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‘Como se eu tivesse feito algo errado’, diz Bruno Krupp no hospital

O ator foi chamado de assassino e rebateu, em vídeo gravado dentro da unidade de saúde. Para ele, o que aconteceu foi um acidente

Por: Redação

‘Como se eu tivesse feito algo errado’, disse Bruno Krupp no hospital, em um vídeo obtido pela TV Globo e gravado dentro do hospital, após ter sido chamado de ‘assassino’ na unidade de saúde por ter matado o adolescente de 16 anos, João Gabriel Cardim Guimarães, atropelado. O modelo conduzia uma moto em alta velocidade, sem carteira de habilitação, e alega que o ocorrido foi um ‘acidente’.

Crédito: Reprodução‘Como se eu tivesse feito algo errado’, diz Bruno Krupp no hospital

Bruno Krupp está preso sob custódia, mesmo dentro do hospital, após decisão da Justiça do Rio. Ele responde por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Três dias antes do acidente, o modelo já havia sido pego em uma blitz sem habilitação.

De acordo com a TV Globo, Bruno ainda passará por uma cirurgia na clavícula.

No vídeo, em que fala sobre o episódio, Krupp aparece em uma maca e com curativos em várias partes do corpo e reclama de ter sido chamado de “assassino”. Ele negou ter fugido do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para onde havia sido levado inicialmente e do qual teve alta no domingo, 31. O modelo foi encontrado na manhã desta quarta-feira, 3, em um hospital no Méier, onde está internado sob custódia policial.

“Eu fui levado de ambulância, não fugi do hospital, não fugi dos médicos. Eu estava morrendo no hospital, os empregados me tratando mal no hospital, batendo com a maca no corredor, me chamando de assassino, como se eu tivesse feito alguma coisa errada”, declarou Bruno no vídeo.

“Eu não bebi, eu não usei droga. Foi um acidente, gente!”, apela Bruno Krupp

“Gente, pelo amor de Deus, eu sou a última pessoa que queria que isso tivesse acontecido. Pode ter certeza de que eu queria que o pior tivesse acontecido comigo”, diz ele no vídeo.

Decisão da Justiça

De acordo com a Justiça, Bruno pilotava a moto a pelo menos 150 km/h quando atropelou o adolescente, na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, onde o limite de velocidade é de 60 km/h.

Além disso, a Justiça decidiu pela prisão preventiva, também pelo modelo estar sem carteira de habilitação, e a moto, sem placa. A situação era a mesma de quando ele foi parado em uma blitz da Lei Seca, três dias antes.

“A situação por ele vivida três dias antes, ao ser parado em uma blitz, não foi suficiente para alertar-lhe dos riscos de direção perigosa e em contrariedade ao que dispõe a lei e o bom-senso. Em outras palavras: não foi o bastante que tivesse sido parado pelos agentes da Lei Seca”, destacou a juíza Maria Izabel Pena Pieranti, citando outros dois inquéritos que investigam o modelo.

“Ser pego na situação já descrita não teve qualquer efeito didático. Ao contrário, adotou conduta mais ainda letal, acabando por tirar a vida de um jovem que estava acompanhado de sua mãe, ressaltando-se que Bruno não é um novato nas sendas do crime”, alega a juíza.

Em sua decisão, ela ainda cita a brutalidade do acidente, pois a perna do adolescente atropelado por Krupp foi “violentamente amputada no momento da colisão”.

O que diz a defesa

De acordo com o advogado de Bruno Krupp, William Pena, responsável pela defesa de Krupp, disse que a moto que o modelo pilotava teve uma pane nos freios antes do atropelamento

Ainda segundo Pena, não houve dolo na ação de Bruno, isso quer dizer que, para o advogado seu cliente não teve a intenção de praticar o ato, mesmo admitindo que Krupp estava rápido demais.

“Eu até acredito que sim (estava rápido demais). Mas uma moto de quase mil cilindradas, a juventude de hoje quer dar uma arrancada e ele vai pagar o preço pelo erro que cometeu de imperícia”, disse.

“Não houve dolo. Ninguém sai de casa para matar ninguém atropelado. ‘Ah, eu vou ali atropelar alguém na esquina’. Tá havendo um certo exagero com tudo que estão publicando. Não há perícia, foi desfeito o local do acidente”, disse William Pena.

O advogado criticou decisão pela prisão preventiva de Bruno Krupp. “Agora, não se pede a prisão preventiva de uma pessoa fundamentando apenas com o que viram no Instagram, que o cara é isso, que o cara é aquilo. Venhamos e convenhamos, né?”.

Para Willian, a Justiça errou. “Não há fundamentação lógica para isso. Pecou o judiciário ao pedir a prisão dele sem sequer ouvi-lo, sem ouvir nenhuma testemunha, sem avaliar as câmeras da Cet-Rio”, disse o advogado.

Ele ainda sustentou que a moto estava emplacada e explicou porque Krupp não tinha habilitação. “Estava emplacada sim (a moto) e com os documentos dele. Ele só não tinha habilitação ainda porque o Detran, salvo engano, o Detran já tinha aferido a carteira dele, ele só não tinha pego a carteira ainda”, argumentou o advogado.

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