Jair Bolsonaro indica ‘censura’ ao Enem e gera revolta na web

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‘Brasil é conservador’, diz Bolsonaro em novo ataque ao Enem

O presidente eleito fez duras críticas à questão sobre o dialeto secreto das travestis

Por: Redação | Comunicar erro
Jair Bolsonaro
Crédito: José Cruz/Agência BrasilJair Bolsonaro disse que o “Brasil é um país conservador”

O presidente eleito do Brasil Jair Bolsonaro, voltou a utilizar as redes sociais para fazer pronunciamento à nação nesta sexta-feira, 9, e aproveitou para atacar, mais uma vez, questão do Enem sobre dialeto das travestis e afirmou que, a partir de 2019, o Exame Nacional do Ensino Médio não terá mais questões do tipo.

Para ele, o próximo ministro da Educação – ainda não foi indicado quem assumirá a pasta em seu governo – precisará compreender que o “Brasil é um país conservador”.

“Precisamos de um ministro [da Educação] que entenda que nós somos um país conservador […] Não vai ter questão dessa forma [referente ao Pajubá] no ano que vem porque nós teremos acesso à prova antes”, afirmou ele.

Durante a aplicação do primeiro dia das provas do Enem uma das questões de linguagem, códigos e suas tecnologias versava sobre o “Pajubá” espécie de dialeto da comunidade LGBT – que engloba gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis.

Na questão, discorria-se sobre o dialeto que tem origem no iorubá, mas que ganhou adaptação, principalmente, pelas travestis.

A pergunta foi uma das mais repercutidas e celebradas pelos internautas que reconheceram a importância do tema em um exame a nível nacional. Por outro lado, simpatizantes da extrema direita rechaçaram o questionamento, apontado, inclusive pelo futuro presidente da República, como uma “doutrinação”.

Combate à educação sexual

Na conversa via redes sociais, Bolsonaro citou mais uma vez o combate à educação sexual nas escolas, por entender que essa é uma obrigação dos pais e não dos professores.

“Quem ensina sexo é papai e mamãe e acabou, ponto final, não precisamos discutir esse assunto”, declarou, em tom peremptório.

Até o momento, Jair Bolsonaro indicou sete ministros: Paulo Guedes (Economia); Onyx Lorenzoni (Casa Civil); General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia); Sergio Moro (Justiça) e Tereza Cristina (Agricultura).

Faltam ser revelados os ocupantes dos ministérios da Educação, Meio Ambiente, Saúde e Relações Exteriores. Em seu governo, o militar resolveu extinguir o ministério do Trabalho que será anexado à outra pasta.

Bolsonaro diz que questão do Enem sobre travestis é ‘doutrinação’

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