Fort Myers e Sanibel têm golfinhos livres e santuário de aligátores

Fuga de Miami e Orlando leva a esse destino à beira do Golfo do México, na Flórida

Por: ladobviagem Comunicar erro

Sabe aquela escapada na Flórida para curtir praias e ilhas paradisíacas cheias de golfinhos, ao estender sua viagem de Orlando e Miami? O destino é Fort Myers e as ilhas Sanibel e Captiva, no Golfo do México.

A cidade, que é a porta de entrada para o sudoeste do Estado, fica em uma região cheia de praias lindas e áreas protegidas. Muitas com golfinhos.

Crédito: Reprodução/ Facebook/ The Beaches of Fort Myers & SanibelSanibel Causeway liga Fort Myers à ilha de Sanibel. É um dos cartões-postais do destino

Sanibel e Captiva, duas pequenas ilhas conectadas a Fort Myers, são verdadeiros paraísos que abrigam animais em seu habitat.

Elas estão ligadas ao continente pela ponte Sanibel Causeway, que, por si, já vale a road trip até o destino.

Crédito: Divulgação/The beaches of Fort Myers and SanibelCaptiva é a última ilha, com apenas 27,2 km² entre terra e mar, com uma rua principal

Debaixo da Sanibel Causeway, quando em terra, já várias praias lindas onde se pode parar com o carro para curtir.

Ao passar a ponte você chega a Sanibel,  a ilha maior. Continuando pela estrada que corta a ilha, uma outra ponte menor leva a Captiva, ilhota com 27,2 km² entre terra e mar, com apenas uma rua principal.

Trata-se de um dos lugares sensacionais da Flórida para ver animais selvagens livres, como golfinhos, tubarões, manatees (nosso peixe-boi) pelicanos, tartarugas e o temido aligátor, o jacaré americano.

Como se organizar

Destaco três passeios essenciais a quem vai ao destino. São eles o museu de Edison e Ford, em Fort Myers, cruzeiros para ver golfinhos partindo de Captiva e a reserva natural em Sanibel.

E, claro, no meio do caminho, programe paradas estratégicas nas praias e restaurantes sensacionai. Preparei um roteiro de lugares com pratos veganos e vegetarianos para usar quando estiver pelo destino.

Para os corajosos, dá até para remar em um caiaque no meio de aligátores, jacarés gigantes que chegam a 400 kg. “Não fazem nada”, garantem os guias.

Não posso deixar de falar do pôr-do-sol, um espetáculo à parte na Flórida em geral. Reserve seus fins de tarde para curtir o momento nas praias, piers e bares.

Crédito: Facebook The Beaches of Fort Myers & Sanibel / Reprodução @Bmaxwell009 Pôr do sol visto do pier de Fort Myers, para sentar e aplaudir o astro cair no mar sem pressa

Sanibel: caiaque com aligátores

A visita à reserva natural de animais selvagens em Sanibel, J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge, é gratuita. Lá é possível ver os jacarés americanos livres no mangrove.

A reserva faz parte do maior ecossistema de manguezais dos Estados Unidos. A visita pode ser feita de bike alugada, a pé ou com o ônibus da reserva, agendado no centro de visitantes.

Os jacarés que moram lá podem chegar a medir 3 metros e a pesar 400 kg. Gera uma certa contradição ao passear pela reserva, pois ao mesmo tempo que você quer muito vê-los, morre de medo de que eles realmente cruzem o seu caminho.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemCasa dos aligátores, mangue foi preservado no J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge

Passe a seta para conhecer como é um dos principais habitats naturais dos aligators na Flórida.

Áreas de proteção não nascem sozinhas. Para que o lugar onde está o J.N. Ding Darling National Wildlife Refuge, fosse preservado, foi preciso uma luta.

E o cartunista Jay Norwood Darling (1876-1962) lutou pela causa. Na época, conseguiu que o local, com terrenos então em alta no mercado imobiliário, fosse protegido pelo governo.

Em 1945, o presidente Truman criou a reserva de fato e, assim, ficaram intactos o mangue e a mata.

Crédito: Facebook/ J.N. Ding Darling National Wildlife RefugeQuem ama pássaros vai se apaixonar pela reserva natural, onde aves raras estão livres

Hoje, o refúgio ajuda a protejer espécies ameaçadas e é habitat de inúmeros animais selvagens de Sanibel, com jacarés, tartarugas, golfinhos e mais de 245 tipos de aves.

É bem possível que no caminho tope com algum jacaré atravessando a estrada ou saindo do mangue. Mas jamais se aproxime, toque ou alimente o bicho.

A multa para quem o alimenta custa 500 dólares.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemPlacas advertem o visitantes sobre multa de 500 dólares para quem alimentar os jacarés da reserva

Ao lado da área da reserva é possível fazer caiaque no mangrouve e até remar ao lado de jacarés. Você iria? O passeio pago é operado por uma empresa terceirizada.

De acordo com os instrutores, é tranquilo e os animais ficam na deles enquanto você passa com o caiaque. Beleza, mas preferi ficar só no passeio de bicicleta.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemAluguei uma bike para passear em Sanibel e dentro da reserva, foi a melhor opção

Aluguei uma bike na ilha por 8 dólares, a cada duas horas. O trecho mais curto dentro do parque pode ser feito em uma hora, com paradas estratégicas para fotos.

Mas não pense que dá para fazer a ilha toda de Sanibel bike. Dá para fazer um trecho, e escolhi o do parque.

O resto, fiz de Uber, mas, como indico abaixo, o melhor mesmo é estar com um carro alugado nesta viagem.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado b VIagemBikes tamanho família para alugar em Sanibel são divertidas para passear dentro da reserva com os pequenos

Outro ponto imperdível em Sanibel é o farol antigo, que data do final do século 19.

Quando cheguei ao pier, consegui ver pelicanos e até um tubarão-martelo, nadando bem pertinho.

Passe a seta do post abaixo para ver o lugar e o mapa dessa ponta da ilha.

Crédito: Divulgação/The beaches of Fort Myers and SanibelSanibel Lighthouse fica na ponta da ilha e tem uma das vistas mais lindas para fotos no local

Fort Myers: museu Edison e Ford

Ser conhecido apenas como inventor da lâmpada elétrica seria uma injustiça com o gênio Thomas Edison (1847-1931), um dos moradores mais ilustres de Fort Myers.

O inventor patenteou mais de mil invenções, muitas que hoje evoluíram e fazem parte do nosso cotidiano.

Entre elas, está o fonógrafo, primeiro toca-discos do mundo, microfone, cinematógrafo – a primeira câmera de filmar.

Crédito: Andrea Miramontes /. Lado B ViagemEstátia de Thomas Edison no jardim com figueiras centenárias, no museu e mansão do gênio

Aperfeiçoou o telefone e, depois da lâmpada, criou a Edison General Electric, em 1888, que anos após virou a empresa GE, General Electric.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemMansões de Thomas Edison e Ford são vizinhas e podem ser visitadas durante o tour

O museu e antigas as mansões hoje são parte do complexo The Edison and Ford Winter Estates, um passeio pela história de Fort Myers. O tour completo custa US$ 30.

Ele chegou a Fort Myers em 1885, quando comprou sua mansão em terreno milionário na cidade, de frente para o  rio Caloosahatchee.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemPasseie pelos jardins das mansões de Edison e Ford em Fort Myers

No museu é possível ver peças originais de Edison e carros criados por Ford. Um pequeno laboratório infantil  tem atividades para crianças se divertirem com descobertas da ciência.

A mansão de 1906 também pode ser visitada. Em 1947, Mina, a mulher de Edison, doou a propriedade à cidade de Fort Myers.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemFord Model TT Truck, de 1917, feito em madeira, chegava ao comprador em caixa para montar

Fã e amigo de Edison, Henry Ford, o inventor de carros,  virou vizinho dele.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemCarros inventados por Ford são expostos no museu em Fort Myers; acima, presente de Ford a Edison

Você pode visitar também a casa do empresário e ver de perto os primeiros projetos de carros de Ford, entre eles, um protótipo de madeira. O carro chegava ao comprador dentro de uma caixa para ser montado.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemVitrolas do começo do século 20 de Thomas Edison estão no museu

Há outros museus em Fort Myers, como o Southwest Florida Museum of History que conta a história local desde os dinossauros e a evolução pelo tempo.

Vamos catar conchinhas?

Quando me disseram, achei bobagem. Mas ao pisar na praia e ver a quantidade e variedade, peguei minha primeira concha colorida. Apaixonei e não parei mais.

Crédito: Reprodução / PixabayConchinhas e conchonas coloridas para você trazer e montar uma coleção em casa! Só não pode pegar quando ainda estiver viva

Há até um nome para a atividade: shelling, que deriva de shell, concha em inglês.

Catar conchinhas é coisa séria e muito divertida nesta parte da Flórida. E as praias são tão preservadas que você encontra conchas enormes e coloridas.

Além disso a maré colabora com a diversidade de tamanhos e cores e sempre revela novas conchas, graças às correntes do Caribe.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B VIagemFiquei impressionada com a quantidade de conchinhas nas praias de Sanibel e Captiva

Mas não pense que pode pegar qualquer concha. Se estiver ainda com o animal vivo, não mexa. Há multa para quem retira a iguaria que não está vazia da praia.

O melhor momento para procurar conchinhas é pela manhã, com a maré baixa. É possível encontrar exemplares raros, com manchas e cores que só se vê por lá.

As praias das ilhas de Sanibel e Captiva são as campeãs de modelos diferentes. Reserve um tempo para isso. Alguns resorts até tem um lugar para você limpar as iguarias que achou na praia.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemEstação de limpeza de conchinhas no Casa Ybel Resort, em Sanibel

Há ainda um museu em Sanibel, Bailey-Matthews National Shell Museum. Lá estão coleções incríveis de conchas que permitem você identificar os tipos que, por ventura, tenha achado.

Captiva: Golfinhos, aos montes!

Vê-los livres é a única forma de observação desses animais sem colaborar com a crueldade do cativeiro.

Desista de parques que os aprisionam e os forçam a “beijar” turistas. Opte por esses passeios nos quais os animais escolhem chegar perto de você.

E são apaixonantes, brincam e saltam nadando ao lado de barcos e até de caiaques.

Crédito: Reprodução/ Facebook Captiva CruisesGolfinhos são vistos nos passeios da Captiva Cruise, em Sanibel e Captiva, na Flórida

Há muitos cruzeiros para ver golfinhos no oceano, no Golfo do México, e os barcos saem dos 3 lugares: Fort Myers, Sanibel e Captiva. Escolhi nesta última ilha.

Na ilha de Captiva, você topa com montes deles, em famílias. Cheguei a ver cinco de uma vez nadando ao lado do barco.

É emocionante vê-los brincar, dá um play no vídeo do Facebook Lado B Viagem.

O cruzeiro feito pela Captiva Cruises é acompanhado por guias voluntários da Sanibel Captiva Conservation Foundation, uma organização sem fins lucrativos dedicada à conservação aquática.

Os guias narram curiosidades sobre esses animais. Custa $27.50 mais taxas.

Além dos golfinhos, pode-se ver pelicanos, águias-pescadoras e muitas aves.

Crédito: Facebook/ Captiva CruisesGolfinhos saltam no oceano em Captiva, na Flórida, um espetáculo da natureza, sem a crueldade de parques que os aprisionam

Onde ficar

A rede hoteleira de Fort Myers e das ilhas é imensa. Mas se pretende ficar nas ilhas de Sanibel e Captiva, reserve com antecedência.

Elas são pequenas, e os resorts, muitos bem luxuosos, costumam lotar facilmente.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado b ViagemPiscina principal do Pink Shell resort fica de frente para a praia e tem brinquedões pra crianças

Em Fort Myers, fiquei em um resort  beira-mar que se revelou excelente opção para quem viaja em família, o Pink Shell Baach Resort & Marina.

A localização é excelente, com vista para o Golfo do México, próximo do centro e das pontes. Mas não dá para ir a pé, tudo no destino precisa de carro.

Crianças vão amar a piscina central com brinquedões aquáticos.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemPrédio principal do resort em Fort Myers

O resort tem três restaurantes, atividades o dia todo, como aulas de ioga, ginástica, caiaques e stand up paddle para alugar.

Reserve um dia para o pôr-do-sol na praia do local, em Fort Myers Beach.

Inclui também o serviço de concierge, que foi excelente e me ajudou muito a programar meus dias no destino.

Na praia, dispõe de espreguiçadeiras e toalhas, para facilidade do hóspede. O café da manhã normalmente não está incluso e é servido em bufett.

Em caráter de cortesia, na minha reserva havia café da manhã para todos os dias, e a refeição é bem completa, com frutas frescas e ovos feitos na hora.

Crédito: Andrea Miramontes / Lado B ViagemCafé da manhã do Pink Shell resort com ovos preparados na hora

Como chegar e se locomover

Alugue carro, pois todos os passeios precisam de transporte no destino. Essa é a melhor maneira de se locomover do continente às ilhas e acessar todos os lugares facilmente.

Fiz o roteiro todo de Uber, e, apesar de funcionar em todos os lugares, foi a opção mais cara para passear  pelo destino.

Para chegar, pode vir de carro de Orlando ou Miami, 3h30 e 2h30 respectivamente de estrada, ou chegar via aeroporto.

O aeroporto internacional de Fort Myers é muito bem conectado e não vai ser difícil encaixar um voo para lá.

Por: ladobviagem

Andrea Miramontes, jornalista, viajante e curiosa. Sou vegetariana e jamais divulgo atrações que escravizem animais :) Faço os blogs Lado B Viagem e Patas ao Alto. Seja muito bem-vindo!

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