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Bolsonaro critica ação da PF contra fake news e ameaça STF

"Algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia", disse Bolsonaro criticando o combate à disseminação de notícias e informações falsas

Por: Redação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou a ação da Policia Federal contra o esquema de fake news, realizada nesta quarta-feira, 27 e ameaçou o Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira, 28.

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Crédito: Agência Brasil/Marcelo Casal JrBolsonaro critica ação da PF e chama fake news de livre expressão

Bolsonaro se manifestou sobre seus apoiadores que foram alvos, nesta quarta-feira, de mandados de busca e apreensão da operação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“Ver cidadãos de bem terem seus lares invadidos, por exercerem seu direito à liberdade de expressão, é um sinal que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.

Importante destacar, que ao contrário do que diz Bolsonaro, a decisão do ministro Alexandre de Moraes não autoriza investigação de liberdade de expressão, mas de ameaças a ministros de Supremo e financiamento e disseminação de notícias falsas para desestabilizar as instituições.

Em outro tweet, o presidente tentou novamente encapar a disseminação de noticias e informações falsas com a capa da liberdade de expressão. Ele escreveu: “Estamos trabalhando para que se faça valer o direito à livre expressão em nosso país. Nenhuma violação desse princípio deve ser aceita passivamente”.

Na manhã desta quinta-feira, o presidente voltou ao tema e disparou: “Não teremos outro dia como ontem, chega”, ameaçou ele, na saída do Palácio da Alvorada. “Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news”, acrescentou.

A operação da Polícia Federal foi autorizada por Alexandre de Moraes porque ele é o relator do inquérito que apura ameaças aos ministros do Supremo e fake news no STF.

Com a autorização, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em endereços de aliados de Bolsonaro, como o ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os empresários Luciano Hang, dono da Havan, e além de 11 blogueiros e parlamentares.

Para justificar a decisão, Moraes afirmou que provas indicavam a existência de associação criminosa com o chamado “gabinete do ódio”, estrutura que opera no Palácio do Planalto disseminando notícias falsas, que também é alvo de investigação.

“As provas colhidas e os laudos técnicos apresentados no inquérito apontaram para a existência de uma associação criminosa dedicada à disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, escreveu o ministro.

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