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Os 10 melhores filmes e séries protagonizados por atores LGBTQ+

Todos estão disponíveis em canais de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+, HBO Max ou GloboPlay

Por: Redação

Nem sempre um artista LGBTQ+ pôde sentir orgulho de declarar ao mundo a sua orientação sexual ou verdadeira identidade de gênero. No mundo de fantasia e encantamento do cinema e da televisão, sair do armário significou, por muito tempo, abrir mão da imagem de galã ou mocinha e ser condenado a uma vida de papeis secundários.

Em Hollywood, cidade americana considerada a meca do cinema mundial, no passado, acreditava-se que se a homossexualidade de seus astros viessem a público suas carreiras poderiam ser destruídas e também afetar nas bilheterias de seus filmes no cinema – e por essa razão era “omitida ao máximo.

Muitos deles, inclusive, morreram sem revelar sua sexualidade como Cary Grant, um dos maiores galãs da “Era de Ouro” de Hollywood. Após sua morte, veio a público que ele manteve por mais de uma década um relacionamento homoafetivo com o também ator Randolph Scott.

Atualmente, embora chutar a porta do armário ainda não seja uma tarefa fácil, sobretudo para quem ganha a vida com o show business, muitos atores e atrizes têm optado por declarar suas orientações. E, ao contrário do que temiam seus predecessores, essas pessoas têm descoberto um mundo de possibilidades em suas carreiras sendo quem realmente são. Além disso, ainda estão inspirando e ajudando uma geração inteira de jovens a não ter medo e a sentir orgulho de si mesmos.

Veja abaixo alguns filmes e séries protagonizados por atores e atrizes assumidamente LGBTQ+:

Juno

Juno é uma dramédia de 2007 dirigida por Jason Reitman e escrita por Diablo Cody. Na trama, uma adolescente de mente independente enfrenta uma gravidez não planejada e os eventos subsequentes que colocam pressões da vida adulta sobre ela.

Crédito: ReproduçãoElliot Page antes da transição ao lado do ator Michael Cera no filme Juno

O filme, que foi gravado em apenas 31 dias e com um orçamento de cerca de seis milhões de dólares, foi um sucesso grandioso e conseguiu arrecadar mais de 100 milhões em apenas algumas semanas. Juno ganhou um Oscar de Melhor Roteiro Original (para Diablo Cody) e ainda indicações a Melhor Filme, Melhor Diretor (Jason Reitman) e Melhor Atriz (Ellen Page).

Em 2020, a então atriz Ellen Page – protagonista do filme – anunciou ao mundo que é transgênero e desde então passou a se chamar Elliot Page. Ele também é conhecido por papéis em filmes como X-Men, A Origem e pela série The Umbrella Academy, nos quais ainda é creditado com seu nome feminino.

Onde assistir: Amazon Prime Video

Tatuagem

O longa-metragem se passa em 1978, ano em que a ditadura militar começa a dar sinais de esgotamento. A história é centrada, principalmente, em uma trupe de artistas, que se apresenta em um misto de teatro e cabaré chamado Chão de Estrelas, na região de Recife.

Crédito: ReproduçãoFininha (Jesuíta Barbosa) e Clécio Wanderley (Irandhir Santos) estrelam o longa Tatuagem

O protagonista do longa é Clécio Wanderley (papel de Irandhir Santos), dono da casa de espetáculos Chão de Estrelas, local em que acontecem performances carregadas de bom humor e de afronta ao autoritarismo conservador da ditadura militar, com boas doses de liberdade artística.

O mundo de Clécio colide com o do jovem soldado Fininha (Jesuíta Barbosa) e o encontro da rigidez militar com a subversão do cabaré muda a vida de ambos.

Vencedor de diversos prêmios nos festivais de Gramado e do Rio, além de ter sido aclamado pela crítica, “Tatuagem” foi escrito e dirigido por Hilton Lacerda, que antes já tinha seu nome ligado a outras importantes produções do cinema realizado em Pernambuco, como “Baile Perfumado”, “Amarelo Manga” e “Febre do Rato”.

Tanto o protagonista do filme, o ator Irandhir Santos, quanto Jesuíta Barbosa, já fizeram declarações públicas a respeito de suas orientações sexuais e são assumidamente gays.

Onde assistir: Netflix

Blue Jay

Lançado em 2016, Blue Jay é um drama independente dirigido por Alex Lehmann, filmado totalmente em preto e branco e que conta a história de dois ex-namorados que se reencontram 24 anos depois, por acaso, em um supermercado.

Crédito: ReproduçãoMark Duplass e Sarah Paulson vivem Jim e Amanda em Blue Jay

Na história, Jim (Mark Duplass) e Amanda (Paulson) começam a conversar e a relembrar o período em que passaram juntos na adolescência ao mesmo tempo em que passam a conhecer as novas pessoas que se tornaram. O filme se passa  em um período de menos de um dia e tem um total de três personagens com falas.

A co-protagonista, Sarah Paulson, se assumiu bissexual em 2007 namorava a atriz Cherry Jones com quem ficou por cinco anos. Há sete, ela está em um relacionamento com outra colega, a atriz Holland Taylor, de 77 anos.

Onde assistir: Netflix

Greta

Inspirado na peça “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, do dramaturgo Fernando Melo, lançada no início dos anos 1970, o longa de 2019, é dirigido pelo cearense Armando Praça e estrelado por Marco Nanini.

Crédito: ReproduçãoMarco Nanini e Denise Weinberg vivem Pedro e Daniela no longa Greta

Na história, o enfermeiro Pedro (Nanini), um homem gay solteiro de 70 anos, trabalha em um hospital público de Fortaleza e é aficionado por Greta Garbo, estrela da Era de Ouro do cinema hollywoodiano.

Em um dia de folga, ele precisa levar a amiga Daniela (Denise Weinberg) que está em estado terminal de câncer para ser internada. Por falta de leito no hospital, o enfermeiro decide ajudar o assassino Jean (Démick Lopes), um paciente desesperado para ir embora.

Pedro o ajuda a fugir e ao escondê-lo em sua própria casa, acaba se envolvendo afetiva e sexualmente com o homem acusado de cometer um crime.

Conhecido por papéis na Rede Globo, como o Lineu, da Grande Família, o ator Marco Nanini é bem discreto em relação à sua sexualidade, mas também não faz questão de escondê-la. Ele é casado há mais de 30 anos com o produtor Fernando Libonati.

Onde assistir: GloboPlay

A Minha Vida Como JT Leroy

Filme com Kristen Stewart e Laura Dern recria a história real de uma das maiores farsas literárias de todos os tempos: JT LeRoy, um escritor inventado pela roteirista Laura Albert e encarnado durante seis anos por sua cunhada.

Crédito: ReproduçãoKristen Stewart e Laura Dern protagonizam o filme que retrata a história real da maior farsa literária de todos os tempos

JT LeRoy, o suposto ex-garoto de programa soropositivo abusado sexualmente na infância pela mãe prostituta viciada em drogas, recriou sua trajetória nos livros “Sarah” (2000) e “Maldito coração”(2001) e virou best seller internacional. Com o sucesso, ele atraiu a atenção de críticos e de celebridades como Gus Van Sant, Courtney Love e Winona Ryder.

Com seu visual andrógino, fazia esporádicas aparições públicas e esteve até em Paraty, na Flip de 2005. Mas JT LeRoy nunca existiu. Tudo não passou de invenção da escritora e roteirista americana Laura Albert (vivida no longa por Laura Dern) e de seu marido Geoffrey.

No filme, quem interpreta o falso escritor (que na verdade se chamava Savannah) é Kristen Stewart, atriz assumidamente lésbica que ficou conhecida por dar vida à inocente Bella, da saga “Crepúsculo”, produção que fez bastante sucesso entre 2008 e 2012.

Onde assistir: Apple TV+

Manhãs de Setembro

Cassandra é uma mulher trans negra, motogirl de aplicativos e aspirante a cantora em São Paulo. Na luta pela conquista de seus sonhos, ela consegue alugar um apartamento próprio, tem um namorado amoroso, um trabalho que paga os boletos e está cada vez mais perto de realizar o sonho de ser uma artista cover da renomada Vanusa.

Crédito: ReproduçãoLiniker como Cassandra em Manhãs de Setembro

Porém, sua vida é abalada quando a personagem descobre que uma noite de romance há 10 anos com Leide (Karine Teles) gerou um fruto: Gersinho (Gustavo Coelho). Ao saber da surpresa, Cassandra tenta renegar o filho e seguir a vida, mas o destino não deixa.

A série mostra o impacto que a descoberta traz à vida da mulher e incomoda ao vê-la tentar replicar a atitude de diversos homens com o abandono parental.

Entre as diversas facetas de Cassandra exploradas em contextos familiares, amorosos e sociais, destaca-se a de fã. No drama, Cassandra tem em Vanusa uma espécie de inspiração e guia e a própria faz parte da trilha sonora com versões de “Paralelas” e “Como Vai Você”, que ganham novos contrastes na voz de Liniker.

Conhecida por seu trabalho como cantora à frente da banda Liniker e Os Caramelows, em ela foi a primeira cantora trans a receber uma indicação ao Grammy Latino.

Onde assistir: Amazon Prime Video

Years and Years

Em seis episódios, a minissérie Years and Years conta a história, ao longo de 15 turbulentos anos, de 2019 a 2034, da família Lyons, ao lidar com tragédias pessoais, convulsões políticas, caos econômico e avanços tecnológicos.

Crédito: ReproduçãoRussell Tovey vive Daniel na série Years and Years

Há muitas semelhanças com outro programa de TV distópico de futuro próximo, mas, ao contrário de Black Mirro”, Years and Years consegue combinar sua visão sombria do mundo com várias narrativas e personagens absorventes.

O drama da família se desenrola em um cenário de eventos globais, que mostra desde a morte da Rainha Elizabeth e uma séria crise bancária até a imposição da lei marcial na Ucrânia e a construção de uma ilha artificial e uma base militar na China em águas disputadas.

“Years and Years” continua avançando, nos forçando para o futuro, à medida que a economia desmorona, as calotas polares derretem, o autoritarismo político sobe e adolescentes implantam telefones nas mãos. É uma série alarmista, no sentido literal: serve como um alerta, um alerta para o que está acontecendo na frente de nossos olhos e onde isso pode levar, se não acordarmos.

A trama tem entre suas estrelas o ator Russell Tovey, que interpreta Daniel. Ele se asumiu gay há alguns anos e, em entrevista recente, de forma muito aberta e corajosa, confessou que seu pai o induziu a recorrer ao tratamento com hormônios, como uma forma de tentar curar sua homossexualidade.

Onde assistir: HBO Max

Os Rapazes da Banda

O filme The Boys in the Band conta a história de sete personagens gays que se encontram (e se desvendam) em um apartamento para comemorar o aniversário de um deles. A história se passa na cidade de Nova York, no ano de 1968, quando os sentimentos e segredos não resolvidos dos amigos amigos são revelados a partir da chegada de um convidado inesperado que aparece na festa.

Crédito: ReproduçãoOs Rapazes da Banda conta com um elenco composto apenas por atores gays

A obra, que possui outras duas adaptações, uma no cinema, em 1970, e outra na off-Broadway, em 2018, foi uma das primeiras representações da vida gay a receber qualquer tipo de atenção no mainstream. E agora, cerca de 50 anos depois de seu lançamento, os meninos estão de volta.

Fazem parte da produção os atores Jim Parsons, Zachary Quinto, Matt Bomer, Andrew Rannells, Charlie Carver, Robin de Jesus, Brian Hutchison, Michael Benjamin Washington e Tuc Watkins – e o diretor, Joe Mantello. Todos eles são abertamente gays.

Onde assistir: Netflix

I May Destroy You

Criada, escrita, codirigida e estrelada por Michaela Coel, a série I May Destroy You acompanha a vida de Arabella uma escritora iniciante que fez sucesso instantâneo e que está  atrasada no prazo para entregar o manuscrito de seu segundo livro.

Crédito: ReproduçãoMichaela Coel é Arabella em I May Destroy You, aclamada série baseada em um experiência pessoal vivida pela atriz, roteirista e diretora

Após um período na Itália, ela volta para Londres e aceita sair para tomar uns drinques com amigos. Ao fim da balada, sai cambaleando do bar e, no dia seguinte, já se pega numa reunião com seus editores, mas está machucada e não faz ideia de como chegou em casa na noite anterior.

Ao longo dos episódios, a protagonista tenta lembrar o que aconteceu com ela através de  flashes de memória em que vê a imagem de um homem desconhecido sobre ela em um banheiro.

A atriz britânica Michaela Coel é bissexual e é considerada uma artista  brilhante, tanto em suas atuações intensas e expressivas quanto em sua escrita. I May Destroy You foi baseada em uma experiência pessoal ocorrida em 2018, quando foi drogada e violentada por estranhos no meio da madrugada.

Onde assistir: HBO Max

Passing

O filme de estreia da atriz Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona) na direção, “Passing”, mergulha nas nuances da identidade racial e nas complexas realidades da ‘passagem’ racial.

Crédito: ReproduçãoIrene Redfield (Tessa Thompson) e Clare Kendry (Ruth Negga), duas mulheres negras de peles claras que “se passam” por brancas no longa de estreia de Rebecca Hall como diretora.

O thriller psicológico acompanha o conflito de Irene Redfield (Tessa Thompson) e Clare Kendry (Ruth Negga), duas mulheres negras de peles claras que podem “se passar por brancas”. A partir de um encontro conflituoso, a narrativa desponta uma trama sobre racismo e identidade durante o fim da década de 1920, em Nova York.

Íntimo é uma palavra particularmente escolhida para descrever o projeto, já que a história do filme tem um significado pessoal para todo o seu elenco – incluindo as duas protagonistas, ambas mulheres negras de peles claras – mas o projeto está particularmente conectado à história pessoal de Hall. Ela é filha do famoso diretor de teatro Peter Hall e da lendária cantora de ópera Maria Ewing. E, embora o ator britânico se passe por branco, ele, na verdade, vem de uma origem mestiça, e inclusive, seu avô materno, outro negro de pele clara, também ocultava sua verdadeira raça.

A co protagonista da obra, Tessa Thompson, é abertamente bissexual e namorou por muitos anos a atriz e cantora Janelle Monae. Recentemente, fotos da artista aos beijos com o diretor Taika Waititi e sua namorada, a cantora Rita Ora, foram divulgadas pelo Daily Mail.

Onde assistir: Netflix