Conheça a rota que liga 7 cidades históricas de Alagoas

Muito além das praias, Alagoas passa a destacar outro patrimônio como atrativo turístico

A história de Alagoas passou a ganhar um novo roteiro turístico. O Estado lançou a Rota das Cidades Coloniais Alagoanas, um percurso que conecta sete municípios marcados por construções históricas, patrimônios reconhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), antigas rotas comerciais, episódios da colonização portuguesa e locais ligados à resistência negra.

O percurso conecta cidades do litoral, da zona da mata, do agreste e do sertão, com destaque para conjuntos arquitetônicos coloniais, igrejas, casarões, áreas ligadas à navegação do Rio São Francisco, à industrialização do interior e à resistência negra no período colonial.

Penedo é um dos municípios da rota turística
Penedo é um dos municípios da rota turística - Divulgação/Prefeitura de Penedo

Entre os municípios incluídos estão Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca.

A proposta é apresentar diferentes períodos da história de Alagoas por meio de cidades que preservam referências do período colonial, do Império, da República e do processo de ocupação do interior nordestino.

O roteiro também inclui locais relacionados ao Rio São Francisco, ao Quilombo dos Palmares e à chegada da energia hidrelétrica ao Nordeste.

A rota das cidades históricas de Alagoas

Marechal Deodoro e Penedo concentram patrimônio colonial

Marechal Deodoro foi a primeira capital de Alagoas e preserva casarões, igrejas e conjuntos arquitetônicos do período colonial. O município é um dos principais núcleos históricos do estado e reúne construções que remontam à formação da antiga capitania.

Casa colonial em Marechal Deodoro, a primeira capital de Alagoas
Casa colonial em Marechal Deodoro, a primeira capital de Alagoas - Marcio Ankosqui/MTur

Já Penedo, às margens do Rio São Francisco, abriga um dos mais importantes conjuntos históricos coloniais do Nordeste. A cidade reúne igrejas e edificações dos séculos 17 e 18 e mantém forte relação com a ocupação do vale do São Francisco.

As duas cidades são consideradas os principais polos históricos do roteiro e concentram parte significativa do patrimônio arquitetônico preservado em Alagoas.

Além das igrejas e casarões, o percurso por Marechal Deodoro e Penedo permite observar a organização urbana típica dos núcleos coloniais portugueses.

O traçado das ruas, as praças e os edifícios religiosos ajudam a contar a história da ocupação do território alagoano entre os séculos 17 e 19.

Piranhas e Delmiro Gouveia contam a história do São Francisco

Piranhas teve papel estratégico na navegação do Rio São Francisco durante os períodos Imperial e Republicano. A cidade serviu como ponto de circulação de mercadorias e passageiros no interior nordestino.

Piranhas, um pontinho colorido na região do Xingó
Piranhas, um pontinho colorido na região do Xingó - Luísa Dalcin/Viajala

O município mantém construções históricas ligadas à atividade fluvial e à expansão econômica da região do São Francisco.

Já Delmiro Gouveia entrou na rota por sua relação com a industrialização do sertão. A cidade recebeu a primeira usina hidrelétrica do Nordeste, inaugurada em 1913.

A presença da usina marcou uma nova etapa econômica para a região e transformou o município em referência da industrialização no interior nordestino.

Os dois destinos mostram como o Rio São Francisco influenciou tanto a navegação quanto o desenvolvimento econômico de Alagoas.

União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca completam o roteiro

União dos Palmares integra a rota por abrigar a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra durante o período colonial.

O sítio histórico é um dos principais marcos da memória afro-brasileira e da luta contra a escravidão no país.

Porto Calvo, uma das cidades mais antigas de Alagoas, teve importância estratégica no período colonial e nos conflitos entre portugueses e holandeses.

O município preserva referências ligadas à ocupação do litoral norte alagoano e às disputas pelo controle da região.

Fechando o roteiro, Água Branca reúne construções históricas associadas à ocupação colonial do interior nordestino e amplia o alcance da rota para o sertão alagoano.