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Motorista de aplicativo sequestra estudante e a leva para motel

A jovem passou por exames de corpo de delito, pois há suspeita de estupro

Por: Redação
Crédito: Istock/coldsnowstormO caso ocorreu em Manaus

Um motorista de aplicativo, de 49 anos, foi preso suspeito de sequestrar, dopar e levar para um motel uma estudante de 18 anos na noite desta quinta-feira, 12, em Manaus. A jovem passou por exames de corpo de delito, pois há suspeita de estupro, de acordo com a polícia. As informações são do G1.

De acordo com a reportagem, o supervisor de área da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), tenente Eduardo Pinheiro, disse que motociclistas, que testemunharam o sequestro, procuraram ajuda com uma equipe policial. Pouco tempo depois, o veículo foi visto na Avenida Itaúba e os agentes foram atrás do suspeito.

Quando a polícia parou o carro, encontrou um homem e uma mulher, que contou que foi forçada a entrar no automóvel e levada para um motel. No local, ele teria a obrigado a tomar um líquido rosa, que estava dentro do veículo.

Antes de dopar a vítima, o homem teria feito a jovem passar as mãos em suas partes íntimas. Ela não recorda do que aconteceu depois de beber o líquido.

O motorista foi preso em flagrante por sequestro e cárcere privado, mas, se confirmado exame de corpo de delito, irá responder por estupro também. A polícia investigará se ele fez isso com outras mulheres na mesma situação, já que encontrou selfies em seu celular com possíveis vítimas.


O que fazer caso eu seja vítima de estupro?

  • Cuide da sua saúde em primeiro lugar. Antes de se preocupar com as medidas legais é importante receber atendimento médico, se necessário. Existem centros especializados em saúde da mulher que costumam estar melhor preparados para os casos de violência sexual.
  • Chame a polícia ou vá até uma delegacia.
  • Será feito um boletim de ocorrência e você será encaminhada, em seguida, a um hospital para realizar exames e receber medicamentos para prevenir doenças sexualmente transmissíveis (como o HIV), além de receber a pílula do dia seguinte para evitar gravidez, caso já não tenha passado por atendimento médico.
  • O boletim de ocorrência logo após o crime é importante para que seja feito o exame de corpo de delito (realizado por um médico no Instituto Médico Legal — IML). Por essa mesma razão, não é recomendável que a vítima tome banho após o ocorrido, pois isso pode impedir a coleta de algumas provas importantes para a investigação e posteriormente para o processo criminal (ex: identificação da presença de sêmen o que pode auxiliar até na identificação do autor). Além disso, é importante guardar as roupas usadas no momento do crime para coleta de provas. O DNA do autor pode ser coletado destas peças de roupa, por exemplo.
  • Nos casos em que houve o uso de drogas como o “Boa Noite Cinderela” é importante que a vítima faça o Exame Toxicológico (através de exame de sangue e urina) em no máximo 5 dias após a ingestão. O ideal é fazê-lo o quanto antes possível.

Apesar dessa ser a ordem ideal, é sempre necessário compreender o contexto e a situação emocional da vítima, respeitando suas decisões. É importante não pressionar a vítima, já que, em muitos casos, a violência fragiliza e traumatiza e a pressão pode agravar esse quadro. Isso, no entanto, não significa que devamos ser omissos. O importante é escutar e apoiar a vítima, para que ela se sinta amparada e fortalecida para lidar com a situação.

Sobre tal aspecto, é relevante relembrar que o acolhimento e atendimento psicológico especializado podem ser decisivos para fornecer ferramentas para que a vítima possa superar o trauma vivido.

Além disso, frisamos que nunca se deve culpar a vítima pelo crime cometido contra ela. A culpa jamais será da vítima e pressão de amigos e familiares indagando sobre a roupa, comportamento, postura, circunstâncias corroboram para os altos índices de suicídio entre vítimas de estupro.

Aliás, vale ressaltar que detalhes pessoais da vida da vítima são irrelevantes até mesmo no momento da realização do boletim de ocorrência. A vida privada da vítima não tem valor jurídico uma vez que, na ocorrência de estupro, os fatos relevantes são aqueles ligados ao crime e não à vida ou passado da vítima. Muitas vezes, essas informações são utilizadas de maneira mal-intencionada para deslegitimar a vítima e duvidar do seu relato.

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