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São Luís ganha primeiro museu do reggae fora da Jamaica

Por: Redação | Comunicar erro

Conhecida como a “Jamaica brasileira”, São Luís ganhará nesta quinta-feira (28), o primeiro museu dedicado ao reggae fora do país caribenho. O espaço –com 397 m²– contará a trajetória do gênero musical no estado e já poderá ser incluído no roteiro de quem visitar a capital do Maranhão nesta temporada de férias de verão. Localizada na Praça do Reggae, tradicional espaço de radiola de reggae na capital, a construção abriga o acervo, material e imaterial, sobre o reggae maranhense.

Uma parte do material foi doada e a outra adquirida de colecionadores. São discos de vinil, gravações em vídeo, fotografias, roupas, acessórios e peças raras consideradas preciosidades da “massa regueira”. Entre as relíquias do museu está a guitarra usada há mais de 30 anos no primeiro show da Tribo de Jah, grupo pioneiro do reggae no Maranhão.

Museu do Reggae do Maranhão será referência internacional

Outra peça importante é a radiola de reggae do serralheiro que virou DJ, Edmilson Tomé da Costa, já falecido. Ele ajudou a popularizar o gênero musical nos anos de 1970 com o sistema de som e uma discoteca de cinco mil discos adquiridos em viagens à Jamaica. Depoimentos gravados com personagens da cena reggae, livros, artigos, teses e dissertações compõem o acervo imaterial e digitalizado do museu.

Praça do Reggae, em São Luís

A abertura do museu será uma amostra viva do que o visitante encontrará na exposição permanente. A cultura do reggae no estado, em cinco décadas, resultou no surgimento de bandas e radiolas de reggae, além de DJs e cantores em todo o estado. O ritmo da Jamaica também influenciou a moda com roupas e acessórios característicos, além do visual em dreadlocks e cortes africanos.

Uma parte do acervo do Museu do Reggae foi doada e a outra adquirida de colecionadores

São Luís é considerada o maior polo de cultura reggae fora da Jamaica. Uma das particularidades do estilo no estado é que as pessoas dançam agarradas. Os bares, as barracas de praia, as bandas locais e os maranhenses em geral, principalmente da capital, assimilaram e diversificaram o gênero musical, inclusive na versão eletrônica.

Com informações de Geraldo Gurgel, do MTur

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