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SBP solicita proibição de funks considerados nocivos à infância

Por: Renata Penzani

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) protocolou nesta quarta-feira, 7 de fevereiro, uma representação junto ao Ministério Público da Infância e Juventude do Rio de Janeiro. A motivação da ação são as músicas “Surubinha de Leve”, de MC Diguinho, e “Oh Novinha”, de MC Don Juan. O objetivo é censurar as músicas como forma de regular o acesso de crianças e adolescentes ao seu conteúdo.

Em nota oficial, a SBP afirma que tais produções são nocivas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. A iniciativa integra um plano de ação da entidade, que regularmente vem cobrando do Ministério Público medidas contra a veiculação de canções e outros produtos culturais com conteúdo inadequado.

Esta semana, a representação foi encaminhada para a Procuradoria Geral da República, solicitando “providências para interromper a reprodução imediata das músicas”. No texto de defesa da SBP, a instituição defende que as referidas produções “promovem o estupro, a violência e outros crimes, bem como incitam o desrespeito às mulheres, podendo ser elementos prejudiciais na formação de crianças e adolescentes”.

REPRESENTAÇÃO – A SBP levou, nesta semana, uma representação à Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo que o órgão…

Posted by Sociedade Brasileira de Pediatria on Thursday, February 8, 2018

“A prevenção contra a apologia ao estupro, contra o estímulo ao consumo precoce de álcool e drogas e contra a banalização do corpo e das relações sexuais são foco de uma representação que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) junto ao Ministério Público Federal e Ministério Público da Infância e Juventude do Estado do Rio de Janeiro. A entidade está preocupada com a exposição de crianças e adolescentes a produtos culturais (canções, clipes, games, filmes, seriados, etc.), cujo conteúdo pode fragilizar ainda mais o processo de formação e desenvolvimento dessa população”

Na página da instituição, mães, pais e usuários têm se manifestado em relação à medida. Por meio dos comentários deixados nos posts de divulgação da ação, percebe-se que a maioria se mostra favorável. “Parabéns pela iniciativa. As crianças merecem produtos culturais que respeitem o seu desenvolvimento físico, psíquico e emocional”, disse um usuário. “A proteção da infância é dever de toda a sociedade. Parabéns pela iniciativa!”, defendeu outro.

Em janeiro deste ano, as plataformas de música e audiovisual Spotify, Deezer e YouTube retiraram do ar a música “Só Surubinha de Leve”, sob acusações de apologia ao estupro. A estudante paraibana Yasmin Formiga, de 20 anos, foi quem iniciou os protestos contra a música nas redes sociais. “Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano”, declarou ela em uma postagem que viralizou nas redes.

Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música…

Posted by Yasmin Formiga on Monday, January 15, 2018

Porém, a questão acende uma discussão mais ampla sobre proteção à infância e até mesmo sobre o próprio conceito de Cultura. Como formar educadores e professores aptos a discutir valores e formação de identidade com as crianças? Como garantir, de forma efetiva, os direitos das crianças em questões como consumo cultural? Como abrir, em âmbito familiar, um caminho de diálogo aberto e consciente sobre assuntos considerados tabus, como sexualidade, desigualdade de gênero, violência urbana e sexual? Refletir sobre essas questões é fundamental quando o assunto é desenvolvimento infantil.

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