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Mostra de Cinemas Africanos: veja grandes filmes online e de graça

Evento reúne 30 produções contemporâneas do continente, com destaque para o cinema de gênero

Por: Redação

Até 10 de outubro de 2021

Todos os dias

Os filmes ficam disponíveis durante todo o festival, exceto “Edifício Gagarine” e “Você morrerá aos Vinte”

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

Criada em 2018 pela brasileira Ana Camila Esteves e pela espanhola Beatriz Leal Riesco, a Mostra de Cinemas Africanos já exibiu mais de uma centena de filmes. Após passar por diversas cidades brasileiras e realizar três edições online, o evento acontece pela segunda vez em parceria com o Sesc São Paulo.

Mostra de Cinemas Africanos, curta Al_Sit
Crédito: Doha Film Institute/ Assessoria de Imprensa da Mostra de Cinemas AfricanosCurta “Al-Sit”, de Suzannah Mirghani, integra a programação da mostra

Entre os dias 1º e 10 de outubro, são exibidos 30 títulos, em sua maioria inéditos no território nacional, que abordam um pouco da produção cinematográfica contemporânea africana. E você assiste a tudo pela plataforma Sesc Digital.

Todos ficam disponíveis durante o festival inteiro, exceto “Edifício Gagarine”, online por 24 horas, e “Você morrerá aos Vinte”, com limite de 500 visualizações. Então, vale a pena se programar direitinho para não perder nada!

Para abranger um escopo tão amplo, a programação divide-se em diversas frentes: há destaque para curtas dirigidos por mulheres, com uma mostra competitiva simultânea com Benin, e uma seleção de títulos árabes do norte da África.

Há também um grande espaço para o cinema de gênero – o objetivo das curadoras é justamente quebrar o estereótipo de que os filmes da região estão sempre ligados ao cinema de arte ou à denúncia política.

O filme de abertura do festival já dá o tom: o nigeriano “Juju Stories” (2021), do coletivo Surreal 16, conta três histórias de bruxaria inspiradas no folclore nigeriano, dirigidas por C.J. Obasi, Abba Makama e Michael Omonua.

Há ainda a exibição do road movie feminista “Flatland” (2019), de Jenna Bass, sobre a jornada de autodescoberta de três mulheres diferentes, presas a um ambiente hostil.

Já os dramas ficam a cargo de “Para Maria” (2020), de Damilola Orimogunje, sobre depressão pós parto; e de “Edifício Gagarine” (2020), da dupla Fanny Liatard e Jérémy Trouilh, a respeito da diáspora francesa.

Quem gosta de filme policial pode se interessar por “Knuckle City” (2019), longa de Jahmil X.T. Qubeka focado no mundo do boxe. O suspense fica por conta do ugandês “A Garota do Moletom Amarelo” (2020), de Loukman Ali; que narra a saga de um policial fora de serviço cuja missão é levar para a cidade uma testemunha idosa enquanto um serial killer está à solta.

Os fãs de histórias sobrenaturais não podem perder “Você Morrerá aos Vinte” (2019), de Amjad Abu Alala. Na trama, Muzamil, aos 19 anos, precisa lidar com a transição para a vida adulta sabendo que um xeque previu sua morte exatamente aos 20 anos.

Agora, se você se liga mais em documentários, então pode conferir três vindos direto da Argélia. “Meu Primo Inglês” (2019), de Karim Sayad, fala sobre um homem que deseja voltar ao seu país natal após passar duas décadas em uma vida monótona e solitária na Inglaterra.

“Rua do Saara, 143” (2019), de Hassen Ferhani, apresenta um reino particular governado por uma rainha misteriosa. Vivendo em um castelo transformado em lanchonete, Mika é bem desconfiada, mas sempre recebe com muito carinho os viajantes interessados em algo para comer ou beber.

Mostra de Cinemas Africanos, Rua do Saara, 143
Crédito: Allers Retours Films Assessoria de Imprensa da Mostra de Cinemas Africanos“Rua do Saara, 143” está entre os longas selecionados para o evento

Por fim, “O Último Refúgio” (2021), de Ousmane Samassekou, mostra a Casa dos Migrantes, um local no extremo sul do deserto do Saara conhecido como um espaço seguro para quem está a caminho da Europa ou de volta para a casa.

Além da exibição das obras, o festival oferece um catálogo digital repleto de materiais extras, como artigos sobre os cinemas africanos, sinopses exclusivas e resenhas dos longas feitas pelo conceituado crítico nigeriano Dika Ofoma. A programação ainda inclui um curso gratuito de Jusciele Oliveira sobre a produção cinematográfica contemporânea do continente africano.

E os curtas?

Para a exibição dos treze curtas-metragens programados, a Mostra de Cinemas Africanos conta com curadoria compartilhada com outros dois festivais, justamente para expandir ainda mais o seu alcance!

A parceria com a Mostra de Cinema Árabe Feminino, das curadoras Analu Bambirra e Ana Camila Esteves, garante sete títulos que discorrem sobre o Sudão, Tunísia, Marrocos, Egito e Argélia.

Já o trabalho em conjunto com o Festival International des Films de Femmes de Cotonou 2021 traz mais treze obras, que compõem uma mostra competitiva que acontece simultaneamente no Brasil e em Benin.

E aí, já decidiu o que você vai assistir na Mostra de Cinemas Africanos?

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