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Bate-papo online e imperdível une Djamila Ribeiro e Drauzio Varella

Essa dupla maravilhosa é convidada de Afonso Borges para falar sobre “A Vida Como Ela É/Será”. Saiba mais:

04 de agosto de 2020

18h

Pensa em um encontro sensacional. O gestor cultural, escritor, jornalista e empresário Afonso Borges conseguiu reunir duas pessoas incríveis para falar sobre “A Vida Como Ela É/Será”: a filósofa Djamila Ribeiro e o médico Drauzio Varella.

Djamila Ribeiro e Drauzio Varella
Crédito: Fábio Setmio (Djamila) | Divulgação (Drauzio)Nada como começar agosto com um encontro perfeito desses, não?

A dupla dinâmica participa de uma edição do programa de debates e lançamentos literários “Sempre um Papo”, que acontece no dia 4 de agosto, terça, às 18h, pelo Facebook e pelo Youtube.

Já passaram pelo programa os escritores Ondjaki, Walter Hugo Mãe, Eric Nepomuceno, Marcelino Freire e Miltom Hatoum, a atriz Bruna Lombardi, o ator Antonio Fagundes, a antropóloga Lilia Schwarcz , o jornalista Juca Kfouri, entre outros.

Djamila Ribeiro

Djamila é Mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo e autora de vários livros best-sellers, como “Lugar de Fala”, “Quem tem medo do Feminismo Negro?” e “Pequeno Manual Antirracista”. Ela também coordena o Selo Sueli Carneiro e a Coleção Feminismos Plurais que, em dois anos, publicou nove livros de oito autoras e autores negros. Por toda sua atuação, é considerada pela BBC uma das 100 mulheres mais influentes do mundo.

Recentemente, a escritora e sua filha receberam ameaças pelas redes sociais. Começou a circular no Twitter uma notícia falsa de que Djamila seria contra greve dos motoboys e da classe trabalhadora, além de ser “inimiga das empregadas domésticas”. Foi quando elas começaram a receber mensagens agressivas.

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Já faz tempo falo sobre como o Twitter é uma rede tóxica para mulheres negras. Segundo pesquisa da Anistia Internacional, mulheres negras estão 84% mais propensas a receberem tweets problemáticos do que mulheres brancas. Segundo a tese de doutorado do PHD em Sociologia Luiz Valério Trindade, as mulheres pretas são as maiores vítimas de discurso de ódio nas redes sociais em geral e no Twitter, em particular. Ele explica que isso se dá pelo incômodo que a ascensão e protagonismo delas causa em uma sociedade racista e machista. Eu recebo muitas mensagens odiosas, as quais nunca me abalaram. Porém, ontem enviaram mensagens odiosas para a minha filha. Isso se deu por conta de fake news produzidas no Twitter desde a semana passada. Mais uma vez, essa rede social lucrando com o ódio, como afirma Adilson Moreira, trata-se da exploração econômica do racismo e misoginia. Eu fiz um B.O (foto 2), pois é inadmissível que esse tipo de perseguição aconteça, agora direcionada a uma adolescente. Críticas são no campo das ideias, quando fazem afirmações caluniosas de que tal pessoa é contra uma categoria, trata-se de ataque irresponsável que pode colocar essa pessoa em risco. Friso que respeito todas as identidades, mas ser negra é para além da cor da pele. É preciso tornar-se negro no sentido político ou como diz a professora afro francesa Maboula Soumahoro, "precisamos diferenciar negros que decidiram ser negros". Isto significa dizer que ser negra politicamente é jamais aceitar o jogo da branquitude colonial para atacar desonestamente uma mulher preta que faz um trabalho sério; é saber que há um histórico de linchamento contra pessoas negras; é não se deixar usar pelos verdadeiros ricos que nos querem tuteladas ou subalternas. Precisamos fazer essa diferenciação. Por mais execráveis essas pessoas sejam, friso que, como disse na live, nunca ameacei processar ninguém, o que se trata de mais uma fake news. Meu foco é representar o Twitter no MP, uma empresa bilionária, que lucra com ataques sem defesa a mulheres negras. Farei parte da Campanha Internacional "Stop hate for profit" e denunciarei de forma global. Gratidão pelo carinho que recebi. Ogun Pá wá 😍

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Para a filósofa, o Twitter precisa se posicionar e melhorar suas políticas em relação à propagação de fake news. Por isso, ela entrou com uma representação no Ministério Público contra a empresa. Djamila defende que as redes sociais precisam ser responsabilizadas, porque ganham dinheiro com a viralização das mentiras.

Drauzio Varella

Drauzio é médico cancerologista formado pela USP. Entre os seus muitos feitos, destaca-se seu pioneirismo no tratamento da Aids, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru e trabalhou lá como médico voluntário. Atualmente, faz o mesmo trabalho na Penitenciária Feminina de São Paulo.

Na Amazônia, região do baixo rio Negro, Varella dirige um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos.

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