Recife e Olinda: veja dicas de passeios culturais, praias, gastronomia e hospedagem

Por EdiCase

Recife e Olinda estão entre os destinos mais procurados do Nordeste por reunirem patrimônio histórico, praias urbanas, centros culturais e uma gastronomia que combina tradições regionais com influências internacionais. Separadas por cerca de 7 quilômetros, as duas cidades podem ser visitadas na mesma viagem, com deslocamentos rápidos de carro ou ônibus.

A seguir, confira dicas para aproveitar a diversidade cultural e gastronômica da região!

Recife

Recife antigo, Marco Zero e Parque das Esculturas 

Uma das melhores formas de começar a conhecer Recife é pelo Recife Antigo, região onde nasceu a cidade e que concentra parte importante do patrimônio histórico local. O roteiro pode começar pelo Marco Zero, praça voltada para o porto e cercada por centros culturais. Aos finais de semana, a região costuma receber feiras de artesanato, apresentações musicais e maior circulação de turistas.

A poucos minutos de caminhada ficam a Rua do Bom Jesus, conhecida pelos casarões coloridos e galerias de arte, o Paço do Frevo e o Cais do Sertão, museus dedicados à música, à cultura popular e às tradições pernambucanas.

Em frente ao Marco Zero está o Parque das Esculturas Francisco Brennand, acessível por barco ou por via terrestre. O espaço reúne 87 esculturas em cerâmica e bronze produzidas pelo artista Francisco Brennand, incluindo a Coluna de Cristal, monumento de 32 metros que se tornou um dos símbolos da cidade. Como as atrações ficam próximas, o passeio pode ser feito a pé em meio período, com paradas para conhecer a arquitetura e os centros culturais da região.

Rotas gastronômicas 

Para o almoço, uma opção próxima é o Amaro Café, no Recife Antigo. A casa reúne pratos inspirados na culinária pernambucana e sobremesas tradicionais, como bolo de noiva, cartola e queijadinha. Entre os destaques, estão a tábua sertaneja para compartilhar, o camarão empanado e gratinado e o charque brejeiro.

Outra alternativa na região é o Arvo Restaurante, comandado pelo chef Pedro Godoy, que aposta em uma cozinha contemporânea baseada em ingredientes brasileiros. O cardápio inclui croquete de cupim, caldinho de feijão com queijo coalho, arrumadinho de charque e cupim assado com milho. 

Para finalizar, o Chocolatudo, com camadas de chocolate, mousse de doce de leite, gelato e ganache, é um dos destaques da casa. Aos sábados, o restaurante também costuma reunir programação musical, permitindo combinar a refeição com uma experiência cultural durante o passeio.

Praia de Boa Viagem

Principal praia urbana de Recife, Boa Viagem concentra hotéis, restaurantes, bares, ciclovia, comércio e uma extensa faixa de areia. Para quem pretende aproveitar o mar, os trechos próximos aos arrecifes, especialmente na altura do Posto 7 ao Posto 10, costumam ser os mais procurados por formarem piscinas naturais durante a maré baixa. 

O ideal é consultar a tábua de marés e programar o banho pela manhã, quando as águas costumam estar mais tranquilas. É importante respeitar a sinalização dos postos de salvamento e utilizar apenas as áreas autorizadas devido às restrições existentes em parte da orla pela presença de tubarões.

Atrações gastronômicas em Boa Viagem 

Além da praia, o bairro é uma das principais áreas gastronômicas da cidade. Entre as opções, está o Chiwake, comandado pela chef Biba Fernandes, que combina técnicas da culinária peruana com ingredientes nordestinos. O cardápio reúne ceviches, polvo na chapa, frutos do mar e o menu surpresa Boa Lembrança, criado com ingredientes sazonais e acompanhado de um prato de cerâmica colecionável.

Outra alternativa é o Terra, também do chef Pedro Godoy, que trabalha com uma cozinha contemporânea baseada em ingredientes regionais. O menu inclui baos de camarão crocante, polvo grelhado com arroz cremoso, carnes na brasa, massas e sobremesas como a releitura de Romeu e Julieta.

Já quem prefere uma experiência italiana, o Lotti Cucina aposta em massas frescas e receitas clássicas reinterpretadas. Entre os pedidos, estão o Bastoncini & Parmiggiano, com nhoque frito servido com fonduta de parmesão, o Gnocchi di Zucca e sobremesas inspiradas na culinária italiana.

O Centro Histórico de Olinda preserva casarões coloniais, igrejas, conventos, ateliês e ruas de pedra que ajudam a contar parte da história da colonização portuguesa no Brasil (Imagem: Pedro Magrod | Shutterstock)
O Centro Histórico de Olinda preserva casarões coloniais, igrejas, conventos, ateliês e ruas de pedra que ajudam a contar parte da história da colonização portuguesa no Brasil (Imagem: Pedro Magrod | Shutterstock)

Olinda

Centro Histórico

Olinda pode ser visitada em um bate-volta a partir de Recife. O trajeto leva cerca de 20 a 30 minutos de carro, dependendo do trânsito, e também pode ser feito por transporte público ou aplicativos. Reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) desde 1982, o Centro Histórico preserva casarões coloniais, igrejas, conventos, ateliês e ruas de pedra que ajudam a contar parte da história da colonização portuguesa no Brasil.

Entre os principais pontos de visitação, estão o Mosteiro de São Bento, o Convento de São Francisco, a Igreja do Carmo e o Alto da Sé, mirante que oferece vista panorâmica de Recife e do litoral. A experiência em Olinda acontece principalmente caminhando. As ladeiras concentram ateliês, pequenas galerias, lojas de artesanato e construções históricas. Por isso, roupas leves, protetor solar, água e calçados confortáveis fazem diferença, principalmente nos dias mais quentes.

Restaurante Patuá

Para o almoço, uma das opções próximas ao Centro Histórico é o Restaurante Patuá, comandado pelo chef Alcindo Queiroz. A casa valoriza ingredientes típicos da culinária nordestina em pratos como a caldeirada pernambucana, preparada com peixe, camarão, polvo, lula, mexilhões, carne de caranguejo e sururu.

O cardápio também inclui o Cabrobó, feito com queijo coalho, jerimum e lascas de carne de sol salteadas na manteiga de garrafa, e o Pataxó, com frutos do mar preparados na manteiga, alho e ervas. A localização do restaurante permite encerrar o passeio pelo Centro Histórico sem precisar retornar imediatamente a Recife, tornando a parada uma alternativa conveniente para quem passa o dia explorando Olinda.

Onde ficar? 

Para quem passa por Recife antes de seguir para Porto de Galinhas ou Maragogi, o ibis Recife Aeroporto fica em frente ao terminal e conta com restaurante, uma facilidade diante da pouca oferta de comércio nos arredores. Quem pretende conhecer a capital pode ficar em Boa Viagem ou no Pina. Na região, o ibis Recife Boa Viagem está próximo à orla, enquanto o Mercure Recife Navegantes dispõe de piscina, restaurante, lavanderia e serviço de quarto, estrutura voltada também a estadias mais longas e viagens em família. Em Porto de Galinhas, o Sunny Hall, da Easy Home, oferece lofts independentes próximos à área comercial da vila, com restaurantes, lojas e serviços acessíveis a pé.

Opções para relaxar

Depois de percorrer as ladeiras, uma opção para recuperar as energias é o Spa Nadja Fernandes, localizado no RioMar Recife. O espaço oferece massagens relaxantes, spa dos pés e banheira de hidromassagem com cromoterapia e ozonioterapia, tratamentos procurados por visitantes que desejam aliviar o cansaço após horas de caminhada. Outra opção é o Spa Express, que oferece massagens e tratamentos corporais diretamente em hotéis, apartamentos e outras hospedagens da capital pernambucana.

Por Débora Oliveira