Tabata Amaral se irrita ao aparecer em charge e inicia bate-boca na web

A charge publicada pela antropóloga Débora Diniz, convida a deputada para uma conversa sobre aborto, tema que ela considera um 'dilema' para mulheres

Por: Redação
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Tabata Amaral foi convidada para um debate sobre aborto pela antropóloga Debora Diniz, em um post no Instagram, ilustrado por uma charge em que a deputada federal pelo PDT-SP aparece em cima do muro. A imagem irritou Tabata que ao responder o post iniciou um bate-boca na internet, nesta sexta-feira, 21.

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Crédito: Reprodução/InstagramTabata Amaral se irrita ao aparecer em charge e inicia bate-boca na web

O convite aconteceu após Tabata Amaral ter dito que aborto seria um ‘dilema’ para mulheres. Para a antropóloga Débora Diniz, “o dilema é a narrativa do patriarcado”, escreveu ela na publicação que irritou a deputada. “Para uma feminista, o dilema patriarcal se transforma em escolhas sobre prender ou não prender mulheres; adoecer ou cuidar de mulheres; forçar a menina de 10 a gestar, ou cuidar dela”, continuou.

“Só não há feminista que ignore que aborto é sobre a vida das mulheres”, afirmou Débora Diniz e em seguida convidou a Tabata para debater o aborto.

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Deputada Tábata @tabataamaralsp descreveu o aborto como um dilema. E se definiu como “feminista”. Queria conversar porque o aborto não é um dilema, e porque não há feminista que aceite mulher presa por aborto. Se a deputada aceitar, adoraria uma conversa. • Um dilema é quando só há duas respostas possíveis para uma questão. Para uma feminista, não há dilema: optamos por cuidar, respeitar e reconhecer o direito das mulheres à vida livre de coerção • Eu também já pensei que o aborto seria um dilema moral. Até escrevi sobre isso. Outros momentos o descrevi como “conflito moral”. Mas depois entendi que estava errada. Nas duas tentativas. Percebi como o marco analítico de onde partia meu pensamento era o do patriarcado que se crê neutro e nos coloniza o pensamento. • O dilema é a narrativa do patriarcado. Para uma feminista, o dilema patriarcal se transforma em escolhas sobre prender ou não prender mulheres; adoecer ou cuidar de mulheres; forçar a menina de 10 a gestar, ou cuidar dela. • Assim, respeito o desejo de @tabataamaralsp de ser feminista na pauta educacional ou de violência contra as mulheres. Jamais faria o papel de avaliadora de feminismo de ninguém. Autointitular-se feminista já é grande passo e precisa ser celebrado. • Só não há feminista que ignore que aborto é sobre a vida das mulheres. Explico em artigo publicado na @marieclairebr por que não acredito feminista que fale em “contra aborto” ou “em dilema do aborto”. • Ficaria muito honrada e feliz se a deputada @tabataamaralsp aceitasse meu convite para uma conversa. Sua voz é importante à democracia. Poderíamos conversar sobre a impossibilidade de ser uma feminista e não ter posição explícita favorável à descriminalização do aborto. É pela vida das meninas e mulheres. • artigo https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Debora-Diniz/noticia/2019/01/debora-diniz-nao-ha-como-ser-feminista-e-ser-contra-o-aborto.html

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A ilustração fez a deputada reagir mudando de assunto, deixando totalmente de lado o tema inicial da conversa, que era o aborto. Tabata Amaral disse que foi “surpreendida” pela charge, a qual classificou de “machista”. Para a deputada, a declaração de Débora é contraditória. “Então você é feminista e, do seu pedestal de sororidade e empoderamento feminino, posta uma charge pra chamar atenção nas redes sociais?”, afirmou.

Crédito: Reprodução/InstagramTabata Amaral se irrita ao aparecer em charge e inicia bate-boca na web

Confira a repercussão na internet: