Como se preparar para estudar em uma universidade no exterior

Veja quais etapas estudantes brasileiros precisam considerar para se candidatar a uma universidade internacional, dos documentos à proficiência em inglês

Escolher o país, a cidade ou a universidade onde estudar é apenas o início para quem pretende fazer uma graduação ou pós-graduação no exterior. Para transformar o interesse em uma carta de admissão, estudantes brasileiros precisam se antecipar aos ciclos de seleção e conhecer os critérios exigidos por cada instituição. Documentação, requisitos acadêmicos, proficiência em inglês, exames e prazos fazem parte desse processo.

Com os períodos de admissão se aproximando em universidades de diferentes países, organizar cada etapa com antecedência permite reunir documentos, realizar exames e identificar possíveis lacunas na preparação. Como as exigências variam de acordo com a instituição, o país e o programa escolhido, conhecer os critérios antes de iniciar a candidatura ajuda a evitar imprevistos.

Como se preparar para estudar em uma universidade no exterior
Como se preparar para estudar em uma universidade no exterior - yujie chen/iStock

“Um dos principais erros cometidos por estudantes que planejam estudar no exterior é focar apenas na universidade e no destino, deixando a análise dos requisitos de candidatura para depois. O processo exige planejamento, e em muitos casos os estudantes precisam começar a se preparar meses antes do prazo final”, explica Michelle Cripps, diretora de Gestão de Canais – Américas na ETS a organização por trás do TOEFL).

Documentos e requisitos para conquistar uma vaga

O primeiro passo é identificar os programas e as universidades que estão de acordo com os objetivos acadêmicos e profissionais do estudante. Depois, é necessário verificar individualmente as condições de admissão de cada instituição.

Entre os documentos que podem ser solicitados estão históricos escolares e acadêmicos, documentos de identificação, currículo, cartas de recomendação e declarações pessoais ou redações, conhecidas como essays. Algumas universidades também estabelecem a apresentação de resultados em exames específicos como parte da seleção.

A comprovação de proficiência no idioma utilizado no curso também pode estar entre as exigências. Por isso, antes de realizar qualquer teste, o estudante deve verificar quais exames são aceitos pela universidade e pelo programa escolhido.

Outra etapa é organizar um cronograma com todas as datas do processo. A programação pode incluir períodos para reunir documentos, preparar e realizar exames, produzir redações e enviar a candidatura. O planejamento ajuda a evitar que diferentes tarefas e prazos se sobreponham.

Proficiência em inglês

Para estudantes que pretendem ingressar em universidades internacionais, a comprovação de proficiência em inglês pode ser uma das etapas da candidatura. Além de verificar o nível exigido, é necessário identificar qual exame é aceito pela instituição e reservar tempo para a preparação.

O TOEFL iBT, aplicado pela ETS, é aceito por mais de 13 mil instituições em mais de 160 países e pode ser utilizado para comprovar a proficiência em inglês em processos seletivos internacionais.

“Os estudantes precisam enxergar a proficiência em inglês como parte do planejamento geral de estudar no exterior, e não como uma etapa que pode ser resolvida de última hora. Saber com antecedência qual exame a universidade exige, entender o próprio nível de proficiência e estabelecer uma rotina de preparação podem tornar o processo mais previsível”, afirma Michelle.

Os testes de proficiência também avaliam habilidades relacionadas ao uso do inglês no ambiente acadêmico. Entre elas estão compreender aulas, participar de discussões, desenvolver trabalhos e apresentar ideias. Essas competências fazem parte da rotina de estudantes em universidades internacionais e podem ser importantes para acompanhar o curso depois da admissão.

Erros que podem comprometer a candidatura

A quantidade de etapas envolvidas no processo de admissão aumenta a possibilidade de descuidos que podem afetar a candidatura. Um deles é deixar o planejamento para a última hora. Pesquisar universidades e requisitos apenas quando o prazo está próximo pode reduzir as opções disponíveis e limitar o tempo para a preparação dos exames.

Outro ponto é considerar que todas as universidades seguem os mesmos critérios. Documentos solicitados, exames obrigatórios e níveis de proficiência podem variar entre instituições e programas. Por isso, cada candidatura precisa ser analisada individualmente.

Os prazos também exigem atenção. Além da data limite para enviar a candidatura, podem existir períodos específicos para apresentação de documentos e resultados de exames. Manter um calendário com todas essas datas ajuda a acompanhar as diferentes etapas.

A documentação deve ser revisada antes do envio. Históricos escolares e acadêmicos, cartas de recomendação, redações e outros documentos exigidos precisam estar completos e de acordo com as orientações da instituição.

Deixar a preparação para o exame de inglês para a última hora também pode comprometer o cronograma. Quando a comprovação de proficiência é obrigatória, o estudante precisa considerar o período de preparação, a realização da prova e o tempo necessário para que o resultado seja enviado à universidade.

Como organizar a preparação

Para quem pretende iniciar uma graduação no exterior, a candidatura pode ser tratada como um projeto dividido em etapas. O planejamento começa pela identificação das universidades de interesse e segue com a análise dos requisitos, a organização dos documentos e a preparação para os exames.

“Estudar no exterior é uma decisão que envolve investimento de tempo, recursos e planejamento. O ideal é que os estudantes não esperem a abertura das inscrições para começar a se preparar. Ter um destino claro em mente, entender os requisitos e estabelecer prioridades pode ajudar a reduzir imprevistos e permitir que os candidatos concentrem seus esforços no que realmente será exigido na candidatura”, explica Michelle.

A preparação para a proficiência em inglês também pode fazer parte desse cronograma. Segundo a ETS, o estudante pode identificar antecipadamente quais universidades exigem ou aceitam o TOEFL iBT e verificar seu nível atual de proficiência por meio dos Testes Práticos Oficiais do TOEFL. A partir dessas informações, o exame pode ser incluído no planejamento da candidatura.