Últimas notícias:

Loading...

Redesignação sexual: Dançarina trans de Anitta cria ‘vaquinha’ para cirurgia

Ela precisa arrecadar aproximadamente R$ 50 mil para custear todo o processo da cirurgia

Por: Redação
Ouça este conteúdo

Veio a público nesta terça-feira, 12, que a dançarina da cantora Anitta, Makayla Sabino, criou uma “vaquinha” na web para fazer a cirurgia de redesignação sexual. A moradora do Complexo do Alemão, favela da Zona Norte do Rio, tem 21 anos e quer arrecadar aproximadamente R$ 50 mil para custear todo o processo, que será realizado no Brasil.

Redesignação sexual: Dançarina trans de Anitta cria 'vaquinha' para cirurgia
Crédito: Reprodução/InstagramRedesignação sexual: Dançarina trans de Anitta cria ‘vaquinha’ para cirurgia

Makayla começou a aparecer no balé de Anitta no último Rock in Rio, desde então, tem feito alguns trabalhos com a cantora e também com MC Rebecca. Há um ano, ela mudou de nome e gênero nos documentos oficiais, uma batalha na Justiça que enfrentava desde 2017.

“A cirurgia é o meu maior sonho no momento. Gostaria de fazer aqui no Brasil, para ter uma segurança maior de ter pessoas, família, aqui para me ajudar no pós-cirúrgico. Quando lancei a vaquinha, fiz mais ou menos no valor da cirurgia, coloquei como uma base para ter início. Comecei a pesquisar pessoas e lugares para fazer, e o cirurgião mais indicado foi o dr. Márcio Litteton. Inclusive, falei com algumas mulheres trans que foram operadas por ele, e que foi um sucesso. Ele que fez a cirurgia da (ex-BBB) Ariadna também”, diz Makayl, que já arrecadou quase R$ 13 mil, ou seja, 26% do valor que precisa.

“São vários gastos, tenho que pagar para começar o tratamento psicológico e acompanhamento médico durante um ano para fazer a cirurgia, depois tem que pagar o hospital, o cirurgião, a anestesia, os remédios, e tem o pós também. Realmente não tenho grana para isso. Estou contando com a vaquinha ou alguém cirurgião, uma alma caridosa aparecer e fazer pela metade do preço. Estou nessa esperança desse sonho e correndo atrás o máximo que eu posso”, explica.

Assim como a maioria das pessoas transexuais, ela enfrentou diversas dificuldades desde a infância por ser transgênero. Ela que foi criada apenas pela mãe, sofreu transfobia ainda na época da escola. O preconceito também vinha dos familiares, principalmente do pai, que demorou aceitar sua identidade de gênero e também dos avó, que é evangélica fervorosa.

“Já ouvi de produtores que eu não ia fazer parte do trabalho por ser uma mulher trans. Cheguei a pensar que eu nunca ia conseguir dançar com cantores famosos e chegar aonde eu cheguei. Pensei muito em desistir. É muito difícil, porque machuca demais”, diz Makayla.

“No meu ambiente de trabalho eu já senti que a posição de muita gente mudou. Na minha família e onde eu moro também. Sempre fui respeitada, porque eu sempre me impus muito, mas, depois do Rock in Rio, criou-se um respeito maior pelo meu trabalho e por mim”, finalizou.

Sobre a cirurgia

A cirurgia de redesignação sexual (CRS), à qual Makayla pretende se submeter, é o procedimento pelo qual as características sexuais/genitais de nascença de um indivíduo são mudadas para aquelas socialmente associadas ao gênero que ele se reconhece. Como por exemplo, de mulheres e homens transsexuais.

Para quem não sabe, os testículos são removidos. Depois, a glande (cabeça do pênis) é usada para criar um clitóris. Durante a cirurgia, o escroto é usado para os lábios vaginais e o canal da vagina.