Animação brasileira ganha novo espaço no Futuro Geek
Parceria com a ABRANIMA aproxima o público das empresas, profissionais e debates de um setor presente nas cinco regiões do Brasil.
Quando se fala em animação brasileira, é comum que a primeira lembrança seja dos filmes e séries que chegam às telas. Mas existe uma cadeia muito maior por trás deles, formada por produtoras, estúdios, artistas, realizadores, prestadores de serviços e empresas que trabalham também com games, publicidade, experiências imersivas, educação, licenciamento, tecnologia e diferentes formatos de conteúdo.
É esse universo que, a partir de agora, ganha um novo espaço no Futuro Geek, por meio de uma parceria com a ABRANIMA – Associação Brasileira das Empresas de Animação.
A proposta é aproximar o público de quem está fazendo animação no Brasil hoje – e mostrar que falar de animação brasileira é falar não apenas de obras e personagens, mas também de criatividade, tecnologia, propriedade intelectual, geração de trabalho, mercado e economia criativa.
E há muita coisa para contar.

O mais recente Mapeamento da Animação no Brasil, realizado entre 2024 e 2025, ouviu 466 profissionais e empresas e revela um setor diverso e conectado a diferentes áreas. Entre os respondentes, 24% também atuam com games, por exemplo, e a cadeia produtiva envolve atividades que vão do desenvolvimento e da pré-produção à produção, pós-produção, formação, licenciamento e distribuição.
A animação brasileira também já atravessa fronteiras. Segundo o levantamento, 46% das empresas pesquisadas exportam conteúdos ou serviços e 40% realizam coproduções internacionais. O próprio estudo aponta a internacionalização, o fortalecimento das propriedades intelectuais e a ampliação dos canais de distribuição e comercialização entre os caminhos estratégicos para o crescimento do setor.
Uma animação feita em muitos Brasis. É nesse cenário que atua a ABRANIMA.
A associação trabalha pela representação institucional da indústria de animação, pelo fortalecimento e conexão do setor, pela promoção da animação brasileira dentro e fora do país e pelo desenvolvimento sustentável de sua cadeia produtiva.
E existe um aspecto especialmente importante nessa atuação: a animação brasileira não está concentrada em um único território.
Hoje, a ABRANIMA reúne mais de 70 empresas associadas e está presente nas cinco regiões do país. São empresas de diferentes portes e modelos de negócio, trabalhando com prestação de serviços, produção de conteúdo, desenvolvimento de propriedades
intelectuais, conteúdo infantil, licenciamento, transmídia e outras frentes que ajudam a mostrar a dimensão e a diversidade dessa indústria.
Essa diversidade também orienta a atual gestão da associação, eleita até dezembro de 2027. Mais do que ampliar a representatividade institucional da animação, a nova diretoria tem buscado fortalecer conexões entre empresas e regiões, ampliar oportunidades para os associados e construir novas pontes para a presença da animação brasileira nos mercados nacional e internacional.
É justamente daí que nasce esta parceria.
Mais do que falar sobre animação brasileira, queremos criar um espaço para que quem constrói essa indústria também possa contar suas histórias, compartilhar experiências e colocar em discussão os temas que estão transformando o setor.
A partir desta primeira publicação, associados da ABRANIMA estarão periodicamente no Futuro Geek apresentando projetos, processos criativos, tecnologias e diferentes experiências de produção pelo Brasil.

Também queremos conversar sobre as questões que estão no centro dessa indústria: como nasce e se desenvolve uma propriedade intelectual brasileira? Como nossas animações chegam a outros países? Como funcionam as coproduções internacionais? Onde estão os novos mercados? O que as novas tecnologias estão transformando nos processos de produção? E quais são os desafios para transformar boas ideias em negócios sustentáveis?
Há ainda questões estruturais importantes pela frente. O próprio Mapeamento aponta gargalos relacionados a financiamento, distribuição, escalabilidade das empresas e acesso aos mercados, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades na internacionalização, nos games, nas novas tecnologias e na expansão das propriedades intelectuais brasileiras.
São discussões que interessam a quem trabalha com animação, mas não apenas.
Porque animação não é somente gênero, técnica ou entretenimento infantil.
Animação é audiovisual. É arte. É tecnologia. É propriedade intelectual. É trabalho. É negócio. É economia criativa!
E existe uma animação brasileira diversa, espalhada pelo país e cada vez mais conectada com o mundo que merece ser conhecida.
A partir de agora, parte dessas histórias também será contada aqui.
Bem-vindos à animação brasileira.
Camila Nunes