Memorial da Resistência de SP: a história nua e crua da Ditadura

O espaço é visita obrigatória para quem quer conhecer um dos períodos mais terríveis que o Brasil já viveu

Ali onde era o antigo prédio do DEOPS, durante a Ditadura Militar (1964-1985), hoje se encontra o Memorial da Resistência de SP, um espaço necessário para nos lembrar a história de um dos períodos mais terríveis que o Brasil já viveu.

O Memorial se dedicada à preservação de referências das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil
Créditos: divulgação
O Memorial se dedicada à preservação de referências das memórias da resistência e da repressão políticas do Brasil

Criado em 2009, o Memorial é dedicado à preservação da memória de diferentes manifestações de resistência à repressão política no Brasil.

O antigo DEOPS – Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, ao lado da Estação da Luz, no centro da cidade, era o órgão para onde eram levados os presos políticos da Ditadura. Por isso, você deve imaginar que a visita ao local não é leve ou divertida.

MONUMENTO VIVO, CASA DO POVO É UM LUGAR ONDE LEMBRAR É AGIR

A ideia do Memorial da Resistência de SP é provocar reflexão sobre cidadania e direitos humanos, além e preservar a história da Ditadura no país e suas vítimas.

Logo na primeira sala, você encontra uma seção chamada “Lugares da Memória”. Lá são expostas placas nas paredes que reúnem informações sobre lugares que foram palco de ações de controle e repressão, como igrejas, escolas e praças.

A visita não é leve, mas vale a pena para quem quer conhecer de perto esse período da história
Créditos: divulgação
A visita não é leve, mas vale a pena para quem quer conhecer de perto esse período da história

Na sala seguinte, uma linha do tempo narra, desde o início da República (1889) até os anos recentes, acontecimentos políticos, organizações, atitudes de repressão e movimentos de resistência que foram importantes em cada época.

Mas é no espaço carcerário que você entende a importância de um centro cultural como o Memorial da Resistência.

A primeira das celas conta como foi implantado o Memorial. As outras três são usadas para concretizar o que acontecia ali às pessoas que se opuseram à Ditadura e lutaram pela democracia do nosso país.

Na terceira cela, por exemplo, há uma reconstituição de como era uma cela na época, com base nos relatos de ex-presos. Nessa cela, o que chama atenção são as inscrições nas paredes, onde você consegue reconhecer muitos nomes escritos.

Reprodução da cela do período da Ditadura tem nomes de seus presos políticos escritos nas paredes
Créditos: divulgação
Reprodução da cela do período da Ditadura tem nomes de seus presos políticos escritos nas paredes

Na última cela do Memorial da Resistência, é possível sentar-se para escutar os depoimentos de ex-presos reproduzidos em alto faltantes.

Um vaso com uma flor sobre um caixote fica no meio dessa sala. Ele é uma alusão à solidariedade entre os presos políticos que se uniam para enfrentar as mazelas do período.

O Memorial promove, além das exposições fixas, ações que contribuam para o exercício da cidadania, o aprimoramento da democracia e a valorização de uma cultura em direitos humanos
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O Memorial promove, além das exposições fixas, ações que contribuam para o exercício da cidadania, o aprimoramento da democracia e a valorização de uma cultura em direitos humanos

Para conhecer toda essa história nua e crua, é preciso fazer uma visita ao local. O Memorial da Resistência de SP fica aberto de quarta a segunda, das 10h às 17h30, com entrada gratuita.

Vale lembrar que o prédio do museu também abriga a Estação Pinacoteca, onde você encontra exposições temporárias, também com entrada gratuita!

Olha essa outra dica ali pela região da Luz: