Encontro das Águas”. Com preços que variam de R$ 150 a R$ 250, é possível realiza-lo por uma agência de turismo local. Além do encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões, o passeio inclui também outras atividades, como alimentar o piraracu, um grande peixe pré-histórico do Amazonas, visitar pequenos macacos e comer a comida local.

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Crédito: Rafael de AlmeidaMacacos durante passeio Encontro das Águas, em Manaus

Mas a grande atração dessa trip, com certeza são os botos-cor-de-rosa, os golfinhos de água doce. Os mesmos ficam localizados no município de Novo Airão, e é possível nadar com os animais, que ao contrário dos que muito pensam, não ficam em cativeiro, e sim livres, próximos a um flutuante em um dos braços do rio. Lembre-se apenas de tomar cuidado. Embora mansos, por se tratar de um animal selvagem, muitas vezes eles podem dar “rabadas” ou trombarem com os turistas de uma forma mais agressiva.

Para fechar o dia, o barco leva os turistas até uma tribo indígena, a tribo Dessana Tucana, que embora sejam índios mais civilizados, ainda preservam seus costumes e tradições.

3 – Viagem de barco pelo rio Amazonas

Muitas pessoas visitam a Amazônia justamente para ter a experiência de navegar pelo maior do rio do mundo, o Rio Amazonas.

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Crédito: Rafael de AlmeidaTempestade e sol no Rio Amazonas

As embarcações saem do Porto de Manaus com destino a Santarém, no Pará. A viagem dura aproximadamente 35 horas, com preços que variam de R$ 150 a R$ 300, para rede, e de R$ 300 a R$ 500, para quarto privado (valores variam de acordo com o barco escolhido).

Conforme dito no começo desse roteiro, devido a duração da viagem de barco, caso você saia do estado de onde mora de avião, o mais indicado é que tenha uma viagem multidestino, ou seja, desembarque por Manaus, e volte pelo aeroporto de Santarém.

É possível também ir de Santarém para Manaus de barco, mas devido a ser contra a correnteza do rio, o tempo de duração da viagem é em média mais de 40 horas.

Um detalhe importante: Os barcos não fornecem redes e nem cordas para seus passageiros, porém, os itens podem ser comprados em lojas ao lado do Porto de Manaus.

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Crédito: Rafael de AlmeidaRedes no barco que cruza o Rio Amazonas

Feito todos os preparos, arme sua rede e relaxe! Desfrute de aproximadamente de um dia e meio de tranquilidade no embalo preguiçoso de uma rede com uma vista privilegiada para o maior rio do mundo.

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Crédito: Rafael de AlmeidaVista para o Rio Amazonas de dentro da embarcação

4 – Alter do Chão (Santarém, Pará)

Eleita em 2009, pelo jornal britânico The Guardian, como a praia mais bonita do Brasil, Alter do Chão é conhecido como o “Caribe brasileiro”.

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Crédito: Rafael de Almeidalha do Amor, em Alter do Chão

A região é composta por diversas ilhas fluviais e lagoas, na qual a mais famosa é a Ilha do Amor, que fica na frente do vilarejo.

A travessia para a ilha custa R$ 5 e pode ser feita pelos diversos barqueiros que estão disponíveis na orla de Alter do Chão.

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Crédito: Rafael de AlmeidaVista para a Ilha do Amor

Existem diversos lugares para se conhecer em Alter do Chão, como a Ponta do Muretá, a Praia do Cururu e a Serra da Piraoca, mas para aqueles que querem uma atividade com uma conexão maior com a natureza, o indicado seria alugar um caiaque (R$ 10 a hora)  na Ilha do Amor, e de lá, remar pelas águas do Rio Tapajós e do Lago Verde, em companhia dos pássaros, dos peixes, do sol, e se você tiver sorte, de um ou outro boto cor de rosa.

Dica importante: Nas noites de Alter do Chão, não deixe de dançar o carimbó, ritmo paraense enraizado na cultura local.

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Crédito: Rafael de AlmeidaAlter do Chão

5-  Flona do Tapajós

Localizada há aproximadamente uma hora de lancha de Alter do Chão, encontra-se a Floresta Nacional do Tapajós, ou como é mais conhecida, a Flona do Tapajós.

É possível fazer o passeio sem agência, e ir para lá de lancha ou até mesmo ônibus, porém, o trabalho seria tanto, que no final das contas compensa mais contratar um profissional do turismo e ir com a tranquilidade de quem sabe que vai ir e voltar em segurança. Além do quê, para entrar na Flona do Tapajós é necessário um guia local. O valor do passeio por agência é na média de R$ 200 a R$ 300.

Na Fona, uma das grandes atrações é a samaúma, uma árvore gigantesca que pode chegar até 65 metros e possui cerca de 200 anos de idade.

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Samaúma, na Flona do TapajósNa trilha o guia fala sobre as propriedades das árvores da região, diversas delas utilizadas por indústrias farmacêuticas. Além disso, também é possível ver macacos, aves e outros animais da fauna local.

Depois da caminhada, é possível visitar um igarapé próximo e andar em uma das jangadas locais.

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Crédito: Rafael de AlmeidaFlona do Tapajós

Uma viagem pela Amazônia pode ser cada vez mais surreal caso você visitar lugares e cidade não tão conhecidas. A riqueza da natureza é de impressionar qualquer pessoa, porém, caso queira viajar (e se encantar) pela beleza da nossa Amazônia, leve uma regra básica na cabeça: PRESERVE O MEIO AMBIENTE!

Boa viagem!!

Por Rafael de Almeida

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