Thammy Miranda critica manifestações contra aborto de menina estuprada

"É inacreditável. Uma falta de respeito, de humanidade, de amor. É absurdo", disse o influencer que recentemente sofreu ataques transfóbicos por ser pai

Por: Redação
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O influencer Thammy Miranda, usou seu perfil no Instagram, nesta segunda-feira, 17, para manifestar seu repúdio aos protestos contra a realização do aborto legal pela menina, de 10 anos, estuprada pelo tio durante anos.

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Crédito: Reprodução/InstagramThammy Miranda critica manifestações contra aborto de menina estuprada

“Tem gente que tem coragem de fazer manifestação para que essa criança indefesa, frágil, tenha o filho. É inacreditável. Uma falta de respeito, de humanidade, de amor. É absurdo. Ela já está passando por uma situação tão difícil”, disse Thammy Miranda sobre o caso da menina.

“A lei já é muito clara. Em situações como esta, (o aborto) é direito da vítima. Não é qualquer patota ideológica que deve dizer o que ela deve fazer. Tem que ter compaixão, solidariedade. É a vida de uma criança acometida por um crime brutal”, opinou Thammy Miranda.

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“Muitos desses que estavam lá são os mesmos que diziam por aí que eu não podia ser pai. Um estuprador pode, né? É muita incoerência. O preconceito cega as pessoas”, completou Thammy Miranda.

O influencer sofreu ataques transfóbicos nas redes sociais após a marca de cosméticos, Natura, o contratar para campanha de Dia dos Pais da empresa.

Como denunciar casos de abuso infantil e como orientar a criança

Casos como o desta menina de 10 anos, abusada pelo próprio tio, infelizmente não são raros no Brasil. O Disque 100 recebe milhares de denúncias por ano, mas sabemos que esses dados não estão nem perto da realidade, uma vez que ainda é difícil ter estatísticas que realmente abranjam o problema de forma real.

Isso se dá por inúmeros fatores como, por exemplo, pelo preconceito e pelo silêncio das vítimas (que às vezes não entendem o que está acontecendo com elas) e pela “vergonha” e falta de informação sobre o assunto de familiares.

Reconhecer os tipos de abusos e saber orientar as crianças é fundamental. Veja aqui como fazer isso.