Jair Bolsonaro indica ‘censura’ ao Enem e gera revolta na web

O presidente eleito afirmou que questões sobre a diversidade, como dialeto das travestis, não serão aceitas em sua gestão

bolsonaro enem travestis
Crédito: Reprodução/FotomontagemPara Bolsonaro, questão do Enem sobre travestis é uma “doutrinação”

O presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro voltou a criticar questão do Enem sobre o “dialeto secreto das travestis” e afirmou que, a partir de 2019, questões do tipo não serão mais aceitas na prova do Exame Nacional do Ensino Médio.

Em uma live no Facebook nesta sexta-feira, 9, o militar disse que em seu governo as questões do Enem serão revisadas para evitar novas perguntas como a do Pajubá e declarou que o futuro ministro da Educação precisará compreender que “o Brasil é um país conservador”.

“Precisamos de um ministro [da Educação] que entenda que nós somos um país conservador […] Não vai ter questão dessa forma [referente ao Pajubá] no ano que vem porque nós teremos acesso à prova antes”, afirmou ele.

A fala do presidente foi entendida como uma forma de censura à inclusão de perguntas sobre diversidade no Exame Nacional do Ensino Médio e gerou revolta na web.

Confira:

https://twitter.com/itilauro/status/1061035368819109888

Entenda

Durante a aplicação do primeiro dia das provas do Enem uma das questões de linguagem, códigos e suas tecnologias versava sobre o “Pajubá” espécie de dialeto da comunidade LGBT – que engloba gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.

Na questão, discorria-se sobre o dialeto que tem origem no iorubá, mas que ganhou adaptação, principalmente, pelas travestis.

A pergunta foi uma das mais repercutidas e celebradas pelos internautas que reconheceram a importância do tema em um exame a nível nacional. Por outro lado, simpatizantes da extrema direita rechaçaram o questionamento, apontado, inclusive pelo futuro presidente da República, como uma “doutrinação”.

Em entrevista ao Datena, no Brasil Urgente da Band, na segunda-feira, 5, Jair Bolsonaro já havia feito críticas à questão, classificada por ele como uma “doutrinação desacerbada (sic)”.

“Um vexame você ver o que cai na prova do Enem, uma doutrinação desacerbada. Vou fazer o possível para fazer o Brasil diferente, construir e desconstruir o que foi feito até o momento. Não tenho implicância com LGBT, mas uma questão de prova que entra na linguagem secreta de gays e travestis não mede conhecimento nenhum”, afirmou na ocasião.

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