MasterChef pega carona na pandemia para promover ação social no Brasil

Vencedores doarão dinheiro para instituições de caridade no momento mais crítico do país

Por: Redação

Ana Paula Padrão, Paolla Carosella, Henrique Fogaça e Erick Jacquin se reuniram nesta terça-feira, 7, com Marisa Mestiço, diretora do MasterChef Brasil, para falar sobre as expectativas com relação ao novo formato do reality show gastronômico, que estreia dia 14 de julho, em meio à pandemia do novo coronavírus.

masterchef
Crédito: Reprodução/YoutubeMasterChef terá prêmios semanais para instituições de caridade

A apresentadora do programa acredita que a maior inspiração do novo programa está na conquista de relacionar a atração de TV com uma causa social. Com a vitória de um candidato por semana, uma instituição de caridade brasileira vai se beneficiar com um prêmio em dinheiro.

“Toda vez que um participante ganha, uma instituição beneficente também ganha. A pessoa que ganhou leva o troféu, outros prêmios, e a cada episódio tem um premio em dinheiro. E isso acontece no programa por ele estar mais parecido com o Brasil que é de hoje”, disse ela à Catraca Livre.

Segundo a jornalista, a ideia é que o público se aproxime ainda mais do programa e se contagie com as causas sociais neste momento delicado de pandemia. “Todo mundo está mais solidário, mais coletivo”, disse ela sem deixar de dar uma alfinetada àqueles que continuam disseminando ódio e egoísmo. “Se não está [solidário], deveria estar. O programa tem preocupações que o Brasil todo tem hoje”, completou.

Já a chef Paola acredita que as mudanças não vão interferir em nada na qualidade do programa. Pelo contrário. A aproximação com o público só tende a aumentar com o novo formato.

“Acho que a culinária é estar junto, não estar grudado. Tem a ver com compartilhar e se emocionar junto. [O programa] Nunca foi de um cozinheiro ficar cozinhando grudado no outro. Sempre foi o cozinheiro cozinhando para ele mesmo. E as provas dessa temporada foram pensadas em cozinhas populares, com produtos mais acessíveis para quem está em casa. E isso é uma forma de união também. Quando a história que se conta é mais de todos. Não estamos tão perto de pele, mas sim de coração”, declarou.

Henrique Fogaça concordou com a colega e exaltou um ponto positivo na pandemia: a autonomia que as pessoas criaram na cozinha em tempos de quarentena. “Às vezes, há males que vem para o bem. Nesse caos que a gente está vivendo, muita gente se viu obrigado a cozinhar e se encontrou nisso. Quem tem muita informação não sabe o que quer nem o que fazer com ela. E eu entendo a cozinha como um refúgio”, destacou ele.

MASTERCHEF X MESTRE DO SABOR

Ao ser questionada sobre o espaço que o Mestre do Sabor, da Globo, criou nos últimos meses, a diretora Marisa Mestiço disse que não há com o que se preocupar e acredita que a concorrência por audiência é saudável.

“Acho que somos os pioneiros. Imagino que a gente acaba abrindo porteiras para quem veio depois. Concorrência é algo saudável, faz a gente sair do eixo, e acho natural que a gente tenha uma relação saudável. A gente se concentra no próximo passo, não vou ficar preocupada com quem vem atrás”, disse ela que contou com o complemento de Jacquin: “Concorrência? Que concorrência?”, brincou o jurado.