São Paulo recebe feira gratuita para quem quer estudar fora

Evento da CI apresenta programas acadêmicos e profissionais em mais de 14 países, além de consultoria universitária gratuita

Estudar no exterior deixou de estar ligado apenas ao aprendizado de um novo idioma. Para estudantes brasileiros, a experiência também pode ser uma etapa da formação acadêmica, uma forma de ganhar experiência profissional e uma oportunidade de construir uma trajetória em outro país. De olho nesse público, a CI Intercâmbio realiza este mês a Feira de Educação Internacional, com programação voltada a diferentes perfis e momentos da vida escolar e profissional.

O evento reúne mais de 40 expositores e representantes de mais de 14 países para apresentar opções de estudo nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Espanha, Portugal, Itália, França, Suíça, Alemanha e Emirados Árabes Unidos. Entre as alternativas estão cursos de idiomas, programas de trabalho e estudo, High School, intercâmbio teen, colleges, graduação, pós-graduação, mestrado, MBA e programas esportivos.

Feira gratuita de intercâmbio reúne mais de 40 expositores de 14 países
Feira gratuita de intercâmbio reúne mais de 40 expositores de 14 países - iStock/cacio murilo de vasconcelos

A programação também inclui palestras, atendimento individual e orientações para quem ainda está na fase de definir o destino ou o tipo de curso. A proposta é colocar no mesmo espaço instituições de ensino e especialistas em educação internacional para que o visitante possa comparar possibilidades antes de tomar uma decisão.

Entre os temas que devem chamar a atenção dos estudantes estão as oportunidades para atletas que pretendem continuar a prática esportiva durante a formação acadêmica. As chamadas bolsas esportivas podem permitir que estudantes conciliem estudos e treinamento em instituições estrangeiras, especialmente nos Estados Unidos.

Bolsas para quem quer estudar e competir

Nos Estados Unidos, o esporte universitário faz parte da estrutura de muitas instituições de ensino. Para estudantes-atletas, esse sistema pode abrir uma possibilidade diferente de ingresso e permanência no ensino superior, com bolsas que podem contribuir para os custos relacionados à formação.

A modalidade exige, porém, preparação diferente de uma candidatura acadêmica convencional. Além das notas e do histórico escolar, o estudante precisa apresentar informações sobre sua trajetória esportiva, desempenho e resultados. Em algumas modalidades, vídeos de competições também podem fazer parte do processo de avaliação.

Durante a feira, estudantes e famílias poderão conhecer os caminhos disponíveis para quem pretende buscar uma oportunidade desse tipo. A orientação pode ajudar a entender quais documentos são necessários, quais instituições oferecem programas para determinada modalidade esportiva e como funciona o processo de candidatura.

O planejamento antecipado é outro ponto importante. Dependendo da universidade, do curso e da modalidade esportiva, o processo pode envolver etapas de avaliação acadêmica, esportiva e documental antes da aprovação.

Para o estudante que pretende seguir carreira no esporte, a experiência internacional também pode representar uma forma de manter os treinamentos durante a graduação. Para quem não pretende atuar profissionalmente como atleta, a combinação entre esporte e formação acadêmica pode fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento pessoal e profissional.

Carreira internacional começa na escolha do curso

A feira também apresenta programas voltados a quem pretende usar a formação no exterior como parte de um projeto profissional. Nesse caso, a escolha do destino não depende apenas do custo ou da duração do curso. Idioma, área de formação, possibilidades de estágio, regras para trabalho e perspectivas profissionais também entram na decisão.

Os visitantes poderão conhecer alternativas que vão desde cursos de curta duração até graduação, pós-graduação, mestrado e MBA. Há ainda programas que combinam estudo e trabalho, uma opção para quem deseja ter contato com o mercado durante o período no exterior.

Para estudantes que ainda estão no ensino médio, conhecer essas possibilidades antes de concluir a escola pode ajudar a organizar as etapas necessárias para uma candidatura internacional. Histórico escolar, proficiência em idiomas, exames, cartas de recomendação e documentação podem fazer parte dos processos de admissão, dependendo da instituição e do país escolhido.

Para quem já está formado, cursos de pós-graduação e especialização podem ser utilizados para aprofundar uma área profissional e ampliar o contato com empresas e profissionais de outros mercados.

A escolha do programa também precisa considerar o objetivo depois do curso. Estudar fora pode ser apenas uma etapa de formação ou fazer parte de um projeto de carreira internacional, e as exigências mudam de acordo com o caminho escolhido.

Consultoria para escolher universidade

Uma das atrações da Feira de Educação Internacional é a possibilidade de conversar diretamente com consultores e representantes de instituições de ensino. O atendimento pode ser útil principalmente para quem ainda não definiu onde estudar ou tem dúvidas sobre o processo de candidatura.

A orientação universitária permite discutir aspectos como escolha do curso, perfil da instituição, documentação, requisitos de admissão e planejamento da candidatura. A partir dessas informações, o estudante consegue avaliar quais alternativas estão mais próximas de seu perfil acadêmico e de seus objetivos.

Esse tipo de orientação também pode ajudar a evitar uma escolha baseada apenas no nome da universidade ou na popularidade de determinado destino. O curso pretendido, o orçamento disponível, o idioma das aulas, o custo de vida e as condições para permanência no país precisam fazer parte da análise.

Outro ponto é o planejamento financeiro. O custo de estudar fora inclui mais do que a mensalidade ou anuidade da instituição. Moradia, alimentação, transporte, seguro, documentação, passagem aérea e despesas pessoais podem representar uma parcela importante do orçamento.

Por isso, a consultoria pode ser usada também para comparar formatos de estudo. Um curso de curta duração, por exemplo, tem uma estrutura financeira diferente de uma graduação de quatro anos ou de uma pós-graduação.

Do High School ao MBA

A programação da feira atende diferentes faixas etárias. Para adolescentes, uma das opções apresentadas é o High School, que permite cursar parte do ensino médio em outro país. Há também programas de intercâmbio teen, voltados a estudantes mais jovens e com duração que pode variar de acordo com a proposta.

Para quem está na etapa seguinte, os colleges e universidades oferecem alternativas de graduação em diferentes áreas. Já profissionais formados podem encontrar programas de pós-graduação, mestrado e MBA.

Os cursos de idiomas permanecem entre as possibilidades mais procuradas por quem deseja fazer uma primeira experiência internacional. Eles podem ser combinados com atividades culturais e, em alguns países, com programas que permitem trabalhar dentro das regras locais.

A variedade de formatos é justamente um dos pontos centrais da feira. Em vez de apresentar apenas uma modalidade de intercâmbio, o evento reúne alternativas que podem atender desde quem quer passar algumas semanas fora até quem pretende construir toda a formação acadêmica em outro país.

Quatro cidades e participação online

A Feira de Educação Internacional terá quatro edições presenciais em setembro. Em São Paulo, o evento será realizado no dia 12; Campo Grande recebe a programação no dia 15; Brasília, no dia 17; e Goiânia, no dia 19.

Além das edições presenciais, haverá transmissão online para participantes de outras regiões do País. A modalidade permite acompanhar a programação e obter informações sobre os programas mesmo sem comparecer a uma das cidades.

A entrada é gratuita e aberta ao público. Para participar presencialmente, é necessário realizar a inscrição. A feira também disponibiliza uma modalidade de participação online.