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Uma road trip pelos parques nacionais dos EUA

Por: Redação | Comunicar erro
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Os Estados Unidos ocupam posição de destaque entre os destinos internacionais preferidos por nós, brasileiros. Dos cinco mais concorridos, apenas Buenos Aires não fica em solo norte-americano. Viajantes que curtem turismo urbano reconhecem facilmente os excelentes motivos para irem ao país. Miami, Nova York e Las Vegas são apenas alguns dos paraísos para quem está em busca de diversão, boas compras, programas culturais ou esportivos.

Em contrapartida, os que preferem descansar em contato com a natureza costumam resistir à ideia de viajar ao país. Porém, o que muitos não sabem é que os EUA abrigam verdadeiros tesouros naturais pouco conhecidos por brasileiros. Os parques nacionais americanos reúnem o que há de melhor em  termos de beleza natural e diversidade de paisagens. Há desertos, cânions, rios, lagos, gêiseres e cachoeiras, além de centenas de espécies animais preservadas em seu habitat natural.

Os parques nacionais americanos reúnem o que há de melhor em termos de beleza natural e diversidade de paisagens

Os mais de 400 parques oficiais são administrados pelo competente  NPS – National Park Services. Isso garante uma estrutura turística fantástica, com todas as facilidades necessárias a poucos metros do estacionamento do seu carro. Alguns destes lugares são imensos e, juntos, recebem mais de 330 milhões de visitantes anualmente, a maior parte entre julho e agosto.

Fizemos uma road trip na região centro-oeste dos EUA e tivemos a oportunidade de visitar alguns destes santuários naturais. Alugamos um carro de passeio comum e , em aproximadamente 1 mês, rodamos mais de 8.800 km. Ficamos absolutamente encantados com cada um dos parques visitados, por suas paisagens e características únicas.

Uma boa notícia é que esta viagem pode ser relativamente econômica. O ingresso aos parques é bastante acessível, entre US$ 20 e US$ 30 por veículo com até 5 passageiros, válido por uma semana. Caso planeje visitar vários deles, como fizemos, pode optar pela aquisição de um passe anual por apenas US$ 80. Este ingresso permitirá a entrada do seu veículo em todos os parques sob a gestão do NPS. É possível acampar ou se hospedar em hotéis dentro dos próprios parques.

As vias de acesso internas são pavimentadas e o asfalto é de melhor qualidade que muitas estradas do Brasil.  Ao lado dos principais pontos turísticos e mirantes há estacionamentos, banheiros químicos, bebedouros e placas informativas. Trilhas de diferentes graus de dificuldade, todas bem sinalizadas, fazem a alegria dos mais aventureiros. E tudo isso com muita segurança.

O Death Valley, que fica próximo à divisa entre os estados da Califórnia e Nevada

Para fazer esta road trip, a melhor opção seria chegar por Las Vegas e terminar em San Francisco, mas há várias outras opções. Confira abaixo algumas das principais características de cada parque visitado e se encante pelas belas imagens:

A apenas 200 km de Las Vegas, Death Valley fica próximo à divisa entre Califórnia e Nevada. Com inacreditáveis 14.000 km² e temperaturas extremas, é o mais baixo, quente e seco entre os parques nacionais. A região é de uma beleza única, apesar de árida e desértica. A paisagem varia bastante entre os vários pontos de observação do parque. De um salar a 85 m abaixo do nível do mar a mirantes naturais a 1.670 m de altitude, de dunas de areia a cânions multicoloridos, o parque é sensacional e intrigante. Um dos pontos que mais nos impressionou foi o Zabrieskie Point, com formações rochosas onduladas, em vários tons de marrom. Especialmente durante o pôr do sol, o jogo de luz e sombras torna a paisagem ainda mais especial.

De Death Valley seguimos para o Grand Canyon, um trajeto bem tranquilo, com boas estradas e pouco mais de 600 km. Teríamos gasto apenas 6h na viagem, se não tivéssemos aproveitado para pegar um pequeno trecho da famosa Rota 66 – valeu o atraso!

Vista do Grand Canyon

O Grand Canyon National Park, no South Rim, é um dos mais conhecidos cartões postais americanos. Uma das 7 maravilhas naturais do mundo, possui formações rochosas esculpidas em camadas ao longo de milhões de anos, com colorações que vão do vermelho ao marrom. Mas para ver esta maravilha em seu melhor momento, precisará acordar bem cedo. É nas chamadas golden hours, no amanhecer e entardecer, que a mágica acontece. A incidência do sol ressalta as cores e o lugar fica super fotogênico. Além disso, prepare-se para ser surpreendidos por castores, esquilos e até veados.

Entre o Grand Canyon e a cidade de Moab, base para conhecer os parques Arches e Canyonlands, são menos de 500 km. Como as estradas são excelentes, gastamos menos de 5h no percurso.

Arches foi uma das melhores surpresas da nossa viagem. Apesar de ser o menor entre os parques que conhecemos, passávamos mais de 18h por dia explorando cada cantinho. A coloração avermelhada e as formações rochosas impressionam e remetem a cenários dos filmes sobre o velho Oeste. Há esculturas naturais de dezenas de metros de altura, formadas ao longo de milhões de anos. O nome do parque deve-se à existência de mais de 2.000 arcos naturais com diâmetro mínimo de 2 m.

Arches foi uma das melhores surpresas da nossa viagem

Como Canyonlands fica a apenas 40km de Arches, mantivemos nossa base na cidade de Moab. Teria sido apenas 30 minutos de percurso, se não tivéssemos parado várias vezes no caminho para fotografar.

Canyonlands é pouco conhecido, mas recomendamos muito a visita. O parque  oferece diversos tipos de paisagens, de rios e cânions a arcos avermelhados. Em função da sua topografia, possui três portarias não interligadas entre si, tornando um pouco mais difícil explorar todos os pontos turísticos.

De Moab, em Utah, a Yellowstone, passamos o dia na estrada. Foram quase 800 km e 8h de viagem. Paramos no meio do caminho, na linda Salt Lake City, para almoçar. A cidade é uma gracinha e merece ser conhecida também.

Canyonlands é pouco conhecido, mas recomendamos muito a visita

Yellowstone foi o primeiro a ser declarado parque natural, formalmente criado em 1872. Sua diversidade de cenários é maravilhosa:  fontes termais, cânions,  montanhas, lagos e cachoeiras se alternam para deleite dos visitantes. O parque é tão grande que há portarias em três diferentes estados: Wyoming, Montana e Idaho.

A principal característica é que a região fica sobre uma caldeira vulcânica, originando centenas de gêiseres. Yellowstone é ainda a região dos Estados Unidos onde encontra-se a fauna com maior diversidade.  São 67 espécies de mamíferos, mais de 300 de aves e 18 de peixes, além de répteis e anfíbios. Ursos e bisões são encontrados com frequência nos passeios pelo parque.

Yellowstone fica sobre uma caldeira vulcânica, originando centenas de gêiseres

Entre Yellowstone e Yosemite, passamos quase dois dias na estrada, percorrendo 1.300 km. No total, foram 12:30h de estrada, mas com paisagens fantásticas e estradas em ótimo estado de conservação.

Yosemite foi o fechamento com chave de ouro, um verdadeiro pedaço de paraíso na terra.  Há impressionantes formações em granito por todo o parque, sendo as mais conhecidas a Half Dome e a El Capitan.  Centenas de cachoeiras, lagos e uma diversidade enorme de fauna e flora encantam amantes da natureza de todas as idades e preferências. A apenas 260 km de San Francisco, este parque merece uma visita de ao menos 3 dias inteiros.

Yosemite, uma dos mais belos parques dos EUA

Gostou das fotos e dicas? Temos certeza que se encantará ainda mais com os parques nacionais americanos. Se, assim como nós, você é um amante da natureza, inclua este roteiro na sua lista de desejos. Será uma viagem inesquecível, garantimos!

Por Silvia Bolzani, do blog Suas Próximas Viagens

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