Documentário relata vida de mochileira trans pela América do Sul

Natasha e o Trans Nômade já passaram pelo Paraguai, Uruguai e em breve seguirão para Argentina

Por: Redação Comunicar erro

Em março de 2017, Natasha Roxy saiu do Rio de Janeiro rumo ao Paraguai com apenas R$ 5 no bolso e uma mochila nas costas.

A decisão de percorrer mais de 1.500 km de ônibus nasceu do desejo de ter uma vida diferente, de escrever sua própria história. O que a carioca Natasha, 28 anos, não sabia é que dessa viagem nasceria também um projeto que hoje busca motivar outras pessoas como ela: mulher, transexual, negra e vivendo na América do Sul.

Crédito: Arquivo pessoalNatasha Roxy saiu em um mochilão pela América do Sul

Denominado “Trans Nômade“, o documentário também fornece uma perspectiva mais intimista da vida de Natasha.

“Meu projeto surgiu da ideia de que eu poderia registrar minha trajetória como mulher transexual que não queria ter a expectativa que, em geral, as pessoas trans tem. Eu queria escrever o meu próprio destino”, conta a mochileira.

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Por outro lado, apesar da ideia que de que ser mochileira emprega nuances de liberdade a mulher, Natasha revela que quando se é uma viajante transexual esse ideal ganha outros contornos.

Recursos financeiros

De acordo com Natasha, seu maior desafio foi conseguir suporte e oportunidades, pois ela viajava com poucos recursos financeiros. Uma das maneiras que ela encontrou para seguir viagem foi usando plataformas como couchsurfing.

Natasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem
Crédito: Arquivo pessoalNatasha trocou trabalhou em um hostel por hospedagem

Porém, a mochileira deixa o alerta: “às vezes a pessoa já olhava meu perfil e me bloqueava, sem nem ter o primeiro contato. Outras, a pessoa insistia em me tratar no masculino. Acredito que minha experiência no couchsurfing foi uma extensão do que vejo na sociedade. Pessoas que me fantasiam e transfóbicos. Mesmo assim, tive experiências boas e conheci gente incrível”, conta.

Outra maneira que Natasha encontrou para financiar sua viagem, foi se voluntariando em hostels em troca de hospedagem e às vezes de alimentação. Ela conta que a experiência é muito rica e que é onde ela pode viver mais um intercâmbio de vivências entre pessoas trans e cis de diversas partes do mundo.

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“Cisgêneros não esperam ver uma pessoa trans trabalhando em um hostel como recepcionista ou como hóspede de um hostel. É como se fosse algo incomum na cabeça dessas pessoas. Nesse sentido, também posso dizer que o objetivo do “Trans Nômade” é naturalizar a convivência entre pessoas trans e cis no universo mochileiro”, completa Natasha.

O Transnômade já passou pelo Paraguai, Uruguai e em breve seguirá para Argentina. Agora Natasha está no Brasil. Recentemente ela participou do 1º Encontro Brasileiro de Mulheres Viajantes, que aconteceu em São Paulo no final de abril.

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“Viajar sem muitos recursos financeiros requer que você trabalhe mais com sua imagem. Então, eu acredito que participar de um evento como esse contribui para que as pessoas conheçam minha história e que me ajudem a fazê-lo dar certo”, conclui a mochileira.

Para seguir com o projeto “Trans Nômade”, Natasha lançou uma campanha de financiamento coletivo. O objetivo, segundo ela, é gerar uma rede de apoio na qual possa manter o projeto de pé e seguir viajando o mundo e revelando sua vivência como mulher trans viajante.

Por Gabriela Oliveira

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