Por que o inverno é a melhor época para conhecer o Atacama
Dias ensolarados, noites de observação do céu e paisagens do deserto fazem do inverno uma das épocas de maior procura pelo destino chileno
O inverno no Hemisfério sul transforma o Deserto do Atacama, no norte do Chile, em um dos destinos procurados por viajantes interessados em natureza, astronomia e atividades ao ar livre. A combinação de dias ensolarados, noites frias e céu limpo favorece tanto os passeios pela região quanto a observação de fenômenos celestes entre julho e setembro.
Nesta época do ano, o destino reúne roteiros por áreas como o Valle de la Luna, os Gêiseres del Tatio, lagunas altiplânicas, salares, formações rochosas, termas naturais e mirantes voltados para a Cordilheira dos Andes. As condições climáticas também favorecem caminhadas, passeios de bicicleta, visitas a sítios geológicos e experiências de contemplação.

A baixa umidade do ar, a altitude elevada e a reduzida interferência luminosa colocam o Atacama entre os principais locais do mundo para observação astronômica. Durante o inverno, as noites mais secas ampliam as condições para visualizar estrelas, constelações e outros fenômenos que marcam o calendário celeste.
Entre as opções de hospedagem está o Tierra Atacama, localizado nos arredores de San Pedro de Atacama. Com vista para a Cordilheira dos Andes e o vulcão Licancabur, o lodge serve como ponto de partida para explorar diferentes áreas do deserto por meio de excursões guiadas.
Além dos passeios, o hotel reúne estrutura voltada ao descanso, gastronomia e experiências de bem-estar, incluindo o Uma Spa, equipado com piscina, sauna, sala de vapor e espaços de relaxamento em ambientes internos e externos.
Paisagens e observação do céu marcam a temporada no Atacama
A partir do Tierra Atacama, os visitantes podem percorrer vales, salares, lagoas, vulcões e outras formações naturais da região com acompanhamento especializado. O inverno também favorece uma programação de ritmo mais contemplativo, marcada pelo contraste entre a luminosidade dos dias e as temperaturas mais baixas durante a noite.

O calendário astronômico acrescenta novos atrativos à estação. Em julho, o centro da Via Láctea pode ser observado em posição elevada no céu do deserto, enquanto a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul permanece ativa entre julho e agosto.
Em agosto, ocorre o pico da chuva de meteoros Perseidas, que, em 2026, coincide com a fase de Lua Nova. Embora o fenômeno seja mais intenso no Hemisfério Norte, ele também pode ser observado no sul do continente, desde que as condições de visibilidade sejam favoráveis.

Ainda em agosto, um eclipse lunar parcial profundo poderá ser visto em diferentes regiões das Américas, incluindo o norte do Chile. Já em setembro, próximo ao equinócio da primavera, o centro da Via Láctea passa a se pôr mais cedo, abrindo espaço para a observação da luz zodiacal, fenômeno que aparece como um brilho triangular sobre o horizonte oeste após o crepúsculo. A visualização depende de fatores como céu limpo, fase da Lua e condições locais.
Como chegar ao Deserto do Atacama
Para os brasileiros, o acesso ao Atacama costuma ser realizado por meio de voos com conexão em Santiago. A partir da capital chilena, os viajantes seguem até Calama e completam o percurso por via terrestre até San Pedro de Atacama, em um trajeto de aproximadamente uma hora e meia.
A localização permite combinar a visita ao deserto com uma passagem por Santiago, formando um roteiro que reúne paisagens de altitude, atrações naturais e experiências ligadas à astronomia durante o inverno chileno.